Digha Nikaya 33

Sangiti Sutta

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1.1. Assim ouvi. Em certa ocasio, o Abenoado estava viajando em Malla com uma grande sangha de bhikkhus, com quinhentos bhikkhus. Chegando em Pava, a capital Malla, ele ficou no mangueiral do ferreiro Cunda.

1.2. Agora, naquela ocasio, um novo salo para assemblias, chamado Ubbhataka, havia sido construdo recentemente para os Mallas de Pava e ele ainda no havia sido habitado de modo nenhum por nenhum contemplativo ou brmane ou ser humano. Tendo ouvido que o Abenoado estava no mangueiral de Cunda, os Mallas de Pava foram v-lo. Depois de cumpriment-lo eles sentaram a um lado e disseram: Venervel senhor, um novo salo para assemblias, chamado Ubbhataka, foi recentemente construdo para os Mallas de Pava e ele ainda no foi habitado de modo nenhum por nenhum contemplativo ou brmane ou ser humano. Venervel senhor, que o Abenoado seja o primeiro a us-lo. Depois que o Abenoado tiver primeiro usado o salo, ento, os Mallas de Pava iro us-lo. Isso ser para a felicidade e bem-estar deles por muito tempo.

1.3. O Abenoado concordou em silncio. Ento, quando eles viram que ele havia concordado, eles se levantaram dos seus assentos e depois de homenagear o Abenoado, mantendo-o sua direita, foram at o salo de assemblias. Eles cobriram o salo completamente com coberturas e prepararam assentos, e eles arranjaram um grande jarro com gua e penduraram uma lamparina de azeite. Ento, eles foram at o Abenoado e depois de cumpriment-lo, ficaram em p a um lado e relataram o que haviam feito, acrescentando: Agora o momento para o Abenoado fazer aquilo que julgar adequado.

1.4. Ento, o Abenoado se vestiu e tomando a sua tigela e o manto externo, foi com a Sangha dos bhikkhus at o salo de assemblias. Ao chegar, ele lavou os ps e depois entrou no salo e sentou prximo coluna central olhando para o leste. E os bhikkhus lavaram os ps e depois entraram no salo e sentaram na parede do lado oeste olhando para o leste, com o Abenoado sua frente. E os Mallas de Pava lavaram os ps e entraram no salo e sentaram na parede do lado leste olhando para o oeste, com o Abenoado sua frente. Ento, o Abenoado, at tarde da noite, instruiu, motivou, estimulou e encorajou os Mallas de Pava com um discurso do Dhamma. Ento, ele os dispensou dizendo: Vasetthas, a noite j terminou. Agora faam aquilo que julgarem adequado. - Muito bem, venervel senhor, os Mallas responderam. Ento, os Mallas homenagearam o Abenoado e mantendo-o sua direita, partiram.

1.5. Assim que os Mallas haviam partido o Abenoado inspecionando a comunidade de bhikkhus sentados em silncio, disse para o venervel Sariputta: Os bhikkhus esto livres da preguia e torpor, Sariputta. Sariputta, discurse o Dhamma para eles. As minhas costas esto me incomodando. Eu irei descans-las. - Sim, venervel senhor, o venervel Sariputta respondeu. Ento, o Abenoado dobrou em quatro o seu manto feito de retalhos e deitou no seu lado direito, na postura do leo, com um p sobre o outro, atento e plenamente consciente, aps anotar na mente o horrio para levantar.

1.6. Agora, naquela ocasio, o Nigantha Nataputta havia acabado de falecer em Pava. Com a sua morte os Niganthas se dividiram, partiram ao meio; envolvidos em rixas e brigas... (igual ao DN 29.1). Parecia que no havia nada alm de um massacre entre os discpulos de Nigantha Nataputta. E os discpulos leigos, vestidos de branco, estavam desgostosos, consternados e desapontados com os discpulos de Nigantha Nataputta. E sentiam-se da mesma forma em relao ao Dhamma e Disciplina dele, que havia sido mal proclamado e mal exposto, que no conduzia emancipao, no conduzia paz, exposto por algum que no era perfeitamente iluminado; agora eles estavam com o santurio quebrado, sem um refgio.

1.7. E o venervel Sariputta se dirigiu aos bhikkhus, referindo-se quela situao, dizendo: To mal proclamada era a sua doutrina e disciplina, to mal exposta e to ineficaz em conduzir emancipao a paz, doutrina esta exposta por algum que no era perfeitamente iluminado. Mas, amigos, este Dhamma foi bem proclamado pelo Abenoado, um arahant, perfeitamente iluminado. E assim ns deveramos recit-lo juntos [1] sem dissenses, para que esta vida santa possa continuar e se manter durante muito tempo, pelo bem-estar e felicidade de muitos, com compaixo pelo mundo, pelo bem, pelo bem-estar e felicidade de devas e humanos. E qual o Dhamma que foi bem proclamado pelo Abenoado ... ?

H uma coisa que foi perfeitamente proclamada pelo Abenoado que sabe e v, o Buda perfeitamente iluminado. E assim ns deveramos recit-la juntos ... pelo bem-estar e felicidade de devas e humanos.

1.8. Qual essa uma coisa? (eko dhammo).

(1) Todos os seres se mantm por meio do alimento, (aharatthitika).
(2) Todos os seres se mantm por meio de condies, (sankharatthitika).

1.9. H [conjuntos de] duas coisas que foram perfeitamente proclamadas pelo Abenoado ... Quais so elas?

(1) Mentalidade-materialidade (nome e forma), (naman ca rupan ca).
(2) Ignorncia e desejo por ser/existir, (avijja ca bhavatanha ca).
(3) A idia da existncia e a idia da no existncia, (bhava-ditthi ca vibhava-ditthi ca).
(4) Ausncia de vergonha de cometer transgresses e ausncia de temor de cometer transgresses, (ahirikan ca anottappan ca).
(5) Vergonha de cometer transgresses e temor de cometer transgresses, (hiri ca ottappan ca).
(6) Rudeza e simpatia pelo prejudicial, (dovacassata ca papamittata ca).
(7) Gentileza e simpatia pelo benfico, (sovacassata ca kalyanamittata ca).
(8) Habilidade de compreender as transgresses e os procedimentos para reabilitao, (apatti-kusalata ca apatti-vutthana-kusalata ca).
(9) Habilidade de entrar e sair dos jhanas, (samapatti-kusalata ca samapatti-vutthana-kusalata ca).
(10) Habilidade de compreender os dezoito elementos [2] e habilidade para prestar ateno neles, (dhatu-kusalata ca manasikara-kusalata ca).
(11) Habilidade de compreender as doze bases dos sentidos, (ayatana-kusalata) e a origem dependente.
(12) Habilidade de compreender o que so causas e o que no so, (thana-kusalata ca atthana-kusalata).
(13) Honestidade e modstia, (ajjavan ca lajjavan ca).
(14) Pacincia e gentileza, (khanti ca soraccan ca).
(15) Linguagem gentil e cortesia, (sakhalyan ca patisantharo ca).
(16) No crueldade e pureza, (avihimsa ca soceyyan ca).
(17) Falta de ateno plena e de plena conscincia, (muttha-saccan ca asampajannan ca).
(18) Ateno plena e plena conscincia, (sati ca sampajannan ca).
(19) Portas dos sentidos desguardadas e falta de conteno na alimentao, (in-driyesu aguttadvarata ca bhojane amattannuta ca).
(20) Portas dos sentidos guardadas e conteno na alimentao, (... guttadvairata ... mattannuta).
(21) Poderes de reflexo e poderes de desenvolvimento mental, [3] (pati-sankhana-balan ca bhavana-balan ca).
(22) Poderes de ateno plena e concentrao, (sati-balan ca samadhi-balan ca).
(23) Tranqilidade e insight, (samatho ca vipassana ca).
(24) O sinal da tranqilidade e a apreenso do sinal, (samatha-nimittan ca paggaha-nimittan ca).
(25) Esforo e no distrao, (paggaho ca avikheppo ca).
(26) Realizao da virtude e realizao do entendimento correto, (sila-sampada ca ditthi-sampada ca).
(27) Fracasso na realizao da virtude e fracasso no entendimento, (sila-vipatti ca ditthi-vipatti ca).
(28) Purificao da virtude e purificao do entendimento, (sila-visuddhi ca ditthi-visuddhi ca).
(29) Purificao do entendimento e o esforo para realiz-lo, (ditthi-visuddhi kho pana yatha ditthissa ca padhanam).
(30) Ter um sentimento de urgncia por aquilo que qualquer pessoa deveria ter, e o esforo sistemtico de algum que assim esteja motivado, (samvego ca samvejaniyesu thanesu samviggassa ca yoniso padhanam).
(31) No estar satisfeito apenas com aes benficas e no se esquivar do esforo, (asantutthita ca kusalesu dhammesu appati-vanita ca padhanasmim).
(32) Conhecimento e libertao, (vijja ca vimutti ca).
(33) Conhecimento da destruio das impurezas e conhecimento da sua no-reapario, (khaye anam anuppade anam).

Esses so os [conjuntos de] duas coisas que foram perfeitamente proclamadas pelo Abenoado ... E assim ns deveramos recit-las juntos ... pelo bem-estar e felicidade de devas e humanos.

1.10. H [conjuntos de] trs coisas ... Quais so elas?

(1) Trs razes inbeis e prejudiciais: cobia, raiva, deluso, (lobho akusala-mulam, doso akusala-mulam, moho akusala-mulam).
(2) Trs razes hbeis e benficas: no-cobia, no-raiva, no-deluso, (alobho ...).
(3) Trs tipos de conduta incorreta: atravs do corpo, linguagem e mente, (kaya-duccaritam, vaca-duccaritam, mano-duccaritam).
(4) Trs tipos de conduta correta: atravs do corpo, linguagem e mente, (kaya-succaritam ...).
(5) Trs tipos de pensamento inbil e prejudicial, (akusala-vitakka): sensual, m vontade, crueldade, (kama-vitakko, vyapada- vitakko, vihimsa-vitakko).
(6) Trs tipos de pensamento hbil e benfico: renncia, (nekkhamma-vitakko), boa vontade, no crueldade.
(7) Trs tipos de pensamento inbil e prejudicial, (sankappa): por meio do sensual, m vontade, crueldade.
(8) Trs tipos de pensamento hbil e benfico: por meio da renncia, boa vontade, no-crueldade.
(9) Trs tipos de percepo inbil e prejudicial, (saa): do sensual, m vontade, crueldade.
(10) Trs tipos de percepo hbil e benfica: da renncia, boa vontade, no-crueldade.
(11) Trs elementos inbeis e prejudiciais, (dhatuyo): sensual, m vontade, crueldade.
(12) Trs elementos hbeis e benficos: renncia, boa vontade, no-crueldade.
(13) Mais trs elementos: o elemento desejo sensual,[4] o elemento matria sutil (ou com forma), o elemento imaterial (ou sem forma) (kama-dhatu, rupa-dhatu, arupa-dhatu).
(14) Mais trs elementos: o elemento matria sutil, o elemento imaterial, o elemento cessao [5], (rupa-dhatu, arupa-dhatu, nirodha-dhatu).
(15) Mais trs elementos: o elemento inferior, o elemento mdio, o elemento sublime, (hina dhatu, majjhima dhatu, panita dhatu).
(16) Trs tipos de desejo: desejo sensual, desejo por ser/existir, desejo por no ser/existir, (kama-tanha, bhava-tanha, vibhava-tanha).
(17) Mais trs tipos de desejo: desejo pelo reino da esfera sensual, pelo reino da matria sutil, pelo reino imaterial, (kama-tanha, rupa-tanha, arupa-tanha).
(18) Mais trs tipos de desejo: pelo reino da matria sutil, pelo reino imaterial, pela cessao, (igual ao (14)).
(19) Trs grilhes, (samyojanani): idia da existncia de um eu, dvida, apego a preceitos e rituais, (sakkaya-ditthi, vicikiccha, silabbata-paramaso).
(20) Trs impurezas, (asava): desejo sensual, desejo por ser/existir, ignorncia, (kamasavo, bhavasavo, avijjasavo).
(21) Trs tipos de ser/existir: no reino da esfera sensual, no reino da matria sutil, no reino imaterial, (kama-bhavo, rupa-bhavo, arupa-bhavo).
(22) Trs buscas: por desejos sensuais, por ser/existir, pela vida santa, (kamesana, bhavesana, brahmacariyesana).
(23) Trs formas de presuno: Eu sou superior a ..., Eu sou igual a ..., Eu sou inferior a ..., (seyyo 'ham asmiti vidha, sadiso 'ham asmiti vidha, hino 'ham asmiti vidha).
(24) Trs tempos: passado, futuro, presente, (atito addha, anagato addha, paccuppanno addha).
(25) Trs finais, (anta): [6] da identidade, da origem da identidade, da cessao da identidade, (sakkaya anto, sakkaya-samudayo anto, sakkaya-nirodho anto).
(26) Trs sensaes: prazerosa, desprazerosa, nem prazerosa, nem desprazerosa, (sukha vedana dukkha vedana, adukkham-asukha vedana).
(27) Trs tipos de sofrimento: devido dor, inerente s formaes, devido mudana, (dukkha-dukkhata, sankhara-dukkhata, viparinama-dukkhata).
(28) Trs acumulaes: ruim com resultado fixo; [7] bom com resultado fixo; [8] indeterminado, (micchatta-niyato rasi, sammatta-niyato rasi, aniyato-rasi).
(29) Trs obscurecimentos, (tama): hesitao, (kankhati), dvida. (vicikicchati), indeciso, (nadhimuccati), incerteza, (na sampasidati), com relao ao passado, ao futuro e ao presente.
(30) Trs coisas contra as quais um Tathagata no precisa se proteger: um Tathagata tem a conduta corporal, verbal e mental perfeitamente purificada, (parisuddha-kaya-, -vaca-, -mano-samacaro). No h ao inbil com o corpo, linguagem ou mente que ele tenha que ocultar para que no seja do conhecimento dos outros.
(31) Trs obstculos: cobia, raiva, deluso, (rago kincanam, dosa kincanam, moho kincanam).
(32) Trs fogos: cobia, raiva, deluso, (ragaggi, dosaggi, mohaggi).
(33) Mais trs fogos: o fogo daqueles que devem ser reverenciados, do chefe de famlia, daqueles dignos de oferendas, (ahuneyyaggi, gahapataggi, dakkhineyyaggi).
(34) Classificao trplice das formas: visvel e resistente, invisvel e resistente, invisvel e no resistente, (sanidassana-sappatigham rupam, anidassana-sappatigham rupam, anidassana-appatigham rupam).
(35) Trs tipos de formao de kamma: meritria, demeritria, imperturbvel, [9], (punnabhisankharo, apunnabhisankharo, anenjabhisankharo).
(36) Trs pessoas: o treinando, alm do treinamento, nenhum dos dois, (sekho puggalo, asekho puggalo, n'eva sekho nasekho puggalo).
(37) Trs seniores: por idade, no Dhamma, por conveno, (jati-thero, dhamma-thero, sammuti-thero).
(38) Trs fundamentos para o mrito: generosidade, virtude, meditao, (danamayam punna-kiriya-vatthu, silamayam punna-kiriya-vatthu, bhavanamaya punna-kiriya-vatthu).
(39) Trs fundamentos para a censura: baseado no que foi visto, ouvido e suspeitado, (ditthena, sutena, parisankaya).
(40) Trs tipos de renascimento no reino da esfera sensual, (kamupapattiyo):[10] H seres que desejam aquilo que se lhes apresenta, (paccuppatthita-kama), e que so aprisionados por esse desejo, tal qual os seres humanos, alguns devas e alguns nos estados miserveis. H seres que desejam aquilo que eles criaram, (nimmita-kama), ... tal qual os devas que se deliciam com a criao, (Nimmanarati). H seres que se deliciam com a criao dos outros, ... tal qual os devas que exercem poder sobre a criao de outros, (Paranimmita-vasavatti).
(41) Trs renascimentos felizes, (sukhupapattiyo): H seres que, tendo produzido a felicidade de modo contnuo, agora permanecem com a felicidade, tal qual os devas do cortejo de Brahma. H seres que transbordam felicidade, imersos na felicidade, cheios de felicidade, encharcados de felicidade, de modo que de tempos em tempos eles exclamam: Oh! Que bem-aventurana! assim so os devas do Abhassara. H seres ... imersos na felicidade, que na bem-aventurana suprema, experimentam apenas a perfeita felicidade, assim so os devas do Subhakinna.
(42) Trs tipos de sabedoria: do treinando, do alm do treinamento, de nenhum dos dois (igual ao 36).
(43) Mais trs tipos de sabedoria: baseada no estudo [audio], no pensamento, no desenvolvimento da mente [meditao], (sutamaya-paa, cintamaya-paa, bhavanamaya-paa).
(44) Trs armamentos, [11] (avudhani): aquilo que ele aprendeu, desapego, sabedoria, (sutavudham, pavivekavudham, paavudham).
(45) Trs faculdades: saber que ir compreender aquilo que desconhecido, do conhecimento superior, daquele que sabe, (anannatam- nassamitindriyam, annindriyam, annata-v-indriyam).
(46) Trs olhos: o olho carnal, o olho divino, o olho da sabedoria, (mamsa-cakkhu, dibba-cakkhu, paa-cakkhu).
(47) Trs tipos de treinamento: virtude superior, mente superior, sabedoria superior, (adhisila-sikkha, adhicitta-sikkha, adhipaa-sikkha).
(48) Trs tipos de desenvolvimento: corpo, mente, sabedoria, (kaya-bhavana, citta-bhavana, paa-bhavana).
(49) Trs insuperveis: viso, prtica, libertao, (dassananuttariyam, patipadanuttariyam, vimuttanuttariyam).
(50) Trs tipos de concentrao: com o pensamento aplicado e sustentado, com o pensamento sustentado sem o pensamento aplicado, sem nenhum dos dois, [12] (savitakko savicaro samadhi, avitakko vicara-matto samadhi, avitakko avicaro samadhi).
(51) Mais trs tipos de concentrao: vacuidade, sem sinais, no dirigida, [13] (suato samadhi, animitto samadhi, appanihito samadhi).
(52) Trs purezas: corpo, linguagem, mente, (kaya-socceyyam, vaca-socceyyam, mano-socceyyam).
(53) Trs qualidades de um sbio: com relao ao corpo, linguagem e mente, [14] (kaya-moneyyam, vaca-moneyyam, mano-moneyyam).
(54) Trs habilidades: progredir, retroceder, meios hbeis, [15] (aya-kosallam, apaya-kosallam, upaya-kosallam).
(55) Trs tipos de embriaguez: com a sade, com a juventude, com a vida, [16] (arogya-mado, yobbana-mado, jivita-mado).
(56) Trs influncias predominantes: da prpria pessoa, do mundo, do Dhamma, (attadhipateyyam, lokadhipateyyam, dhammadhipateyyam).
(57) Trs tpicos para discusso: sobre o passado: Assim como era; sobre o futuro: Assim como ser; sobre o presente: Assim como agora.
(58) Trs conhecimentos: das prprias vidas passadas, da morte e renascimento dos seres, da destruio das impurezas, (pubbenivasanussati-anam vijja, sattanam cutupapate anam vijja, asavanam khaye anam vijja).
(59) Trs permanncias: devas, Brahma, nobre, [17] (dibbo viharo, Brahma-viharo, ariyo viharo).
(60) Trs milagres: poderes espirituais, telepatia, ensinamentos, [18] (iddhi-patihariyam, adesana-patihariyam, anusasani-patihariyam).

Esses so os [conjuntos de] trs coisas que foram perfeitamente proclamadas pelo Abenoado ... E assim ns deveramos recit-las juntos ... pelo bem-estar e felicidade de devas e humanos.

1.11. H [conjuntos de] quatro coisas ... Quais so elas?

(1) Quatro fundamentos da ateno plena: Aqui, um bhikkhu permanece contemplando o corpo como um corpo, ardente, plenamente consciente e com ateno plena, tendo colocado de lado a cobia e o desprazer pelo mundo. Ele permanece contemplando as sensaes como sensaes ... mente como mente ... os objetos mentais como objetos mentais, ardente, plenamente consciente e com ateno plena, tendo colocado de lado a cobia e o desprazer pelo mundo.[19]
(2) Quatro esforos corretos, (sammappadhana): Aqui, um bhikkhu gera desejo para que no surjam estados ruins e prejudiciais que ainda no surgiram e ele se aplica, estimula a sua energia, empenha a sua mente e se esfora. Ele gera desejo de abandonar estados ruins e prejudiciais que j surgiram ... ele gera desejo para que surjam estados benficos que ainda no surgiram ... gera desejo para a continuidade, o no desaparecimento, o fortalecimento, o incremento e a realizao atravs do desenvolvimento de estados benficos que j surgiram e ele se aplica, estimula a sua energia, empenha a sua mente e se esfora.[20]
(3) Quatro bases do poder espiritual, (iddhipada): Aqui um bhikkhu desenvolve a base do poder espiritual que possui concentrao devido ao desejo e s formaes volitivas do esforo ... devido energia ... devido mente ...devido investigao e s formaes volitivas do esforo.[21]
(4) Quatro jhanas: Aqui um bhikkhu afastado dos prazeres sensuais, afastado das qualidades no hbeis, entra e permanece no primeiro jhana, que caracterizado pelo pensamento aplicado e sustentado, com o xtase e felicidade nascidos do afastamento. Abandonando o pensamento aplicado e sustentado, um bhikkhu entra e permanece no segundo jhana, que caracterizado pela segurana interna e perfeita unicidade da mente, sem o pensamento aplicado e sustentado, com o xtase e felicidade nascidos da concentrao. Abandonando o xtase, um bhikkhu entra e permanece no terceiro jhana que caracterizado pela felicidade sem o xtase, acompanhada pela ateno plena, plena conscincia e equanimidade, acerca do qual os nobres declaram: Ele permanece numa estada feliz, equnime e plenamente atento. Com o completo desaparecimento da felicidade, um bhikkhu entra e permanece no quarto jhana, que possui nem felicidade nem sofrimento, com a ateno plena e a equanimidade purificadas.
(5) Quatro desenvolvimentos da concentrao, (samadhi-bhavana). H o desenvolvimento da concentrao que, quando desenvolvida e cultivada, conduz (a) a uma permanncia prazerosa aqui e agora, (ditthadhamma-sukha), (b) realizao do conhecimento e viso, (ana-dassana-patilabha), (c) ateno plena e plena conscincia, (sati-sampajanna), (d) ao fim das impurezas, (asavanam khaya). [22]
(6) Quatro libertaes imensurveis. Aqui um bhikkhu com o corao pleno de amor bondade, permanece permeando o primeiro quadrante com a mente imbuda de amor bondade, da mesma forma o segundo, da mesma forma o terceiro, da mesma forma o quarto; assim acima, abaixo e em volta, e em todos os lugares, para todos bem como para si mesmo, ele permanece permeando o mundo todo com a mente imbuda de amor bondade, abundante, transcendente, imensurvel, sem hostilidade e sem m vontade. Ele permanece permeando o primeiro quadrante com a mente imbuda de compaixo ... com a mente imbuda de alegria altrusta ... com a mente imbuda de equanimidade abundante, transcendente, imensurvel, sem hostilidade e sem m vontade. Isso chamado de libertao imensurvel da mente. [23]
(7) Quatro realizaes imateriais. Aqui um bhikkhu com a completa superao das percepes da forma, com o desaparecimento das percepes do contato sensorial, sem dar ateno s percepes da diversidade, consciente de que o espao infinito, ele entra e permanece na base do espao infinito. Com a completa superao da base do espao infinito, consciente de que a conscincia infinita, ele entra e permanece na base da conscincia infinita. Com a completa superao da base da conscincia infinita, consciente de que no h nada, ele entra e permanece na base do nada. Com a completa superao da base do nada, ele entra e permanece na base da nem percepo, nem no-percepo.
(8) Quatro controles, (apassenani): Aqui um bhikkhu avalia que uma coisa deve ser desenvolvida, uma coisa dever suportada, uma coisa deve ser evitada, uma coisa deve ser suprimida. [24]
(9) Quatro tradies dos nobres, (ariya-vamsa). Aqui um bhikkhu (a) est satisfeito com qualquer tecido para um manto. Ele enaltece o contentamento com qualquer tecido para um manto. Por causa do tecido para um manto ele no faz nada que seja inadequado ou no apropriado. No obtendo o tecido ele no fica agitado. Obtendo o tecido, ele o utiliza sem gerar apego, desencantado, sem culpa, vendo as desvantagens (resultantes do apego ) e discernindo como escapar dele. Por conta da sua satisfao com qualquer tecido para um manto, ele no exalta a si mesmo e nem menospreza os outros . Nisso ele habilidoso, energtico, alerta e plenamente atento. Dessa forma, bhikkhus, se caracteriza um bhikkhu que se mantm firme nas antigas e originais tradies dos Nobres. Alm disso, (b) ele est satisfeito com qualquer alimento esmolado... Alm disso, (c) ele est satisfeito com qualquer moradia... Alm disso, (d) ele encontra prazer e alegria no desenvolvimento (de qualidades mentais benficas), encontra prazer e alegria no abandono (de qualidades mentais prejudiciais). Por conta do seu prazer e alegria no desenvolvimento e abandono, ele no exalta a si mesmo e nem menospreza os outros. Nisso ele habilidoso, energtico, alerta e plenamente atento. Dessa forma, bhikkhus, se caracteriza um bhikkhu que se mantm firme nas antigas e originais tradies dos Nobres.[25]
(10) Quatro esforos. O esforo de (a) conteno, (samvara-padhanam), (b) abandono, (pahana-padhanam), (c) desenvolvimento da mente, (bhavana-padhanam), (d) preservao, (anurakkharana-padhanam). Qual (a) o esforo de conteno? Aqui um bhikkhu ao ver uma forma com o olho, ele no se agarra aos seus sinais ou detalhes. Visto que, se permanecer com a faculdade do olho descuidada, ele ser tomado pelos estados ruins e prejudiciais de cobia e tristeza. Ele pratica a conteno, ele protege a faculdade do olho, ele se empenha na conteno da faculdade do olho (do mesmo modo com os sons, aromas, sabores, tangveis e objetos mentais). Qual (b) o esforo de abandono? Aqui um bhikkhu no aceita um pensamento do sensual, de m vontade, de crueldade que tenha surgido, mas o abandona, dissipa, destri, faz com que desaparea. Qual (c) o esforo de desenvolvimento da mente? Aqui um bhikkhu desenvolve o fator da iluminao da ateno plena, que tem como base o afastamento, desapego e cessao que amadurece no abandono. Ele desenvolve o fator da iluminao da investigao dos fenmenos ... Ele desenvolve o fator da iluminao da energia ... Ele desenvolve o fator da iluminao do xtase ... Ele desenvolve o fator da iluminao da tranqilidade ... Ele desenvolve o fator da iluminao da concentrao ... Ele desenvolve o fator da iluminao da equanimidade, que tem como base o afastamento, desapego e cessao que amadurece no abandono. Qual (d) o esforo de preservao? Aqui um bhikkhu mantm com firmeza na sua mente um objeto de concentrao favorvel que tenha surgido, assim como a percepo de um esqueleto, ou a percepo de um cadver cheio de vermes, a percepo de um cadver lvido, a percepo de um cadver supurando, a percepo de um cadver fissurado, a percepo de um cadver inchado.
(11) Quatro conhecimentos: conhecimento do Dhamma, daquilo que est de acordo com ele, (anvaye anam), conhecimento da mente dos outros, (paricce anam), conhecimento convencional, (sammuti-anam).
(12) Mais quatro conhecimentos: conhecimento do sofrimento, da sua origem, da sua cessao e do caminho.
(13) Quatro fatores para entrar na correnteza, (sotapattiyangani), associar-se com pessoas verdadeiras, (sappurisa-samseva), ouvir o verdadeiro Dhamma, ateno com sabedoria, (yoniso manasikara), prtica de acordo com o Dhamma, (dhammanudhamma-patipatti).
(14) Quatro fatores daquele que entrou na correnteza: Aqui, o nobre discpulo possui convico comprovada no Buda assim: O Abenoado um arahant, perfeitamente iluminado, consumado no verdadeiro conhecimento e conduta, bem-aventurado, conhecedor dos mundos, um lder insupervel de pessoas preparadas para serem treinadas, mestre de devas e humanos, desperto, sublime. (b) Ele possui convico comprovada no Dhamma assim: O Dhamma bem proclamado pelo Abenoado, visvel no aqui e agora, com efeito imediato, que convida ao exame, que conduz para adiante, para ser experimentado pelos sbios por eles mesmos. (c) Ele possui convico comprovada na Sangha assim: A Sangha dos discpulos do Abenoado pratica o bom caminho, pratica o caminho reto, pratica o caminho verdadeiro, pratica o caminho adequado, isto , os quatro pares de pessoas, os oito tipos de indivduos; esta Sangha dos discpulos do Abenoado merecedora de ddivas, merecedora de hospitalidade, merecedora de oferendas, merecedora de saudaes com reverncia, um campo inigualvel de mrito para o mundo. (d) Ele possui as virtudes apreciadas pelos nobres intactas, no-laceradas, imaculadas, no-matizadas, libertadoras, elogiadas pelos sbios, desapegadas, que conduzem concentrao.
(15) Quatro frutos da vida contemplativa: os frutos de: entrar na correnteza, retornar uma vez, no retornar, Arahant
(16) Quatro elementos: o elemento terra, gua, fogo, ar, (pathavi-, apo-, tejo-, vayo-dhatu).
(17) Quatro alimentos, (ahara): o alimento comida, grosseira ou sutil, [26] o contato como o segundo, a volio mental como o terceiro e a conscincia como o quarto.
(18) Quatro estaes da conscincia, (viana-tthitiyo): A conscincia se estabelece (a) em relao materialidade (forma), com a materialidade (forma) como base e objeto, como um suporte, de modo semelhante com relao a (b) sensaes, (c) percepes ou (d) formaes mentais, e assim ela cresce, se expande e prospera.
(19) Quatro modos de dar errado, (agata-gamanani): atravs do desejo, raiva, deluso e medo.
(20) Quatro estmulos para o desejo: o desejo surge num bhikkhu devido aos mantos, comida esmolada, moradia, ser/existir e no ser/existir, (iti- bhavabhava-hetu).
(21) Quatro tipos de progresso: (a) prtica dolorosa com lenta sabedoria, (b) prtica dolorosa com rpida sabedoria, (c) prtica prazerosa com lenta sabedoria, (d) prtica prazerosa com rpida sabedoria. [28]
(22) Mais quatro tipos de progresso: progresso com impacincia, (akkhama patipada), (b) progresso paciente, (khama patipada), (c) progresso controlado, (dama patipada), (d) progresso tranqilo, (sama patipada).[29]
(23) Quatro formas do Dhamma: (a) sem anseio, (b) sem inimizade, (c) com ateno plena correta, (d) com concentrao correta.
(24) Quatro modos de praticar o Dhamma: H o modo que (a) doloroso no presente e que traz resultados futuros dolorosos, (dukkha-vipakam), (b) doloroso no presente e que traz resultados futuros prazerosos, (sukha-vipakam), (c) prazeroso no presente e que traz resultados futuros dolorosos, e (d) prazeroso no presente e que traz resultados futuros prazerosos.
(25) Quatro divises do Dhamma: virtude, concentrao, sabedoria, libertao.
(26) Quatro poderes: energia, ateno plena, concentrao, sabedoria.
(27) Quatro tipos de determinao, (adhitthanani): [realizar] (a) sabedoria. (b) verdade, (sacca), (c) abrir mo, (caga), (d) tranqilidade, (upasama).
(28) Quatro formas de responder perguntas: (a) resposta categrica, (ekamsa-vyakaraniyo panho), (b) que requer anlise, (vibhajja-vyakaraniyo panho), (c) que requer uma contra pergunta, (patipuccha-vyakaraniyo panho), (d) para ser deixada de lado, (thapaniyo panha).
(29) Quatro tipos de kamma: (a) escuro com um resultado sombrio, (kanha-vipakam), (b) claro com um resultado luminoso, (sukka-vipakam), (c) escuro e claro com um resultado sombrio e luminoso, (kanha-sukka vipakam), (d) nem escuro, nem claro, (akanham-asukkam), com um resultado nem sombrio, nem luminoso, conduzindo destruio de kamma.
(30) Quatro coisas para serem realizadas com a viso, (sacchikaraniya dhamma): (a) vidas passadas, realizada atravs da recordao, (satiya); (b) falecimento e renascimento, realizado atravs do olho divino, (c) as oito libertaes, realizadas atravs do corpo mental, (kayena), (d) destruio das impurezas, realizada atravs da sabedoria.
(31) Quatro torrentes, (ogha): sensual, ser/existir, idias, ignorncia.
(32) Quatro jugos, (yoga) = (31)
(33) Quatro libertaes dos jugos, (visamyoga): do sensual, ser/existir, idias, ignorncia.
(34) Quatro amarras, (gantha): [30] a amarra do corpo [31], (kaya-gantha), anseio, (abhijjha), m vontade, (vyapada), apego a preceitos e rituais, (silabbata-paramasa), fanatismo dogmtico, (idam-sacca-bhinivesa).
(35) Quatro apegos, (upadanani): sensual, idias, (ditthi), preceitos e rituais, (silabbata-paramasa), idia de um eu, (attavada).
(36) Quatro tipos de gerao: num ovo, num ventre, na umidade, espontnea, (opapatika-yoni). [32]
(37) Quatro modos de estabelecimento no ventre: (a) ele se estabelece no ventre materno sem plena conscincia, permanece sem plena conscincia e sai sem plena conscincia; (b) ele se estabelece no ventre materno com plena conscincia, permanece sem plena conscincia e sai sem plena conscincia; (c) ele se estabelece no ventre materno com plena conscincia, permanece com plena conscincia e sai sem plena conscincia; (d) ele se estabelece no ventre materno com plena conscincia, permanece com plena conscincia e sai com plena conscincia. [33]
(38) Quatro modos de obter uma nova identidade, (attabhava-patilabha):[34] Obteno de uma identidade que realizada por (a) prpria volio, no de outrem, (b) a volio de outrem, no a prpria, (c) ambos, (d) nenhum.
(39) Quatro purificaes das oferendas, (dakkhina-visuddhiyo): h a oferenda purificada (a) pelo doador mas no pelo receptor, (b) pelo receptor mas no pelo doador, (c) por nenhum dos dois, (d) por ambos. [35]
(40) Quatro bases para a simpatia, (samgaha-vatthuni): generosidade, linguagem agradvel, conduta benfica e imparcialidade.
(41) Quatro tipos de linguagem no nobre: mentirosa, maliciosa, grosseira, frvola.
(42) Quatro tipos de linguagem nobre: abster-se da linguagem mentirosa, abster-se da linguagem maliciosa, abster-se da linguagem grosseira, abster-se da linguagem frvola.
(43) Mais quatro tipos de linguagem no nobre: reivindicar ter visto, ouvido, sentido, sabido aquilo que ele no viu, ouviu, sentiu ou soube.
(44) Mais quatro tipos de linguagem nobre: afirmar que no viu, no ouviu, no sentiu, no sabe aquilo que ele no viu, ouviu, sentiu ou sabe.
(45) Mais quatro tipos de linguagem no nobre: reivindicar no ter visto, ouvido, sentido, sabido aquilo que ele viu, ouviu, sentiu ou sabe.
(46) Mais quatro tipos de linguagem nobre: afirmar que viu, ouviu, sentiu, sabe aquilo que ele viu, ouviu, sentiu ou sabe.
(47) Quatro pessoas: Aqui uma pessoa (a) se tortura, (attan-tapo hoti), dada a se torturar, (b) tortura os outros, (paran-tapo hoti),... (c) se tortura e tortura os outros, ... (d) no se tortura nem tortura os outros ... visto que no se tortura nem tortura os outros, ela est aqui e agora sem fome, saciada, arrefecida, permanece experimentando a bem-aventurana, tendo assim se tornado santa.
(48) Mais quatro pessoas: Aqui algum beneficia (a) a si mesmo, mas no os outros, (b) os outros, mas no a si mesmo (c) nenhum, (d) ambos.
(49) Mais quatro pessoas: (a) vive nas trevas e se dirige para as trevas, (tamo tamaparayana), (c) vive nas trevas e se dirige para a luz, (tamo jotiparayana), (c) vive na luz e se dirige para as trevas, (d) vive na luz e se dirige para a luz. [36]
(50) Mais quatro pessoas: (a) o contemplativo inabalvel, (samanam-acalo), (b) o contemplativo ltus azul (c) o contemplativo ltus branco, (d) o contemplativo de perfeio sutil, (samana-sukhumalo). [37]

Esses so os [conjuntos de] quatro coisas que foram perfeitamente proclamadas pelo Abenoado ... E assim ns deveramos recit-las juntos ... pelo bem-estar e felicidade de devas e humanos.

[Fim da primeira recitao]

2.1. H [conjuntos de] cinco coisas ... Quais so elas?

(1) Cinco agregados: forma, sensao, percepo, formaes mentais, conscincia, (rupa, vedana, saa, sankhara, viana).
(2) Cinco agregados influenciados pelo apego, (pancupadana-kkhandha) (igual a (1))
(3) Cinco elementos do desejo sensual, (panca kama-guna): uma forma vista pelo olho, um som ouvido pelo ouvido, um aroma cheirado pelo nariz, um sabor saboreado pela lngua, um tangvel tocado pelo corpo como desejvel, atraente, agradvel, encantador, associado cobia e que desperta a paixo.
(4) Cinco destinos [aps a morte], (gatiyo): inferno, (nirayo), mundo animal, (tiracchana-yoni), mundo dos fantasmas famintos, (peta), mundo humano, mundos dos devas.
(5) Cinco tipos de ressentimento, (macchariyani): [38] com relao moradia, famlias, ganhos, beleza, Dhamma.
(6) Cinco obstculos: desejo sensual, (kamacchanda), m vontade, (vyapada), preguia e torpor, (thina-middha), inquietao e ansiedade, (uddhacca- kukkucca), e dvida, (vicikiccha).
(7) Cinco primeiros grilhes, (ou cinco grilhes inferiores): idia da existncia de um eu, (identidade), (sakkaya-ditthi); dvida, (vicikiccha); apego a preceitos e rituais, (silabbata-paramasa); desejo sensual, (kama-raga); m vontade, (vyapada).
(8) Cinco grilhes superiores: desejo pela forma, (rupa-raga), desejo pelos fenmenos sem forma, (arupa-raga), presuno, (mana), inquietao, (uddhacca), e ignorncia, (avijja).
(9) Cinco preceitos de treinamento, (sikkhapadani): abster-se de tirar a vida de outros seres (panatipata), de tomar aquilo que no for dado (adinadana), da conduta sexual imprpria (Kamesu micchacara), da linguagem mentirosa (musavada), do lcool, vinho e outros embriagantes, (sura-meraya-majja-pamadatthana).
(10) Cinco coisas impossveis: Um Arahant (1) incapaz de tirar a vida de um ser vivo de modo deliberado; (2) incapaz de tomar aquilo que no for dado de modo a constituir um roubo (3) incapaz de manter relaes sexuais; (4) incapaz de contar uma mentira deliberada; (5) incapaz de armazenar coisas para o gozo sensual tal como fazia na vida em famlia.[39]
(11) Cinco tipos de perda, (vyasanani): parentes, riqueza, sade, virtude, entendimento [correto]. Nenhum ser renascer num destino ruim, no inferno ... aps a morte, devido perda de parentes, riqueza ou sade; mas os seres renascem nesses estados devido perda da virtude e a perda do entendimento correto.
(12) Cinco tipos de ganho (sampada): parentes, riqueza, sade, virtude, entendimento [correto]. Nenhum ser renascer num destino feliz, no paraso, aps a morte, devido ao ganho de parentes, riqueza ou sade; mas os seres renascem nesses estados devido ao ganho de virtude e ao ganho do entendimento correto.
(13) Cinco perigos para o no-virtuoso devido perda da virtude: (igual ao DN 16.1.23).
(14) Cinco bnos para o virtuoso ao preservar a virtude: (igual ao DN 16.1.24).
(15) Cinco pontos que um bhikkhu que quiser censurar outro deve ter em mente: (a) Eu falarei no momento apropriado, no no momento inapropriado, (b) Eu direi a verdade, no aquilo que falso, (c) Eu falarei de modo gentil, no grosseiro, (d) Eu falarei em benefcio dele, no em seu prejuzo, (e) Eu falarei com amor no meu corao, no com m vontade.
(16) Cinco fatores para o esforo: Aqui um bhikkhu (a) tem f, ele deposita f na iluminao do Tathagata, assim : Esse Abenoado um arahant, perfeitamente iluminado, consumado no verdadeiro conhecimento e conduta ... (igual ao MN 85.58), (b) ele se v livre de enfermidades e aflies, possuindo uma boa digesto que no nem demasiado fria, nem demasiado quente, mas mdia e capaz de suportar a tenso do esforo, (c) ele honesto e sincero e se mostra como ele na verdade para o Mestre e os seus companheiros na vida santa, (d) ele energtico no abandono dos estados prejudiciais e no empenho pelos estados benficos, decidido, dedica-se ao esforo com firmeza e persevera no cultivo de estados benficos, (e) ele sbio; possui a completa compreenso da origem e cessao, que nobre e penetrante, conduzindo completa destruio do sofrimento.
(17) Cinco Moradas Puras, (suddhavasa): Aviha, Atappa, Sudassa, Sudassi, Akanittha.
(18) Cinco tipos daquele que no retorna, (anagami): Nibbana realizado no intervalo, Nibbana realizado ao pousar, Nibbana realizado sem esforo, Nibbana realizado com esforo, ele estar destinado a um plano superior, o plano Akanittha.[40]
(19) Cinco obstrues na Mente, (cetokhila): Aqui um bhikkhu tem dvida, incerteza, indeciso e insegurana (a) com relao ao Mestre e dessa forma a mente dele no se inclina pelo ardor, devoo, perseverana e esforo ; (b) com relao ao Dhamma ... ; (c) com relao Sangha ... ; (d) com relao ao treinamento ... ; (e) ele tem raiva e descontentamento em relao aos seus companheiros na vida santa, demonstrando-lhes ressentimento e insensibilidade e dessa forma a mente dele no se inclina pelo ardor, devoo, perseverana e esforo.[41]
(20) Cinco grilhes na mente, (cetaso vinibandha): Aqui um bhikkhu no est livre da paixo, desejo, afeio, sede, cobia e ambio (a) pelos prazeres sensuais, e dessa forma a mente dele no se inclina pelo ardor, devoo, perseverana e esforo ; (b) pelo corpo (kaye), ... (c) pela forma (rupe), ... ou (d) ele come tanto quanto quiser, at que a sua barriga esteja cheia e se entrega aos prazeres do sono, indolncia e cochilo; ou (e) vive a vida santa aspirando por algum plano divino assim: Por esta virtude ou observncia, ou ascetismo, ou vida santa, eu me tornarei um [grande] deva ou algum deva [menor], e desse modo a mente dele no se inclina pelo ardor, devoo, perseverana e esforo.[42]
(21) Cinco faculdades, (indriyani): a faculdade do olho, ouvido, nariz, lngua, corpo.
(22) Mais cinco faculdades: sensao de prazer, (sukha), dor, (dukkha), alegria (somanassa), tristeza (domanassa), sensao neutra (upekha).
(23) Mais cinco faculdades: convico (saddha), energia (viriya), ateno plena (sati), concentrao (samadhi), sabedoria (paa).
(24) Cinco elementos que fazem a libertao, (nissaraniya dhatuyo): (a) Aqui quando um bhikkhu considera o desejo sensual, a sua mente no salta e busca gratificao nisso, no ganha confiana e firmeza e no se liberta nisso, mas quando ele considera a renncia a sua mente salta e busca gratificao nisso, ganha confiana, firmeza e libertao. E o seu pensamento se estabelece com firmeza, bem desenvolvido, bem livre e desconectado do desejo sensual. E assim ele se liberta das impurezas, (asava), da paixo e da febre que surgem do desejo sensual e ele no sente aquela sensao [do sensual]. Isso chamado de libertao do desejo sensual. E o mesmo se aplica a (b) m vontade, (c) crueldade (d) formas, (rupa), (e) identidade, (sakkaya).
(25) Cinco bases para a libertao, (vimuttayatanani): Aqui, (a) o Mestre ou um respeitado bhikkhu na posio de um mestre, ensina o Dhamma para um bhikkhu. Mesmo enquanto o mestre lhe ensina o Dhamma, aquele bhikkhu experimenta o significado e o Dhamma. Com essa experincia surge nele a satisfao (pamojja), dessa satisfao surge o xtase (piti), com o xtase o corpo se acalma, com o corpo acalmado ele sente felicidade (sukham), como resultado, com essa felicidade, a mente se concentra (samadhi); (b) ele no ouviu dessa forma, mas no processo de ensinar o Dhamma aos outros ele experimenta o significado e o Dhamma ...; ou (c) ele recita o Dhamma ... ; ou (d) ele pondera, examina e investiga mentalmente o Dhamma, (anupekkhati) ... ; ou (e) ele est bem familiarizado com algum sinal da concentrao, (samadhi-nimittam), considerou-o bem, investigou-o com a sua mente, (supadharitam), e penetrou-o corretamente com a sabedoria, (suppatividdham paaya). Com essa experincia surge nele a satisfao, dessa satisfao surge o xtase, com o xtase o corpo se acalma, com o corpo acalmado ele sente felicidade, como resultado, com essa felicidade, a mente se concentra.[42A]
(26) Cinco percepes que amadurecem a libertao: a percepo da impermanncia, (anicca-saa), do sofrimento na impermanncia, (anicce dukkha-saa), da impessoalidade do sofrimento, (dukkhe anatta-saa), do abandono, (pahana-saa), do desapego, (viraga-saa).

Esses so os [conjuntos de] cinco coisas que foram perfeitamente proclamadas pelo Abenoado ... E assim ns deveramos recit-las juntos ... pelo bem-estar e felicidade de devas e humanos.

2.2. H [conjuntos de] seis coisas ... Quais so elas?

(1) Seis bases dos sentidos internas, (ajjhattikani ayatanani): olho, ouvido, nariz, lngua, corpo, mente.
(2) Seis bases dos sentidos externas, (bahirani ayatanani): formas, sons, aromas, sabores, tangveis, objetos mentais.
(3) Seis grupos de conscincia, (viana-kaya): conscincia no olho, no ouvido, no nariz, na lngua, no corpo, na mente.
(4) Seis grupos de contato, (phassa-kaya): olho, ouvido, nariz, lngua, corpo, mente.
(5) Seis grupos de sensaes, (vedana-kaya): sensao com base no contato no olho, (cakkhu-samphassaja vedana), no ouvido, no nariz, na lngua, no corpo, na mente.
(6) Seis grupos de percepes, (saa-kaya): percepo das formas, dos sons, dos aromas, dos sabores, dos tangveis, dos objetos mentais.
(7) Seis grupos de volio, (sancetana-kaya): volio baseada nas formas, sons, aromas, sabores, tangveis, objetos mentais.
(8) Seis grupos de desejo, (tanha-kaya): desejo por formas, sons, aromas, sabores, tangveis, objetos mentais.
(9) Seis tipos de desrespeito, (agarava): Aqui um bhikkhu se comporta de forma desrespeitosa e descorts em relao ao Mestre, ao Dhamma, Sangha, ao treinamento, diligncia, (appamade), hospitalidade, (patisanthare).
(10) Seis tipos de respeito, (garava): Aqui um bhikkhu se comporta de forma respeitosa ... (igual ao 9).
(11) Seis investigaes prazerosas, (somanassupavicara): Quando ao ver uma forma com o olho, ouvir ..., cheirar ..., saborear ..., tocar ..., conscientizar um objeto mental com a mente, ele investiga um objeto correspondente produtor de prazer.
(12) Seis investigaes desprazerosas: (igual ao 11, mas produtor de desprazer).
(13) Seis investigaes indiferentes: (igual ao 11, mas produtor de equanimidade) (upekha).
(14) Seis coisas que contribuem para a vida em comunidade, (saraniya dhamma): Enquanto os bhikkhus praticarem em pblico e em particular aes com amor bondade com a mente, corpo e linguagem para com os seus companheiros na vida santa, ... compartirem o que quer que seja com os seus companheiros virtuosos na vida santa, sem fazer qualquer reserva, compartirem com eles tudo que for ganho e que tenha sido obtido de acordo com o Dhamma, incluindo at mesmo o contedo da tigela de alimentos, ... permanecerem, tanto em pblico como em particular, possuindo, juntamente com os seus companheiros da vida santa, aquelas virtudes que so inquebrantveis, que no podem ser despedaadas, manchadas, matizadas, que so libertadoras, recomendadas pelos sbios, que no so mal interpretadas e que conduzem concentrao, ... permanecerem, tanto em pblico como em particular, possuindo, juntamente com os seus companheiros da vida santa, aquele entendimento que nobre, que emancipa e que conduz aquele que pratica de acordo com ele completa destruio do sofrimento. [43]
(15) Seis causas para disputas, (vivada-mulani): Aqui (a) um bhikkhu tem raiva e m vontade, ele se comporta de forma desrespeitosa e descorts em relao ao Mestre, ao Dhamma, Sangha, e no conclui o seu treinamento. Ele provoca disputas na Sangha que trazem tristeza e sofrimento para muitos, com conseqncias ruins, mal-estar e infelicidade para devas e humanos. Se, amigos, vocs descobrirem entre vocs ou entre os outros essas causas para as disputas, vocs devem se esforar para eliminar essa causa. Se vocs no encontrarem essas causas..., ento vocs devem se esforar para evitar que elas surjam no futuro. Ou (b) um bhikkhu dissimulador e trapaeiro ..., (c) um bhikkhu invejoso e avarento ..., (d) um bhikkhu insolente e desprezativo ..., (e) um bhikkhu est tomado por desejos ruins e idias incorretas ..., (f) um bhikkhu teimoso, arrogante e vaidoso. Se, amigos, vocs descobrirem entre vocs ou entre os outros essas causas para as disputas, vocs devem se esforar para eliminar essa causa. Se vocs no encontrarem essas causas ..., ento vocs devem se esforar para evitar que elas surjam no futuro.
(16) Seis elementos: gua, terra, fogo, ar, espao, (akasa-dhatu), conscincia, (viana-dhatu).[44]
(17) Seis elementos para a libertao, (nissaraniya-dhatuyo): Aqui um bhikkhu poder dizer: (a) Eu desenvolvi a libertao da mente, (ceto-vimutti) atravs do amor bondade, (metta), fiz dela o meu veculo, a minha base, estabilizei-a, me exercitei nela e a aperfeioei. Mas no entanto a m vontade ainda prende a minha mente. A resposta deveria ser: No! No diga isso! No deturpe o Abenoado; no bom deturpar o Abenoado. O Abenoado no falaria dessa forma! As suas palavras no tm fundamento e so impossveis. Se voc desenvolver a libertao da mente atravs do amor bondade, a m vontade no ter oportunidade para envelopar a sua mente. Essa emancipao atravs do amor bondade a cura para a m vontade. Ou (b) ele poder dizer: Eu desenvolvi a libertao da mente atravs da compaixo, (karuna), ... Mas no entanto a crueldade ainda prende a minha mente ... Ou (c) ele poder dizer: Eu desenvolvi a libertao da mente atravs da alegria altrusta, (mudita), ... Mas no entanto o descontentamento, (arati) ainda prende a minha mente ... Ou (d) ele poder dizer: Eu desenvolvi a libertao da mente atravs da equanimidade, (upekha), ... Mas no entanto a cobia (rago) ainda prende a minha mente ... Ou (e) ele poder dizer: Eu desenvolvi a libertao da mente sem sinais, (animitta ceto-vimutti), ... Mas no entanto a minha mente ainda anseia por sinais, (nimittanusari hoti) ... Ou (f) ele poder dizer: A idia Eu sou repelente para mim, eu no dou ateno para a idia: Eu sou isso. Mas no entanto dvidas, incertezas e problemas ainda prendem a minha mente ... (A resposta em cada caso similar a (a)).
(18) Seis coisas insuperveis, (anuttariyani): certas formas, coisas ouvidas, ganhos, treinamentos, formas de servio, (paricariyanuttariyam), objetos de recordao. [45]
(19) Seis objetos de recordao, (anussati-tthanani): Buda, Dhamma, Sangha, virtude, renncia, os devas.
(20) Seis permanncias estveis, (satata-vihara): Ao ver uma forma com o olho, ... ouvir um som com o ouvido, ... cheirar um aroma com o nariz ..., tocar um tangvel com o corpo ..., conscientizar um objeto mental com a mente, ele no fica nem satisfeito e tampouco insatisfeito, mas permanece equnime, com ateno plena e plena conscincia.
(21) Seis espcies, (abhijatiyo): Aqui, (a) algum nascido em condies escuras vive uma vida escura, (b) algum nascido em condies escuras vive uma vida luminosa, (c) algum nascido em condies escuras realiza Nibbana, que no nem escuro tampouco luminoso, (d) algum nascido em condies luminosas vive uma vida escura, (e) algum nascido em condies luminosas vive uma vida luminosa (f) algum nascido em condies luminosas realiza Nibbana, que no nem escuro tampouco luminoso.
(22) Seis percepes que conduzem ao insight, (nibbedha-bhagiya-saa): a percepo da impermanncia, do sofrimento na impermanncia, da impessoalidade do sofrimento, do abandono, do desapego (igual ao verso 2.1 (26)) e a percepo da cessao, (nirodha-saa).

Esses so os [conjuntos de] seis coisas que foram perfeitamente proclamadas pelo Abenoado... E assim ns deveramos recit-las juntos ... pelo bem-estar e felicidade de devas e humanos.

2.3. H [conjuntos de] sete coisas ... Quais so elas?

(1) Sete tesouros nobres, (ariya-dhanani): convico, virtude, vergonha de cometer transgresses, (hiri), temor de cometer transgresses, (ottappa), aprendizado (suta), generosidade (caga), sabedoria.
(2) Sete fatores da iluminao, (sambojjhanga): ateno plena, investigao dos fenmenos, energia, xtase, tranqilidade, concentrao, equanimidade.
(3) Sete suportes da concentrao: entendimento correto, pensamento correto, linguagem correta, ao correta, modo de vida correto, esforo correto e ateno plena correta.[46]
(4) Sete prticas incorretas, (asaddhamma): Aqui um bhikkhu no tem convico, virtude, vergonha de cometer transgresses, temor de cometer transgresses, tem pouco aprendizado, negligente, (kusito), desatento, (mutthassati), sem sabedoria.
(5) Sete prticas corretas, (saddhamma): Aqui um bhikkhu tem convico, virtude, vergonha de cometer transgresses, temor de cometer transgresses, tem muito aprendizado, despertou a energia, (araddha-viriyo), estabeleceu a ateno plena, (upatthita-sati hoti), possui sabedoria.
(6) Sete qualidades de um homem verdadeiro (sappurisa-dhamma): Aqui um bhikkhu conhece o Dhamma, o significado, noo de si mesmo, moderao, noo do tempo, encontros sociais, diferenas entre os indivduos.[47]
(7) Sete razes para admirao, (niddasa-vatthuni) Aqui um bhikkhu est entusiasmado com (a) o desenvolvimento do treinamento e quer persistir nisso, (b) o estudo do Dhamma a fundo, (c) o livrar-se dos desejos, (d) o ficar solitrio, (e) o despertar da energia, (f) o desenvolvimento da ateno plena e do discernimento, (sati-nepakke), (g) o desenvolvimento do insight penetrante.
(8) Sete percepes: percepo da impermanncia, no-eu, repulsivo, (asubhasaa), perigos, abandono, desapego, cessao.
(9) Sete poderes, (balani): convico, energia, vergonha de cometer transgresses, temor de cometer transgresses, ateno plena, concentrao, sabedoria.
(10) Sete estaes da conscincia: Seres (a) diferentes no corpo e diferentes na percepo; (b) diferentes no corpo e iguais na percepo; (c) iguais no corpo e diferentes na percepo; (d) iguais no corpo e iguais na percepo; (e) que realizaram a base do espao infinito; (f) .... da conscincia infinita; (g) ... do nada (igual ao DN 15.33).
(11) Sete pessoas dignas de oferendas: uma pessoa libertada de ambos os modos, libertada atravs da sabedoria, que toca com o corpo, com entendimento realizado, libertada pela f, discpulo do Dhamma, discpulo pela f (igual ao DN 28.8).
(12) Sete obsesses, (anusaya): desejo sensual, averso, idias, dvida, presuno, desejo por ser/existir, ignorncia.
(13) Sete grilhes, (samyojanani): condescendncia, (anunaya), averso (depois igual ao (12)).
(14) Sete formas de resolver um litgio: (a) remoo do litgio por meio da confrontao, (b) por meio da memria, (c) devido insanidade no passado, (d) confisso de uma transgresso, (e) opinio da maioria, (f) denunciar o mau carter de algum e (g) cobrir com capim. [48]

Esses so os [conjuntos de] sete coisas que foram perfeitamente proclamadas pelo Abenoado ... E assim ns deveramos recit-las juntos ... pelo bem-estar e felicidade de devas e humanos.

[Fim da segunda recitao

3.1. H [conjuntos de] oito coisas ... Quais so elas?

(1) Oito fatores incorretos, (micchatta): entendimento incorreto ... (reverso do item (2) abaixo).
(2) Oito fatores corretos, (sammatta): entendimento correto, pensamento correto, linguagem correta, ao correta, modo de vida correto, esforo correto, ateno plena correta, concentrao correta.
(3) Oito pessoas dignas de oferendas; aquele que entrou na correnteza e aquele que pratica para realizar o fruto de entrar na correnteza, aquele que retorna uma vez ..., aquele que no retorna ..., o Arahant e aquele que pratica para realizar o fruto de Arahant.
(4) Oito razes para a preguia, (kustta-vatthuni): Aqui um bhikkhu (a) tem algum trabalho a ser feito. O pensamento lhe ocorre: 'Eu terei que fazer este trabalho. Porm, quando tiver feito este trabalho, meu corpo estar cansado. Por que eu no me deito? Ento, ele se deita. Ele no faz esforo para alcanar o que ainda no foi alcanado, a realizao do que ainda no foi realizado. Ou (b) ele fez algum trabalho. O pensamento lhe ocorre: 'Eu fiz algum trabalho. Agora que fiz o trabalho, meu corpo est cansado. Por que no me deito? Ento ele se deita ... Ou (c) ele tem que fazer uma viagem. O pensamento lhe ocorre: 'Eu terei de fazer esta viagem. Porm, quando tiver feito a viagem, meu corpo estar cansado ... Ou (d) ele foi viajar ... Ou (e) tendo ido esmolar alimentos num vilarejo ou cidade, ele no ganha tanta comida comum ou refinada quanto necessita para se satisfazer ... meu corpo est cansado e inadequado para o trabalho ... Ou (f) tendo ido esmolar alimentos ... ele ganha tanta comida comum ou refinada quanto necessita para se satisfazer ... O pensamento lhe ocorre: 'Depois de esmolar alimentos ... meu corpo est pesado e inadequado para o trabalho, como se eu estivesse com muitos meses de gravidez ... Ou (g) ele est abatido por uma leve enfermidade, ... necessrio deitar ... Ou (h) ele se recuperou de sua enfermidade, no muito depois de sua recuperao o pensamento lhe ocorre: 'Eu me recuperei da minha enfermidade. No muito tempo depois da minha recuperao o meu corpo est fraco e inadequado para o trabalho. Por que no me deito? Ento ele se deita. Ele no faz esforo para alcanar o que ainda no foi alcanado, atingir o que no foi atingido, realizar o que ainda no foi realizado.[49]
(5) Oito razes para o estimulo da energia, (arabbha-vatthuni): Aqui um bhikkhu (a) tem algum trabalho a ser feito. O pensamento lhe ocorre: 'Eu terei que fazer este trabalho. Porm, enquanto estiver fazendo esse trabalho, no ser fcil ocupar-me com a mensagem do Buda. Porque no fao um esforo antecipado para alcanar o que ainda no foi alcanado, atingir o que no foi atingido, realizar o que ainda no foi realizado. Ou (b) ele fez algum trabalho. O pensamento lhe ocorre: 'Eu fiz o trabalho. Enquanto fazia o trabalho, no pude ocupar-me com a mensagem do Buda. Porque no fao um esforo ... Ou (c) ele tem que fazer uma viagem ... Ou (d) ele foi viajar, o pensamento lhe ocorre: 'Eu fui viajar. Enquanto viajava, no pude ocupar-me com a mensagem do Buda ... Ou (e) tendo ido esmolar alimentos num vilarejo ou cidade, ele no ganha tanta comida comum ou refinada quanto necessita para se satisfazer ... O pensamento lhe ocorre ... Este meu corpo est leve e adequado para o trabalho ... Ou (f) tendo ido esmolar alimentos ... ele ganha tanta comida comum ou refinada quanto necessita para se satisfazer ... O pensamento lhe ocorre: Porque no fao um esforo ... Ou (g) ele est abatido por uma leve enfermidade ... O pensamento lhe ocorre: existe a possibilidade de que piore. Porque no fao um esforo... Ou (h) ele se recuperou de sua enfermidade ... O pensamento lhe ocorre: existe a possibilidade de que a enfermidade retorne. Porque no fao um esforo antecipado para alcanar o que ainda no foi alcanado, atingir o que no foi atingido, realizar o que ainda no foi realizado.
(6) Oito razes para a generosidade: Algum d (a) conforme a ocasio, (b) por medo, (c) pensando: Ele me deu algo, (d) pensando: Ele me dar algo, (e) pensando: Dar bom, (f) pensando: Eu estou cozinhando, eles no esto. No seria correto no dar algo para aqueles que no esto cozinhando, (g) pensando: Se eu der isso, obterei boa reputao, (h) para embelezar e preparar a mente. [50]
(7) Oito tipos de renascimento devido generosidade: Aqui algum d para um contemplativo ou Brmane, comida, bebida, roupas, um veculo, um ornamento, perfume e ungento, roupas de cama, moradia, uma lamparina, buscando seu prprio benefcio. Ele v um nobre ou brmane, ou chefe de famlia rico desfrutando dos prazeres dos cinco sentidos e ele pensa: Se pelo menos depois de morrer eu renascesse como uma dessas pessoas ricas! Ele coloca a sua mente nesse pensamento, fixa nisso e desenvolve isso. E esse pensamento tendo sido fixado num nvel to baixo e no tendo sido desenvolvido num nvel superior, conduz a um renascimento exatamente ali. Mas eu digo isso de uma pessoa virtuosa, no de uma pessoa sem virtude. A aspirao mental de uma pessoa virtuosa tem eficcia devido sua pureza. Ou (b) ele d aquelas ddivas e tendo ouvido que os devas dos Quatro Grandes Reis vivem muito tempo, so belos e felizes, ele pensa: Se eu pudesse renascer l! Ou de modo semelhante ele aspira renascer nos parasos dos (c) devas do Trinta e Trs (d) devas do Yama, (e) devas do Tusita, (f) devas do Nimmanarati, (g) devas do Paranimmita-vasavatti. E esse pensamento conduz a um renascimento exatamente ali ... A aspirao mental de uma pessoa virtuosa tem eficcia devido sua pureza. Ou (h) de modo semelhante ele aspira renascer no mundo de Brahma ... Mas eu digo isso de uma pessoa virtuosa, no de uma pessoa sem virtude, uma pessoa livre das paixes, no algum ainda influenciado pelas paixes. [51] A aspirao mental dessa pessoa virtuosa realizada atravs da libertao das paixes.
(8) Oito assemblias: a assemblia dos nobres, (Khattiyas), Brmanes, chefes de famlia, contemplativos, devas dos Quatro Grandes Reis, do Trinta e Trs, maras, Brahmas, (igual ao DN 16.3.21).
(9) Oito condies mundanas, (loka-dhamma): ganho e perda, elogio e crtica, fama e m reputao, alegria e tristeza.
(10) Oito estgios: (a) percebendo a forma no interior, ele v as formas no exterior, limitadas, bonitas ou feias; (b) igual a (a) porm ilimitadas; (c) no percebendo a forma no interior, ele v as formas no exterior, limitadas...; (d) igual a (c) porm ilimitadas; no percebendo a forma no interior, ele percebe formas que so (e) azuis (f) amarelas, (g) vermelhas, (h) brancas (igual ao DN 16.3.25-32).
(11) Oito libertaes: (a) possuindo forma material, ele v a forma; (b) no percebendo a forma no interior, ele v a forma no exterior; (c) pensando; belo, ele se decide por aquilo; ele entra (d) na base do espao infinito; (e) ... na base da conscincia infinita; (f) ... na base do nada; (g) ... na base da nem percepo, nem no percepo; (h) ... na cessao da percepo e sensao (igual ao DN 15.35).

Esses so os [conjuntos de] oito coisas que foram perfeitamente proclamadas pelo Abenoado ... E assim ns deveramos recit-las juntos ... pelo bem-estar e felicidade de devas e humanos.

3.2. H [conjuntos de] nove coisas ... Quais so elas?

(1) Nove causas da hostilidade, (aghata-vatthuni): A hostilidade provocada pelo pensamento: (a) Ele me feriu, (b) Ele est me ferindo, (c) Ele ir me ferir, (d)-(f) Ele feriu, est ferindo ou ir ferir algum que me querido e simptico, (g)-(i) Ele fez, est fazendo, ir fazer um favor para algum a quem no quero e que me antiptico.
(2) Nove formas para superar a hostilidade, (aghata-pativinaya): A hostilidade superada com o pensamento: (a)-(i) Ele me feriu ... (igual a (1)). Que benefcio teria [em abrigar hostilidade]?
(3) Nove permanncias dos seres: Seres (a) diferentes no corpo e diferentes na percepo; (b) diferentes no corpo e iguais na percepo; (c) iguais no corpo e diferentes na percepo; (d) iguais no corpo e iguais na percepo; (e) que realizaram a base do espao infinito; (f) .... da conscincia infinita; (g) ... do nada (igual ao DN 15.33).
(4) Nove pocas desafortunadas, inoportunas para viver a vida santa, (akkhana asamaya brahmacariya-vasaya): (a) Um Tathagata surgiu no mundo, um arahant, perfeitamente iluminado, e o Dhamma que conduz paz e nibbana ensinado, conduzindo iluminao ensinada pelo Abenoado, mas essa pessoa nasce no inferno, (nirayam), (b) ... entre os animais, (c) .... entre os petas, (d) ... entre os asuras, (e) ... num mundo dos devas com vida longa ou (f) ele nasce nas regies fronteirias entre os brbaros tolos onde os bhikkhus e bhikkhunis ou discpulos leigos no podem chegar, ou (g) ele nasce na regio certa mas ele tem entendimento incorreto e a viso distorcida, pensando: No existe nada que dado, nada que oferecido, nada que sacrificado; no existe fruto ou resultado de aes boas ou ms; no existe este mundo nem outro mundo; no existe me, nem pai; nenhum ser que renasa espontaneamente; no existem no mundo brmanes nem contemplativos bons e virtuosos que, aps terem conhecido e compreendido diretamente por eles mesmos, proclamam este mundo e o prximo;[52] ou (h)... ele nasce na regio certa mas no tem sabedoria e estpido, ou surdo e mudo e no capaz de dizer se algo foi bem dito ou dito de modo incorreto; ou ento ... (i) um Tathagata no surgiu ... e essa pessoa nasce no lugar certo e inteligente, no estpida, no surda ou muda, e bem capaz de distinguir se algo foi bem dito ou dito de modo incorreto.
(5) Nove permanncias sucessivas: os jhanas e as bases do espao infinito, conscincia infinita, nada, nem percepo, nem no-percepo, cessao da percepo e cessao da sensao.
(6) Nove cessaes sucessivas, (anupubba-nirodha): Alcanando o primeiro jhana, as percepes do sensual, (kama-saa) cessam; alcanando o segundo jhana, o pensamento aplicado e sustentado cessam; alcanando o terceiro jhana, o xtase, (piti) cessa; alcanando o quarto jhana, a inspirao e a expirao cessam; alcanando a base do espao infinito, a percepo das formas cessa; alcanando a base da conscincia infinita, a percepo da base do espao infinito cessa; alcanando a base do nada, a percepo da base da conscincia infinita cessa; alcanando a base da nem percepo, nem no percepo, a percepo da base do nada cessa; alcanando a cessao da percepo e sensao, a percepo e a sensao cessam.

Esses so os [conjuntos de] nove coisas que foram perfeitamente proclamadas pelo Abenoado ... E assim ns deveramos recit-las juntos ... pelo bem-estar e felicidade de devas e humanos

3.3. H [conjuntos de] dez coisas ... Quais so elas?

(1) Dez coisas que proporcionam proteo, (natha-karana-dhamma): Aqui um bhikkhu (a) virtuoso, ele permanece contido de acordo com as regras do Patimokkha, perfeito na conduta e na sua esfera de atividades. Temendo a menor falha, ele treina adotando os preceitos de virtude; (b) ouviu muito, reteve o que ouviu, memorizou o que ouviu. Todo o ensinamento que admirvel no incio, admirvel no meio, admirvel no final, com o correto significado e fraseado e que revela uma vida santa que completamente perfeita e imaculada: esses ensinamentos ele ouviu com freqncia, memorizou, se recorda, discutiu, investigou com a sua mente e penetrou corretamente com o entendimento; (c) um amigo, companheiro e ntimo das pessoas boas; (d) afvel, gentil e paciente, gil na compreenso dos ensinamentos; (e) qualquer tarefa que tenha de ser feita para os seus companheiros bhikkhus, ele demonstra habilidade; ele no relaxado, emprega a perspiccia na sua execuo e habil no planejamento e na realizao; (f) ama o Dhamma e se delicia em ouvi-lo, ele tem uma afeio especial pelo Dhamma superior e pela Disciplina superior, (abhidhamme abhivinaye); (g) est satisfeito com qualquer tipo de: mantos, comida esmolada, moradia, medicamentos; (h) sempre se esfora em estimular a energia para livrar-se dos estados inbeis, para estabelecer estados hbeis, infatigvel e energtico na manuteno desses bons estados, nunca se esquivando da sua tarefa; (i) tem ateno plena com grande capacidade para se recordar com clareza de coisas ditas e feitas h muito tempo; (j) sbio, com sbia percepo da origem e cessao, a percepo nobre que conduz completa destruio do sofrimento.
(2) Dez objetos para alcanar a absoro, (kasinayatanani): Ele percebe uma kasina da terra, uma kasina da gua, uma kasina do fogo, uma kasina do ar, uma kasina azul, uma kasina amarela, uma kasina vermelha, uma kasina branca, a kasina do espao, a kasina da conscincia; acima, abaixo e em todos os lados, inteira e ilimitada.
(3) Dez tipos de conduta inbil, (akusala-kammapatha): tirar a vida de outros seres, tomar aquilo que no dado, conduta sexual imprpria, linguagem mentirosa, linguagem maliciosa, linguagem grosseira, linguagem frvola, cobia, m vontade, entendimento incorreto.
(4) Dez tipos de conduta hbil: abster-se de tirar a vida ... (e assim por diante, igual ao (3) acima).
(5) Dez nobres inclinaes, (ariya-vasa): Aqui um bhikkhu (a) eliminou cinco fatores, (b) possui seis fatores, (c) estabeleceu uma guarda, (d) observa os quatro apoios, (e) eliminou crenas, (f) abandonou por completo as buscas, (g) tem motivao pura, (h) tranqilizou o corpo mental (i) est com a mente bem libertada (j) e est com a mente libertada atravs da sabedoria. (a) Como ele eliminou cinco fatores? Aqui, ele eliminou o desejo sensual, a m vontade, a preguia e o torpor, a inquietao e a ansiedade, e a dvida; (b) quais seis fatores ele possui? Ao ver uma forma com o olho, ... ouvir um som com o ouvido, ... cheirar um aroma com o nariz ..., tocar um tangvel com o corpo ..., conscientizar um objeto mental com a mente, ele no fica nem satisfeito e nem insatisfeito, mas permanece equnime, com ateno plena e plena conscincia; (c) como ele estabeleceu uma guarda? Guardando a sua mente com a ateno plena; (d) quais so os quatro apoios? Ele julga que uma coisa deve ser desenvolvida, uma coisa agentada, uma coisa evitada, uma coisa suprimida (igual ao verso 1.11 (8)); (e) como ele eliminou as crenas? Quaisquer crenas que a maioria dos contemplativos e Brmanes possua, ele as dispensou, abandonou, rejeitou, largou; (f) como ele abandonou por completo as buscas? Ele abandonou por completo as buscas pelos prazeres sensuais, pelo renascimento, pela vida santa; (g) como ele tem motivao pura? Ele abandonou os pensamentos do sensual, m vontade, crueldade; (h) como ele tranqilizou o corpo mental? Com o completo desaparecimento da felicidade, ele entra e permanece no quarto jhana, que possui nem felicidade nem sofrimento, com a ateno plena e a equanimidade purificadas; (i) como ele est com a mente bem libertada? Ele est libertado dos pensamentos de cobia, raiva e deluso; (j) como ele est com a mente libertada atravs da sabedoria? Ele compreende: Em mim a cobia, raiva e deluso foram abandonadas, cortadas pela raiz, feitas como com um tronco de palmeira, eliminadas de modo que no estaro mais sujeitas a um futuro surgimento.
(6) Dez qualidades daquele que est alm do treinamento, (asekha): O entendimento correto daquele que est alm do treinamento, pensamento correto ..., linguagem correta ..., ao correta ..., modo de vida correto ..., esforo correto ..., ateno plena correta ..., concentrao correta ..., conhecimento correto ..., e a libertao correta daquele que est alm do treinamento.

Esses so os [conjuntos de] dez coisas que foram perfeitamente proclamadas pelo Abenoado que sabe e v, o Buda perfeitamente iluminado. E assim ns deveramos recit-las juntos sem dissenses, para que esta vida santa possa continuar e se manter durante muito tempo, pelo bem-estar e felicidade de muitos, com compaixo pelo mundo, pelo bem, pelo bem-estar e felicidade de devas e humanos

3.4. Ento, o Abenoado se levantou e disse para o Venervel Sariputta: Muito bem, Sariputta! Voc de fato proclamou muito bem o modo pelo qual os bhikkhus devem recitar juntos!

Isso foi o que disse o Venervel Sariputta, confirmado pelo Mestre. Os bhikkhus ficaram satisfeitos e contentes com as palavras do Venervel Sariputta.

 


 

Notas:

[1] Tal como proposto no DN 29.17. [Retorna]

[2] As seis bases internas dos sentidos, as seis bases externas e as conscincias correspondentes, veja o MN 115. [Retorna]

[3] Bala: poder empregado de modo pouco comum. [Retorna]

[4] Neste caso o reino da esfera sensual (kama-loka).[Retorna]

[5] Observe a sobreposio ao item anterior, que representa os Trs Reinos. Aqui temos os dois Reinos Superiores e o supramundano (lokuttara), mencionado como a cessao (como na Terceira Nobre Verdade). [Retorna]

[6] Corresponde idia da existncia de um eu. A destruio deste grilho constitui o olho do Dhamma ou o entrar na correnteza. [Retorna]

[7] Certos crimes (como o parricdio) tm um resultado fixo que no poder ser evitado. [Retorna]

[8] Quando a conscincia do primeiro caminho supramundano (entrar na correnteza) realizada, o progresso inevitvel e o retrocesso aos estados miserveis impossvel. [Retorna]

[9] Isto se refere ao renascimento no reino imaterial (ou sem forma). [Retorna]

[10] Todos os mundos desde os infernos at o paraso dos devas Paranimmita-vasavatti. [Retorna]

[11] Modos atravs dos quais algum est protegido. [Retorna]

[12] Diferentes estgios de jhana. A distino feita entre os dois primeiros reflete a subdiviso do primeiro jhana em dois encontrada no Abhidhamma. [Retorna]

[13] Veja o SN XLIII.4. [Retorna]

[14] Moneyya derivado de muni sbio. Veja o AN III.120. [Retorna]

[15] Apaya em geral se refere aos renascimentos ruins nos estados miserveis; upaya, meios hbeis, ganhou proeminncia na tradio Mahayana. [Retorna]

[16] Veja o AN III.39. [Retorna]

[17] Brahma se refere aos Brahmaviharas (DN 13), Nobre ao Arahant. [Retorna]

[18] Conforme o DN 11. [Retorna]

[19] Veja o MN 10, DN 22, SN XLVII. [Retorna]

[20] Veja o SN XLIX. [Retorna]

[21] Veja o SN LI. [Retorna]

[22] Veja o MN 123.22 e AN IV.41. [Retorna]

[23] Veja o MN 127. [Retorna]

[24] Veja o MN 2. [Retorna]

[25] Veja o AN IV.28. [Retorna]

[26] Comida sutil o alimento dos devas. Veja o SN XII.64. [Retorna]

[28] Veja o DN 28.10.[Retorna]

[29] Desenvolvendo samadhi.[Retorna]

[30] Que amarram juntos a mentalidade (nome), (nama ) e materialidade, (forma), (rupa). [Retorna]

[31] Kaya neste caso significa nama-kaya, corpo mental. [Retorna]

[32] Veja o MN 12. [Retorna]

[33] Igual ao DN 28.5. [Retorna]

[34] Numa outra existncia. Veja o MN 114.11. [Retorna]

[35] Veja o MN 142. [Retorna]

[36] Veja o SN III.21. [Retorna]

[37] Estas designaes curiosas se supe referir-se ao que entrou na correnteza, que retorna uma vez, que no retorna e Arahant respectivamente. [Retorna]

[38] Num bhikkhu. [Retorna]

[39] Igual ao DN 29.26. [Retorna]

[40] Veja o SN XLVI.3. [Retorna]

[41] Veja o MN 16.3. [Retorna]

[42] Veja o MN 16.8. [Retorna]

[42A] Veja o AN V.26. [Retorna]

[43] Igual ao DN 16.1.11, veja tambm o MN 48. [Retorna]

[44] Veja o MN 140. [Retorna]

[45] Recordao do Buda, Dhamma, Sangha. [Retorna]

[46] Veja o MN 117 e o DN 18.27. [Retorna]

[47] Veja o AN VII.64. [Retorna]

[48] Veja o MN 104.13 [Retorna]

[49] Veja o AN VIII.80. [Retorna]

[50] Para a prtica da meditao. [Retorna]

[51] Brahma para o Buda no imortal e no o Deus criador. A sua sabedoria, embora considervel, limitada e ele pode ser arrogante (veja o DN 11), mas ele est livre das paixes sensuais e assim tambm esto aqueles que renascem no seu mundo, embora as suas paixes tenham sido suprimidas s atravs dos jhanas, que a libertao da mente, (cetovimutti), e no eliminadas atravs do insight, que a libertao atravs da sabedoria, (paavimutti). Mas aqueles que renascem no mundo de Brahma no eliminaram o desejo de ser/existir, (bhavatanha). [Retorna]

[52] A doutrina de Ajita Kesakambali (DN 2.23). [Retorna]

 

 

Revisado: 8 Dezembro 2015

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