Ensinamentos Acessíveis, Verdades Profundas

Por

Ajaan Anan Akiñcano

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49. Esperando e Aceitando

Velhice, doença e morte são as coisas mais normais no mundo. Temos de esperar por isso e enxergar que isso é parte da vida. A expectativa média de vida é em torno de 75 a 80 anos. Deveríamos pensar, "Qual a minha idade agora? Se tenho 45 anos, então ainda tenho uns 30 anos para viver." Pensando dessa forma nos tornamos conscientes da impermanência da vida e acordamos para o fato de que não estaremos aqui para sempre.

Houve uma pergunta sobre como lidar com o fato de que o pai está muito velho, preso na cama, próximo da morte. Nesse caso o pai tem 89 anos de idade, portanto, não há a necessidade de chorar ou ficar triste, na verdade ele teve uma vida longa. Ele já viveu nove anos mais que o Buda; o Buda chegou apenas aos 80 anos. O Buda disse que a vida longa é o karma positivo de não matar. Portanto, esse é provavelmente o karma bom dele não ter causado dano ou matado animais no passado.

Deveríamos ficar contentes se o nosso pai teve uma vida longa. Mas ao mesmo tempo ver que este corpo e mente são coisas impermanentes, que surgem e desaparecem. Eles não permanecem para sempre. Podemos esperar que como as pessoas vão ficando mais velhas, elas irão morrer. E se os seus corpos e mentes estão deficientes e se há dor e desconforto, nós não desejamos que elas experimentem isso indefinidamente. Nós poderemos até sentir alegria e disposição para deixar que elas partam, desejando que os frutos do seu bom karma lhes tragam um corpo forte e saudável na próxima vida. Porque se elas estiverem muito enfermas e com muito sofrimento, talvez seja mais habilidoso estar pronto para permitir que elas partam.

Para fazer isso, precisamos realmente contemplar a verdade e trazê-la ao nosso coração. A verdade é que a nossa existência como seres humanos é impermanente e quando morremos temos de nos separar de tudo e de todos. Se realmente aceitarmos isso, poderemos estar em paz com essa verdade. Ao invés de ficarmos tristes com a morte de uma pessoa querida, podemos entender que assim é como as coisas são e sentir alegria pelo bem que ela fez.

 

 

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Revisado: 6 Novembro 2010

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