2. Interpretando a Origem Dependente

Contedo:

O significado bsico

 


 

O princpio da Origem Dependente tem sido interpretado de vrias formas que de um modo geral podem ser resumidas no seguinte:

1. Como uma demonstrao da evoluo da vida ou do mundo, baseada na interpretao literal de algumas frases como por exemplo loka-samudaya (surgimento do mundo) [SN.II.73](SN.XII.44)

2. Como uma demonstrao do surgimento e cessao da vida individual ou do sofrimento individual.

Essa segunda forma pode ainda ser subdividida em duas categorias:

2.1 Demonstrando o processo durante um longo perodo de tempo, de uma vida para outra. Essa uma interpretao mais literal; tambm a explicao encontrada com mais freqncia nos textos dos Comentrios nos quais o tema expandido num nvel de detalhe tal que o principiante provavelmente ficar confuso com a pletora de termos tcnicos.

2.2 Demonstrando um processo que ocorre continuamente. Embora relacionado ao item anterior, esta interpretao proporciona uma definio mais profunda e prtica dos termos com nfase no momento presente, que considerado como sendo o real objetivo dos ensinamentos. Este tipo de interpretao suportada pelos ensinamentos contidos em vrios Suttas e no Abhidhamma Pitaka existem trechos que descrevem todo o processo da Origem Dependente num momento mental. [1]

No primeiro ponto mencionado acima, existe a tentativa de interpretar o princpio da Origem Dependente como uma teoria da origem do mundo, tratando a ignorncia (avijja) como sendo a Causa Primeira e rastreando a evoluo ao longo dos doze elos. Esse tipo de interpretao faz com que os ensinamentos do Budismo fiquem parecidos com os demais ensinamentos religiosos e filosficos que postulam um princpio original, como Deus. As interpretaes apenas diferem em que os ensinamentos mencionados por ltimo atribuem o nascimento e a existncia do mundo como sendo a tarefa de alguma fora sobrenatural, enquanto que os ensinamentos Budistas, como mostrado nesta interpretao, explicam as coisas simplesmente como um tipo de evoluo que avana de acordo com as leis naturais de causa e efeito.

No entanto, esta interpretao com certeza contradiz os ensinamentos do Buda, porque qualquer ensinamento ou escola de pensamento que demonstre o mundo se originando de uma Causa Primeira ser contrrio ao princpio da condicionalidade, ou Origem Dependente, que diz de forma inequvoca que todas as coisas so interdependentes, surgindo de forma contnua devido s influncias de causas e condies. Qualquer Causa Primeira, quer seja um Deus Criador ou qualquer outra coisa, impossvel. A interpretao do ciclo de Origem Dependente como uma descrio da evoluo da vida ou do mundo somente ser possvel se for apresentado um quadro do universo funcionando de acordo com o processo natural de crescimento e declnio, desdobrando-se de forma incessante de acordo com os ditames de causa e efeito.

Ao avaliar a plausibilidade dessas interpretaes, devemos ter em mente o objetivo do Buda ao ensinar a Origem Dependente. Nos seus ensinamentos o Buda intencionava apresentar apenas aquilo que pudesse ser empregado para solucionar os problemas da vida em termos prticos. Ele no encorajava o entendimento da realidade atravs da conjectura, debate ou anlise de problemas metafsicos, que ele considerava ser impossvel. Por essa razo, a avaliao de um ensinamento quanto a ser genuinamente Budista deve envolver a avaliao do seu valor em relao aos princpios ticos.

A definio do princpio da Origem Dependente como um processo de evoluo, cujo princpio e fim no pode ser definido, embora aparentemente vlida, pode, ainda assim, ser encarada como tendo limitado valor tico. O que pode ser obtido dessa definio :

(1) Uma viso mais ampla do mundo, na qual ele progride de acordo com o fluxo de causas e efeitos e limitado pelas condies encontradas no processo natural. No existe um Criador ou Nomeador, tampouco o mundo uma srie de acidentes sem propsito. Os objetivos no podem ser alcanados apenas por meio da aspirao, suplicando aos deuses ou por meio da sorte, mas devem ser concretizados atravs do esforo auto-suficiente baseado no entendimento das causas e condies.

(2) Criar as causas corretas para obter os resultados desejados: s poder ser feito se houver a compreenso dessas causas e da forma como elas se interconectam com os respectivos resultados. Isso requer a presena de uma certa compreenso (paa) que seja capaz de discernir essas complexidades; necessrio tratar a vida e relacionar-se com ela com sabedoria.

(3) A compreenso de que os processos naturais esto sujeitos ao contnuo de causa e efeito pode ser eficaz na reduo da deluso que causa o apego e a identificao das coisas como sendo o eu. Essa perspectiva permite um relacionamento mais saudvel e independente com as coisas da forma como elas so. 

O entendimento do princpio da Origem Dependente como uma teoria da evoluo do mundo, embora se harmonize com os ensinamentos do Buda, no entanto um tanto quanto superficial. Carece de uma anlise profunda, detalhada, momento a momento dos componentes fsicos e mentais. No suficientemente slido ou claro para que de forma inequvoca produza os trs resultados mencionados acima, especialmente o terceiro. Para investigar com mais profundidade a verdade, necessrio examinar o desdobramento dos eventos naturais mais detalhadamente no nvel pessoal, vendo com clareza a verdade desse processo medida que ele ocorre nas nossas vidas, at mesmo em eventos muito breves. Com esse tipo de clara ateno, ser mais provvel que os trs benefcios mencionados acima ocorram. A propsito, esta interpretao mais imediata no exclui a interpretao do processo como evoluo a longo prazo.

Qualquer explicao do princpio da Origem Dependente como uma teoria da evoluo do mundo, quer seja num sentido mais bsico ou mais sutil, ir carecer de profundidade. A segunda interpretao, que diz respeito vida pessoal e em particular ao processo que d continuidade ao sofrimento pessoal, muito mais profunda.

Das descries do ciclo de Origem Dependente como um processo pessoal, a interpretao que abrange vrios renascimentos (dada no item 2.1) aquela mais aceita e detalhada nos Comentrios. [2] Estes a tratam com grande riqueza de detalhes e explicaes de modo sistematizado e com exemplos. No entanto, ao mesmo tempo, essa sistematizao tende a ser um tanto rgida e tende a mistificar o tema para os principiantes. Neste trabalho ser atribudo um captulo para essa interpretao, seguida da interpretao j mencionada em parte acima, tomando a Origem Dependente como ocorrendo em cada momento mental (item 2.2).

O significado bsico

Na sua essncia, o princpio da Origem Dependente uma descrio do processo de surgimento e da cessao do sofrimento. A palavra sofrimento (dukkha) um termo bastante importante no Budismo. Ela aparece em muitos dos ensinamentos mais importantes, tal como nas Trs Caractersticas (tilakkhana) e nas Quatro Nobres Verdades (ariyasacca). Para entender de forma mais clara o princpio da Origem Dependente essencial primeiro entender essa palavra dukkha ou sofrimento.

O termo 'dukkha' usado nos ensinamentos do Buda com um sentido muito mais amplo do que o seu equivalente em Portugus, sofrimento. Portanto necessrio descartar o significado estreito dessa palavra da forma como ela empregada no Portugus e reconsider-la luz do significado muito mais amplo das palavras do Buda, que dividem o sofrimento em trs tipos [DN.III.216] (DN 33.1.11(27)); [SN.IV.259] (SN XXXVIII.14); [SN.V.56] (SN XLV.165). Juntamente com as explicaes contidas nos comentrios [Vism.499; Vbh.A.93], elas so:

1. Dukkha-dukkhata: o sofrimento como sensao. Isto inclui ambos o sofrimento fsico e mental dores, aflies, tristeza e assim por diante muito similar ao que comumente compreendido por meio da palavra sofrimento em Portugus. Isto corresponde palavra em Pali 'dukkhavedana' (a sensao de sofrimento que em geral surge sempre que uma sensao desagradvel experimentada).

2. Viparinama-dukkhata: o sofrimento inerente ao processo de mudana; o sofrimento oculto na inconstncia da felicidade. Esse o sofrimento que causado pelas mudanas nos momentos de felicidade e pela cessao dela. Isto pode ser observado num dia de muito calor em que voc esteve trabalhando ao ar livre: pode ser que voc nem perceba o calor se estiver acostumado a ele, mas uma vez que voc entre num cmodo com ar condicionado, a sensao agradvel resultante poder provocar uma reao desagradvel no momento em que voc sair outra vez o calor parecer insuportvel. A sensao de calor neutra original se transforma numa sensao desconfortvel devido ao prazer do ar condicionado. O prazer do ar condicionado faz com que a sensao subseqente de calor parea ser desagradvel. quase como se o sofrimento estivesse dormente, apenas para se revelar quando a sensao agradvel se esvai. Quanto mais intensa for a sensao agradvel, mais intensa ser a mudana para o sofrimento, o qual parece expandir na proporo da intensidade da sensao agradvel. Se a sensao agradvel no tivesse surgido, o sofrimento na dependncia desta provavelmente no teria surgido. Se a sensao agradvel estiver acompanhada pela conscincia da sua natureza efmera, o temor, preocupao e ansiedade tendero a encobr-la. Quando, com o tempo, a sensao agradvel desaparecer, em seguida surgir a nostalgia, Eu tinha tamanha felicidade, agora ela se foi.

3. Sankhara dukkhata: o sofrimento inerente a todos os sankhara, todas as coisas que surgem a partir de determinantes, especificamente os cinco khandhas. Isto se refere sujeio de todas as coisas condicionadas s foras contrrias do nascimento e da dissoluo, ao fato de que elas no so perfeitas em si mesmas, mas existem apenas como parte do contnuo de causa e efeito. Como tal, provvel que elas causem o sofrimento, (isto , a sensao de sofrimento ou dukkha-dukkhata), sempre que houver a cobia inflexvel e o apego suportado pela ignorncia (avijja-tanha-upadana).

O tipo mais importante de sofrimento o terceiro, que descreve a natureza inerente de todas as condies, tanto fsicas como mentais. Sankhara- dukkhata, como um atributo natural, assume importncia psicolgica quando reconhecido que todas as condies so incapazes de produzir o perfeito contentamento, e como tal iro causar o sofrimento a qualquer um que tente se apegar a elas.

O princpio da Origem Dependente mostra a interdependncia e a inter-relao de todas as coisas sob a forma de um contnuo. Como um contnuo, ele pode ser analisado sob vrias perspectivas distintas:

Todas as coisas so inter-relacionadas e interdependentes; todas as coisas existem em relao umas s outras; todas as coisas dependem de fatores determinantes; todas as coisas no possuem existncia duradoura, nem mesmo por um momento; todas as coisas no possuem uma identidade intrnseca; todas as coisas no possuem uma Causa Primeira ou Gnese.

Colocando de outro modo, o fato de todas as coisas se apresentarem sob formas diversas de surgimento e declnio mostra que a sua verdadeira natureza de um contnuo ou processo. E isso mostra que elas so um composto de muitos fatores determinantes. O contnuo surge porque todos os vrios fatores determinantes esto inter-relacionados. O contnuo se move e muda de formato porque os vrios fatores em questo no duram, nem mesmo um momento. As coisas no duram, nem mesmo um momento, porque elas no possuem uma identidade intrnseca. Como elas no possuem identidade intrnseca, elas dependem totalmente de fatores determinantes. Como os fatores determinantes so inter-relacionados e interdependentes, eles mantm o formato de um contnuo, e o fato de serem assim inter-relacionados e interdependentes indica que eles no possuem uma Causa Primeira.

Apresentando sob a forma negativa: se as coisas tivessem uma identidade intrnseca elas deveriam ter alguma estabilidade; se elas fossem estveis, mesmo que por um momento, elas no poderiam ser na verdade inter-relacionadas; se elas no fossem inter-relacionadas elas no poderiam ter o formato de um contnuo; se no houvesse um contnuo de causa e efeito, os processos da natureza seriam impossveis; e se houvesse algum tipo de identidade intrnseca como parte desse contnuo no seria possvel haver um verdadeiro processo de causa e efeito inter-relacionado. O contnuo de causa e efeito que possibilita que todas as coisas existam da forma como so, s pode operar porque tais coisas so transitrias, efmeras, constantemente surgindo e cessando sem possuir uma identidade intrnseca prpria.

A propriedade da transitoriedade, efemeridade, constantemente surgindo e cessando, chamada aniccata. A propriedade de estar sujeito ao nascimento e dissoluo, de inerentemente implicar em sofrimento e estresse e de ser intrinsecamente imperfeito, chamada dukkhata. A qualidade de vazio de qualquer tipo de eu real ou substncia chamada anattata. O princpio da Origem Dependente demonstra essas trs propriedades em todas as coisas e mostra a inter-relao e inter-reao de todas as coisas para produzir os diversos eventos na natureza.

O funcionamento do princpio da Origem Dependente se aplica a todas as coisas, tanto fsicas como mentais e se expressa atravs de vrias leis naturais. Elas so:

Dhammaniyama: a lei da natureza de causa e efeito;

Utuniyama: a lei da natureza que diz respeito aos objetos fsicos (leis fsicas);

Bijaniyama: a lei da natureza que diz respeito aos seres vivos e hereditariedade (leis biolgicas);

Cittaniyama: a lei da natureza que diz respeito aos processos mentais (leis psicolgicas ou psquicas);

Kammaniyama: a lei de kamma que de particular importncia na determinao do bem estar humano e est diretamente relacionada com o comportamento humano sob a perspectiva da tica.

Vale a pena observar que kamma, como todas as demais relaes de causa e efeito, s capaz de funcionar porque todas as coisas so impermanentes (anicca) e desprovidas de uma entidade intrnseca (anatta). Se as coisas fossem permanentes e tivessem uma natureza intrnseca, nenhuma das leis naturais, incluindo a lei de kamma, poderiam operar. Alm disso, essas leis suportam a verdade de que no existe uma Causa Primeira ou Gnese.

As coisas no possuem uma identidade intrnseca porque elas surgem na dependncia de causas e esto inter-relacionadas. Um exemplo simples: aquilo que ns conhecemos como sendo uma cama tem origem numa coleo de numerosos componentes que assumem uma forma conhecida. Uma cama exceto por esses componentes, no existe. Se todos os componentes forem desmontados, no restar uma cama. Tudo que resta o conceito de uma cama. E mesmo esse conceito no possui existncia independente, ele tem que estar relacionado com outros conceitos, tal como dormir, uma superfcie plana, uma base, um espao vazio e assim por diante.

Os conceitos so formados na mente atravs da associao de relaes. Para a maioria das pessoas, uma vez que um conjunto de relaes tenha constitudo um conceito, o hbito de se apegar s coisas atravs do desejo (tanha) e do apego (upadana) adere a esses conceitos como se estes fossem entidades fixas. O apego isola o conceito da sua relao com as outras coisas e macula a percepo com noes de eu e meu, o que conduz identificao com essas coisas e dessa forma impede o verdadeiro entendimento.

As coisas no possuem uma causa original ou gnese. Reconstituindo o fluxo de causas ad infinitum, nenhuma causa de origem ser encontrada para nada. No entanto, existe uma tendncia das pessoas tentarem encontrar algum tipo de causa de origem; esse tipo de pensamento conflita com a maneira como a natureza opera e resulta em percepes que diferem da verdade. uma forma de auto-iluso provocada pelo hbito humano de cessar toda investigao das causas na primeira que for encontrada, sem seguir adiante. Assim, o entendimento comum de causa e efeito, que acredita numa causa origem para as coisas, no acurado e contrrio s leis da natureza. Considerando como as coisas so, necessrio investigar mais perguntando, Qual a origem dessa assim chamada Causa de Origem? e assim por diante. Nenhuma ser encontrada. Ao invs disso, a pergunta deveria ser, De qualquer maneira, porque as coisas deveriam ter uma causa de origem?

Outro tipo de raciocnio que contradiz a natureza e est relacionado com a idia de uma causa de origem a crena de que no princpio no havia nada. Esse tipo de idia surge do apego ao conceito de um eu (atta), que por seu lado derivado do apego a conceitos. A partir disso, a deduo que antes aquilo no existia, mas depois passou a existir. Esse tipo de raciocnio falso o hbito humano do apego a conceitos, ou no compreender a verdade dos conceitos, que por sua vez equivale a no compreender como as coisas na verdade so. Isso resulta no esforo de encontrar algo eterno, uma Causa Primeira, Aquilo que Move Tudo, ou um Criador, que por seu turno faz surgir uma grande quantidade de contradies tais como: Como pode aquilo que eterno criar algo no eterno? Na verdade, dentro da dinmica do fluxo de causa e efeito no existe a necessidade de uma posio, quer seja apoiando ou negando qualquer tipo de existncia esttica, seja no princpio, ou exatamente agora, exceto no nvel de conceitos expressos com a linguagem. Devemos ao invs disso encorajar uma nova abordagem com a questo: Porque a existncia tem que ser precedida da no existncia?

A crena comum de que toda as coisas possuem um Criador uma outra idia que contradiz a realidade. Essa crena o resultado do pensamento dedutivo, baseado na observao da habilidade humana em criar coisas e produzir artefatos de vrios tipos, tais como nas artes e assim por diante. Segue a deduo, portanto, de que todas as coisas no mundo tm que ter um criador. Nesse caso, somos ludibriados quando isolamos o conceito produzir ou criar do contnuo normal de causa e efeito, tomando dessa forma uma falsidade como premissa bsica. Na verdade, produzir, apenas uma fase no processo de Origem Dependente. Se somos capazes de criar algo pelo fato de nos tornarmos fatores determinantes no processo de relaes que produz o resultado desejado. Diferimos dos fatores puramente fsicos somente num aspecto, que no nosso caso existem alguns fatores mentais tambm presentes envolvendo a inteno. A despeito disso, esses fatores permanecem como parte de uma totalidade de fatores e devem tambm prosseguir de acordo com o processo de causa e efeito. Por exemplo, quando desejamos construir um arranha-cu, temos que nos tornar parte do fluxo de fatores determinantes, manipulando outros fatores determinantes no processo at a finalizao. Se o pensamento de criao fosse capaz de fazer com que as coisas passassem a existir independentemente do processo de causa e efeito, ento poderamos criar arranha-cus em qualquer lugar s com o pensamento, o que impossvel. Portanto, a palavra criao no tem um significado que vai alm da descrio de ser parte de um processo. Alm disso, quando as coisas prosseguem sem percalos no processo de causa e efeito, a questo de um criador no tem mais relevncia em nenhum ponto ao longo do caminho.

Em todo caso, a busca pelos fatos que digam respeito a uma Causa Primeira, ou Deus Criador e outras coisas semelhantes, possuem pouco valor dentro da viso Budista, porque elas no so essenciais para que a vida tenha sentido. E muito embora a reflexo sobre esses temas possa proporcionar uma viso mais ampla do mundo, conforme comentado acima, tal reflexo pode ser deixada de lado, pois o valor do ensinamento da Origem Dependente em termos de realizao para a vida j abrange os benefcios desejados. Deveramos, portanto, dirigir a nossa ateno mais em direo a esse ltimo aspecto do ensinamento.

Incio >> 1. Uma Viso Geral da Origem Dependente >> 3. O Homem e a Natureza

 


 

Notas:

[1] Abhidhammabhajaniya do Paccayakara-vibhanga: Vbh.138ff. [Retorna]

[2] Veja Vism.517-586; Vbh.A.130-213 a descrio do processo como um momento mental. [Retorna]

 

 

Revisado: 20 Junho 2005

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