Majjhima Nikaya 102

Pacattaya Sutta

Os Cinco e Trs

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1. Assim ouvi. [1] Em certa ocasio o Abenoado estava em Savatthi no Bosque de Jeta, no Parque de Anathapindika. L ele se dirigiu aos monges desta forma: Bhikkhus Venervel Senhor, eles responderam. O Abenoado disse o seguinte:

(ESPECULAES ACERCA DO FUTURO)

2. Bhikkhus, h alguns contemplativos e brmanes que especulam acerca do futuro, que possuem idias acerca do futuro, que fazem vrias alegaes doutrinrias em relao ao futuro.

(I) Alguns afirmam o seguinte: O eu perceptivo e intacto [2] aps a morte.

(II) Alguns afirmam o seguinte: O eu no-perceptivo e intacto aps a morte.

(III) Alguns afirmam o seguinte: O eu nem perceptivo, nem no-perceptivo e intacto aps a morte.

(IV) Ou eles descrevem a aniquilao, destruio e exterminao de um ser existente [na morte].

(V) Ou alguns afirmam Nibbana aqui e agora.

Portanto, (a) ou eles descrevem um eu existente que permanece intacto aps a morte; (b) ou eles descrevem a aniquilao, destruio e exterminao de um ser existente [na morte]; (c) ou eles afirmam Nibbana aqui e agora. Assim essas [idias], sendo cinco se tornam trs e sendo trs se tornam cinco. Esse o sumrio dos cinco e trs.

3. (I) Nesse sentido, bhikkhus, aqueles contemplativos e brmanes que descrevem o eu como perceptivo e intacto aps a morte, descrevem esse eu, perceptivo e intacto aps a morte, como um dos seguintes:

material;

ou imaterial;

ou ambos, material e imaterial;

ou nem material e tampouco imaterial;

ou perceptivo da unidade;

ou perceptivo da diversidade;

ou perceptivo do limitado;

ou perceptivo do imensurvel. [3]

Ou ainda, dentre aqueles poucos que vo alm disso, alguns afirmam ser a kasina da conscincia, imensurvel e imperturbvel, [o eu]. [4]

4. O Tathagata, bhikkhus, compreende isso da seguinte forma: Esses bons contemplativos e brmanes que descrevem o eu como perceptivo e intacto aps a morte, descrevem esse eu, perceptivo e intacto aps a morte, como, ou material ... ou eles o descrevem como perceptivo do imensurvel. Por outro lado, visto que [a percepo] no h nada declarada como a mais pura, suprema, a melhor e insupervel dessas percepes sejam elas, percepo da forma ou sem forma, da unidade ou diversidade [5] alguns afirmam ser a base do nada, imensurvel e imperturbvel [o eu]. Isso condicionado e grosseiro, mas h a cessao das formaes. Tendo compreendido Existe isso, vendo a escapatria disso, o Tathagata foi alm disso. [6]

5. (II) Nesse sentido, bhikkhus, aqueles contemplativos e brmanes que descrevem o eu como no-perceptivo e intacto aps a morte, descrevem esse eu no-perceptivo e intacto aps a morte como um dos seguintes:

material;

ou imaterial;

ou ambos, material e imaterial;

ou nem material e tampouco imaterial. [7]

6. Nesse sentido, bhikkhus, esses criticam aqueles contemplativos e brmanes que descrevem o eu como perceptivo e intacto aps a morte. Por que isso? Porque eles dizem: A percepo uma enfermidade, a percepo um tumor, a percepo uma flecha; isto pacfico, isto sublime, isto , a no-percepo.

7. O Tathagata, bhikkhus, compreende isso da seguinte forma: Esses bons contemplativos e brmanes que descrevem o eu como no-perceptivo e intacto aps a morte, descrevem esse eu no-perceptivo e intacto aps a morte como, ou material ... ou nem material e tampouco imaterial. Que algum contemplativo ou brmane possa dizer: Separado da forma material, separado da sensao, separado da percepo, separado das formaes, eu irei descrever as vindas e idas da conscincia, o seu falecimento e renascimento, o seu desenvolvimento, crescimento e maturao isso impossvel. [8] Isso condicionado e grosseiro, mas h a cessao das formaes. Tendo compreendido Existe isso, vendo a escapatria disso, o Tathagata foi alm disso.

8. (III) Nesse sentido, bhikkhus, aqueles contemplativos e brmanes que descrevem o eu como nem perceptivo, nem no-perceptivo e intacto aps a morte, descrevem esse eu nem perceptivo, nem no-perceptivo e intacto aps a morte como um dos seguintes:

material;

ou imaterial;

ou ambos material e imaterial;

ou nem material e tampouco imaterial. [9]

9. Nesse sentido, bhikkhus, esses criticam aqueles contemplativos e brmanes que descrevem o eu como perceptivo e intacto aps a morte, e eles criticam aqueles contemplativos e brmanes que descrevem o eu como no-perceptivo e intacto aps a morte. Por que isso? Porque eles dizem: A percepo uma enfermidade, a percepo um tumor, a percepo uma flecha, e a no-percepo a estupefao; [10] isto pacfico, isto sublime, isto , nem percepo, nem no-percepo.

10. O Tathagata, bhikkhus, compreende isso da seguinte forma: Esses bons contemplativos e brmanes que descrevem o eu como nem perceptivo, nem no-perceptivo e intacto aps a morte, descrevem esse eu, nem perceptivo, nem no-perceptivo e intacto aps a morte, ou como material ... ou nem material e tampouco imaterial. Se algum contemplativo ou brmane descrever que a entrada nessa base ocorre atravs de uma medida de formaes relacionada ao que visto, ouvido, sentido e conscientizado, isto declarado ser um desastre para a entrada nessa base. [11] Pois esta base, assim declarado, no para ser alcanada como uma realizao com formaes; esta base, assim declarado, para ser alcanada como uma realizao com um resduo de formaes. [12] Isso condicionado e grosseiro, mas h a cessao das formaes. Tendo compreendido Existe isso, vendo a escapatria disso, o Tathagata foi alm disso.

11. (IV) Nesse sentido, bhikkhus, aqueles contemplativos e brmanes que descrevem a aniquilao, destruio e exterminao de um ser existente [na morte] [13] criticam aqueles contemplativos e brmanes que descrevem o eu como perceptivo e intacto aps a morte, e eles criticam aqueles contemplativos e brmanes que descrevem o eu como no-perceptivo e intacto aps a morte, e eles criticam aqueles contemplativos e brmanes que descrevem o eu como nem perceptivo, nem no-perceptivo e intacto aps a morte. Por que isso? Todos esses contemplativos e brmanes, apressando-se adiante, afirmam o seu apego assim: Ns seremos assim aps a morte, ns seremos assim aps a morte. Como um comerciante, que vai para o mercado, pensa: Atravs disto, aquilo ser meu; com isto, eu conseguirei aquilo; assim tambm, aqueles contemplativos e brmanes parecem comerciantes quando eles declaram: Ns seremos assim aps a morte, ns seremos assim aps a morte.

12. O Tathagata, bhikkhus, compreende isso da seguinte forma: Esses bons contemplativos e brmanes que descrevem a aniquilao, destruio e exterminao de um ser existente [na morte], devido ao medo da identidade e repulsa pela identidade, ficam correndo e circundando ao redor dessa mesma identidade. [14] Como um co, atado por uma correia a um poste firme ou coluna, fica correndo e circundando ao redor desse mesmo poste ou coluna; assim tambm, esses contemplativos e brmanes, devido ao medo da identidade e repulsa pela identidade, ficam correndo e circundando ao redor dessa mesma identidade. Isso condicionado e grosseiro, mas h a cessao das formaes. Tendo compreendido Existe isso, vendo a escapatria disso, o Tathagata foi alm disso.

13. Bhikkhus, quaisquer contemplativos e brmanes que especulem acerca do futuro, que possuam idias acerca do futuro, e que faam vrias alegaes doutrinrias com relao ao futuro, todos afirmam essas cinco bases ou alguma dentre elas. [15]

(ESPECULAES ACERCA DO PASSADO)

14. Bhikkhus, h alguns contemplativos e brmanes que especulam acerca do passado, que possuem idias acerca do passado, que fazem vrias alegaes doutrinrias com relao ao passado.

(1) Alguns afirmam o seguinte: O eu e o mundo so eternos: somente isto verdadeiro, todo o restante falso. [16]

(2) Alguns afirmam o seguinte: O eu e o mundo no so eternos: somente isto verdadeiro, todo o restante falso. [17]

(3) Alguns afirmam o seguinte: O eu e o mundo so ambos, eterno e no eterno: somente isto verdadeiro, todo o restante falso. [18]

(4) Alguns afirmam o seguinte: O eu e o mundo so nem eternos, nem no eternos: somente isto verdadeiro, todo o restante falso. [19]

(5) Alguns afirmam o seguinte: O eu e o mundo so finitos: somente isto verdadeiro, todo o restante falso. [20]

(6) Alguns afirmam o seguinte: O eu e o mundo so infinitos: somente isto verdadeiro, todo o restante falso.

(7) Alguns afirmam o seguinte: O eu e o mundo so ambos, finito e infinito: somente isto verdadeiro, todo o restante falso.

(8) Alguns afirmam o seguinte: O eu e o mundo so nem finitos, nem infinitos: somente isto verdadeiro, todo o restante falso.

(9) Alguns afirmam o seguinte: O eu e o mundo so perceptivos da unidade: somente isto verdadeiro, todo o restante falso. [21]

(10) Alguns afirmam o seguinte: O eu e o mundo so perceptivos da diversidade: somente isto verdadeiro, todo o restante falso.

(11) Alguns afirmam o seguinte: O eu e o mundo so perceptivos do limitado: somente isto verdadeiro, todo o restante falso.

(12) Alguns afirmam o seguinte: O eu e o mundo so perceptivos do imensurvel: somente isto verdadeiro, todo o restante falso.

(13) Alguns afirmam o seguinte: O eu e o mundo [experimentam] exclusivamente o prazer: somente isto verdadeiro, todo o restante falso.

(14) Alguns afirmam o seguinte: O eu e o mundo [experimentam] exclusivamente a dor: somente isto verdadeiro, todo o restante falso.

(15) Alguns afirmam o seguinte: O eu e o mundo [experimentam] ambos, prazer e dor: somente isto verdadeiro, todo o restante falso.

(16) Alguns afirmam o seguinte: O eu e o mundo [experimentam] nem prazer, nem dor: somente isto verdadeiro, todo o restante falso.'

15. (1) Nesse sentido, bhikkhus, com relao queles contemplativos e brmanes que possuem a seguinte doutrina e entendimento: O eu e o mundo so eternos: somente isto verdadeiro, todo o restante falso, que exceto pela f, exceto pela preferncia, exceto pela tradio, exceto pela cogitao com base na razo, exceto pelas idias, eles tero um tipo de conhecimento pessoal claro e puro disso isso impossvel. [22] Visto que eles no possuem conhecimento pessoal claro e puro, mesmo o mero conhecimento incompleto que esses contemplativos e brmanes elucidam [acerca do entendimento deles] declarado como sendo apego da parte deles. [23] Isso condicionado e grosseiro, mas h a cessao das formaes. Tendo compreendido Existe isso, vendo a escapatria disso, o Tathagata foi alm disso.

16. (2-16) Nesse sentido, bhikkhus, aqueles contemplativos e brmanes que possuem a seguinte doutrina e entendimento: O eu e o mundo no so eternos ... ambos, eterno e no eterno ... nem eternos, nem no eternos ... finitos ... infinitos ... ambos, finito e infinito ... nem finitos, nem infinitos ... perceptivos da unidade ... perceptivos da diversidade ... perceptivos do limitado ... perceptivos do imensurvel ... [experimentam] exclusivamente o prazer ... [experimentam] exclusivamente a dor ... [experimentam] ambos, prazer e dor ... [experimentam] nem prazer, nem dor: que exceto pela f, exceto pela preferncia, exceto pela tradio, exceto pela cogitao com base na razo, exceto pelas idias, eles tero algum tipo de conhecimento pessoal claro e puro disso isso impossvel. Visto que eles no possuem conhecimento pessoal claro e puro, mesmo o mero conhecimento incompleto que esses contemplativos e brmanes elucidam [acerca do entendimento deles] declarado como sendo apego da parte deles. Isso condicionado e grosseiro, mas h a cessao das formaes. Tendo compreendido Existe isso, vendo a escapatria disso, o Tathagata foi alm disso. [24]

(NIBBANA AQUI E AGORA) [25]

17. (V) Aqui, bhikkhus, [26] um contemplativo ou brmane, com o abandono das idias acerca do passado e do futuro e com a completa ausncia de determinao pelos grilhes do prazer sensual, entra e permanece no xtase do afastamento. [27] Ele pensa: Isto pacfico, isto sublime, que eu entre e permanea no xtase do afastamento. Aquele xtase do afastamento cessa nele. Com a cessao do xtase do afastamento, surge a aflio, e com a cessao da aflio, o xtase do afastamento surge. [28] Como a luz do sol permeia a rea que a sombra deixa, e a sombra permeia a rea que a luz do sol deixa, assim tambm, com a cessao do xtase do afastamento, surge a aflio, e com a cessao da aflio, o xtase do afastamento surge.

18. O Tathagata, bhikkhus, compreende isso da seguinte forma: Esse bom contemplativo ou brmane, com o abandono das idias acerca do passado e do futuro ... e com a cessao da aflio, o xtase do afastamento surge. Isso condicionado e grosseiro, mas h a cessao das formaes. Tendo compreendido Existe isso, vendo a escapatria disso, o Tathagata foi alm disso.

19. Aqui, bhikkhus, um contemplativo ou brmane, com o abandono das idias acerca do passado e do futuro e com a completa ausncia de determinao pelos grilhes do prazer sensual, e com a superao do xtase do afastamento, entra e permanece num prazer extra-mundano. [29] Ele pensa: Isto pacfico, isto sublime, que eu entre e permanea num prazer extra-mundano. Aquele prazer extra-mundano cessa nele. Com a cessao do prazer extra-mundano, surge o xtase do afastamento, e com a cessao do xtase do afastamento, o prazer extra-mundano surge. Como a luz do sol permeia a rea que a sombra deixa, e a sombra permeia a rea que a luz do sol deixa, assim tambm, com a cessao do xtase do prazer extra-mundano, surge o xtase do afastamento, e com a cessao do xtase do afastamento, o prazer extra-mundano surge.

20. O Tathagata, bhikkhus, compreende isso da seguinte forma: Esse bom contemplativo ou brmane, com o abandono das idias acerca do passado e do futuro ... e com a cessao do xtase do afastamento, o prazer extra-mundano surge. Isso condicionado e grosseiro, mas h a cessao das formaes. Tendo compreendido Existe isso, vendo a escapatria disso, o Tathagata foi alm disso.

21. Aqui, bhikkhus, um contemplativo ou brmane, com o abandono das idias acerca do passado e do futuro e com a completa ausncia de determinao pelos grilhes do prazer sensual, e com a superao do xtase do afastamento e do prazer extra-mundano, entra e permanece na sensao nem dolorosa, nem prazerosa. [30] Ele pensa: Isto pacfico, isto sublime, que eu entre e permanea na sensao nem dolorosa, nem prazerosa. Aquela sensao nem dolorosa, nem prazerosa cessa nele. Com a cessao da sensao nem dolorosa, nem prazerosa, surge o prazer extra-mundano, e com a cessao do prazer extra-mundano, a sensao nem dolorosa, nem prazerosa surge. Como a luz do sol permeia a rea que a sombra deixa, e a sombra permeia a rea que a luz do sol deixa, assim tambm, com a cessao do xtase da sensao nem dolorosa, nem prazerosa, surge o prazer extra-mundano, e com a cessao do prazer extra-mundano, a sensao nem dolorosa, nem prazerosa surge.

22. O Tathagata, bhikkhus, compreende isso da seguinte forma: Esse bom contemplativo ou brmane, com o abandono das idias acerca do passado e do futuro ... e com a cessao do prazer extra-mundano, a sensao nem dolorosa, nem prazerosa surge. Isso condicionado e grosseiro, mas h a cessao das formaes. Tendo compreendido Existe isso, vendo a escapatria disso, o Tathagata foi alm disso.

23. Aqui, bhikkhus, um contemplativo ou brmane, com o abandono das idias acerca do passado e do futuro e com a completa ausncia de determinao pelos grilhes do prazer sensual, e com a superao do xtase do afastamento, do prazer extra-mundano, e da sensao nem dolorosa, nem prazerosa, considera a si mesmo assim: Eu estou em paz, eu realizei Nibbana, eu estou sem apego. [31]

24. O Tathagata, bhikkhus, compreende isso da seguinte forma: Esse bom contemplativo ou brmane, com o abandono das idias acerca do passado e do futuro ... considera a si mesmo assim: Eu estou em paz, eu realizei Nibbana, eu estou sem apego. Com certeza esse venervel declara o caminho na direo de Nibbana. No entanto, esse bom contemplativo ou brmane ainda tem apego, apegando-se ainda a uma idia acerca do passado ou a uma idia acerca do futuro, ou a um grilho do prazer sensual, ou ao xtase do afastamento, ou ao prazer extra-mundano, ou sensao nem dolorosa, nem prazerosa. E quando esse venervel considera a si mesmo assim: Eu estou em paz, eu alcancei Nibbana, eu estou sem apego, isso tambm declarado como apego por parte desse bom contemplativo ou brmane. [32] Isso condicionado e grosseiro, mas h a cessao das formaes. Tendo compreendido Existe isso, vendo a escapatria disso, o Tathagata foi alm disso.

25. Bhikkhus, esse estado supremo de paz sublime foi descoberto pelo Tathagata, isto , a libertao atravs do desapego, [33] por meio da compreenso de como na verdade so a origem, a cessao, a gratificao, o perigo e a escapatria no caso das seis bases do contato. Bhikkhus, esse o estado supremo de paz sublime descoberto pelo Tathagata, isto , a libertao atravs do desapego, por meio da compreenso de como na verdade so a origem, a cessao, a gratificao, o perigo e a escapatria no caso das seis bases do contato.[34]

Isso foi o que disse o Abenoado. Os bhikkhus ficaram satisfeitos e contentes com as palavras do Abenoado.

 


 

Notas:

[1] Este sutta a contraparte, em extenso mdia, do mais longo Brahmajala Sutta, que faz parte do Digha Nikaya. [Retorna]

[2] Aroga, saudvel, explicado por MA com o significado de permanente. [Retorna]

[3] No Brahmajala Sutta so mencionadas dezesseis variantes desta idia, as oito mencionadas aqui e mais duas ttrades: o eu como finito, infinito, ambos e nenhum dos dois; e o eu experimentando exclusivamente o prazer, exclusivamente a dor, uma mescla de ambos e nenhum dos dois. Neste sutta as duas ttrades esto includas nas especulaes sobre o passado no verso 14. [Retorna]

[4] evidente que na lista acima, as idias do eu como imaterial, perceptivo da unidade e perceptivo do imensurvel esto baseadas na realizao da base do espao infinito. MT explica a kasina da conscincia como a base da conscincia infinita, mencionando que esses teorizadores afirmam que essa base o eu. [Retorna]

[5] A percepo contida no terceiro nvel imaterial a base do nada a mais sutil e a mais refinada de todas as percepes mundanas. Embora ainda haja um certo tipo de percepo no quarto nvel imaterial, ela to sutil que no mais considerado apropriado design-la como percepo. [Retorna]

[6] MA parafraseia assim: Todos esses tipos de percepo, juntamente com as idias, so condicionadas e porque so condicionadas, so grosseiras. Mas existe Nibbana, chamado de cessao das formaes, isto , do condicionado. Tendo compreendido Existe isso, de que Nibbana existe, vendo a escapatria do condicionado, o Tathagata foi alm do condicionado. [Retorna]

[7] A segunda ttrade do verso 3 aqui deixada de lado, visto que o eu concebido como no perceptivo. No Brahmajala Sutta so mencionadas oito variantes desta idia, estas quatro mais a ttrade finito-infinito. [Retorna]

[8] MA indica que esta afirmao feita com referncia aos planos de existncia nos quais existem os cinco agregados. Nos planos imateriais a conscincia ocorre sem o agregado da forma material e no plano no-perceptivo existe a forma material sem a percepo. Mas a conscincia nunca ocorre sem os outros trs agregados mentais. [Retorna]

[9] O Brahmajala Sutta menciona oito variantes desta idia, estas quatro mais a ttrade finito-infinito. [Retorna]

[10] Sammoha, obviamente, aqui tem um significado distinto do usual, confuso ou deluso. [Retorna]

[11] MA explica o composto ditthasutamutaviatabba com o significado de aquilo que para ser conscientizado como o visto, ouvido e sentido e entende que isto se refere cognio atravs das portas dos meios dos sentidos. No entanto, isto tambm pode abranger todas as cognies grosseiras atravs da porta da mente. Para penetrar a quarta realizao imaterial, todas as formaes mentais comuns envolvidas no processo cognitivo precisam ser superadas, pois a persistncia destas um obstculo para entrar nessa realizao. Por conseguinte, ela chamada no perceptiva (n'eva sai). [Retorna]

[12] Sasankharavasesasamapatti. Dentro da quarta realizao imaterial permanece um resduo de formaes mentais extremamente sutis. Por conseguinte, chamada de no no-perceptiva (nasai). [Retorna]

[13] O Brahmajala explica sete tipos de doutrina de aniquilao, aqui todas esto ajuntadas numa s. [Retorna]

[14] O medo e repulsa pela identidade um aspecto de vibhavatanha, o desejo pela no existncia. A doutrina de aniquilao qual esse desejo d origem, ainda envolve a identificao da identidade com o eu um eu que aniquilado com a morte e assim, apesar da negao, ata o teorista ao ciclo de existncias. [Retorna]

[15] At este ponto, foram analisadas apenas quatro das cinco categorias originais de especulaes sobre o futuro. O Brahmajala abrange as cinco categorias, incluindo Nibbana, aqui e agora. No h uma explicao convincente para a omisso neste sutta, levantando a suspeita de que esse trecho tenha se perdido no processo da transmisso oral. [Retorna]

[16] Esta idia inclui todas as quatro doutrinas da eternidade com especulaes acerca do passado mencionadas no Brahmajala. [Retorna]

[17] Visto que esta uma idia que se refere ao passado, pode ser entendido que o eu e o mundo surgiram de modo espontneo a partir do nada, em algum momento no passado. Isto compreende as duas doutrinas de origem fortuita mencionadas no Brahmajala, tal como afirma MA. [Retorna]

[18] Isto inclui os quatro tipos de eternidade parcial. [Retorna]

[19] Isto pode incluir os quatro tipos de tergiversao interminvel ou contoro de enguias do Brahmajala. [Retorna]

[20] As idias 5-8 correspondem de modo exato aos quatro extencionistas do Brahmajala. [Retorna]

[21] As oito idias (9-16) no Brahmajala, esto includas como parte das doutrinas de percepo da imortalidade que fazem parte das especulaes sobre o futuro. [Retorna]

[22]Isto , eles tm que aceitar a doutrina deles com base em outra coisa que no o conhecimento verdadeiro, e essa coisa envolve a crena ou o raciocnio. No MN 95.14 dito que os cinco fundamentos para a convico produzem concluses que tanto podem ser falsas como verdadeiras. [Retorna]

[23] MA: Isto no na verdade conhecimento, mas entendimento incorreto; portanto, declarado como apego a idias. [Retorna]

[24] MA diz que neste ponto todas as sessenta e duas idias mencionadas no Brahmajala Sutta foram incorporadas, no entanto, este sutta possui um escopo ainda mais amplo, visto que inclui uma exposio da idia de uma identidade (implcito de forma especial no verso 24). [Retorna]

[25] Este ttulo e o numeral Romano V que segue, foram inseridos na suposio de que este trecho representaria a doutrina de Nibbana, aqui e agora, mencionada mas no explicada anteriormente. [Retorna]

[26] MA: Esta seo tem a inteno de mostrar como todas as sessenta e duas idias especulativas surgem sob a influncia da idia de uma identidade. [Retorna]

[27] Pavivekam pitim. Isto se refere aos dois primeiros jhanas, que incluem piti. [Retorna]

[28] MA explica que esta a aflio provocada pela perda do jhana. A aflio no surge de imediato aps a cessao do jhana, mas s aps refletir acerca do seu desaparecimento. [Retorna]

[29] Niramisam sukham. Este o prazer do terceiro jhana. [Retorna]

[30] O quarto jhana. [Retorna]

[31] Santo'ham asmi, nibbuto'ham asmi, anupadano'ham asmi. A expresso em Pali aham asmi, Eu estou, revela que ele ainda est envolvido com o apego, como ser apontado pelo Buda. [Retorna]

[32] MA entende que esta uma aluso idia de uma identidade. Portanto, ele ainda tem apego a uma idia. [Retorna]

[33] MA menciona que em outros textos a expresso libertao atravs do desapego, (anupada vimokkha), significa Nibbana, mas aqui significa a realizao do fruto de arahant. [Retorna]

[34] O Brahmajala Sutta tambm aponta para o entendimento da origem, etc., das seis bases de contato como o caminho para transcender todas as idias. [Retorna]

 

 

Revisado: 19 Fevereiro 2008

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