Udana V.6

Sona Sutta

Sona

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Assim ouvi. Em certa ocasio o Abenoado estava em Savatthi no Bosque de Jeta, no Parque de Anathapindika.

Agora, naquela ocasio o venervel Maha Kaccana vivia entre o povo de Avanti na Montanha de Pavatta perto da cidade de Kuraraghara. E naquele momento o discpulo leigo Sona Kotikanna era o patrono do venervel Maha Kaccana.

Ento, enquanto Sona Kotikanna estava s, recluso, o seguinte pensamento lhe ocorreu: "De acordo com o Dhamma que o mestre Maha Kaccana ensina, no fcil viver em casa e praticar a vida santa completamente perfeita, totalmente pura, como uma concha polida. E se eu raspasse o meu cabelo e barba, vestisse os mantos de cor ocre e seguisse a vida santa?

Ele foi ento at o venervel Maha Kaccana e ao chegar, tendo o homenageado, ele se sentou a um lado. Estando sentado ali Sona disse ao venervel Maha Kaccana: "H pouco, venervel senhor, enquanto eu estava s, recluso, o seguinte pensamento me ocorreu: "De acordo com o Dhamma que o mestre Maha Kaccana ensina, no fcil viver em casa e praticar a vida santa completamente perfeita, totalmente pura, como uma concha polida. E se eu raspasse o meu cabelo e barba, vestisse os mantos de cor ocre e seguisse a vida santa?" D-me a admisso na vida santa, mestre Maha Kaccayana!

Quando isto foi dito, o venervel Maha Kaccana disse para Sona Kotikanna: "Difcil , Sona, assumir por toda a vida os votos da vida santa: o celibato, o leito solitrio e o voto de no comer mais do que uma refeio ao dia." E ento abrandou-se em Sona Kotikanna a ideia de seguir a vida santa.

Ento, uma segunda vez, enquanto Sona Kotikanna estava s, recluso, o seguinte pensamento lhe ocorreu: "De acordo com o Dhamma que o mestre Maha Kaccana ensina, no fcil viver em casa e praticar a vida santa completamente perfeita, totalmente pura, como uma concha polida. E se eu raspasse o meu cabelo e barba, vestisse os mantos de cor ocre e seguisse a vida santa?

Ele foi ento at o venervel Maha Kaccana e ao chegar, tendo o homenageado, ele se sentou a um lado. Estando sentado ali Sona disse ao venervel Maha Kaccana: "H pouco, venervel senhor, enquanto eu estava s, recluso, o seguinte pensamento me ocorreu: "De acordo com o Dhamma que o mestre Maha Kaccana ensina, no fcil viver em casa e praticar a vida santa completamente perfeita, totalmente pura, como uma concha polida. E se eu raspasse o meu cabelo e barba, vestisse os mantos de cor ocre e seguisse a vida santa?" D-me a admisso na vida santa, mestre Maha Kaccana!

Quando isto foi dito, o venervel Maha Kaccana disse para Sona Kotikanna: "Difcil , Sona, assumir por toda a vida os votos da vida santa: o celibato, o leito solitrio e o voto de no comer mais do que uma refeio ao dia." E ento, uma segunda vez, abrandou-se em Sona Kotikanna a ideia de seguir a vida santa.

Ento, uma terceira vez, enquanto Sona Kotikanna estava s, recluso, o seguinte pensamento lhe ocorreu: "De acordo com o Dhamma que o mestre Maha Kaccana ensina, no fcil viver em casa e praticar a vida santa completamente perfeita, totalmente pura, como uma concha polida. E se eu raspasse o meu cabelo e barba, vestisse os mantos de cor ocre e seguisse a vida santa?

Ele foi ento at o venervel Maha Kaccana e ao chegar, tendo o homenageado, ele se sentou a um lado. Estando sentado ali Sona disse ao venervel Maha Kaccana: "H pouco, venervel senhor, enquanto eu estava s, recluso, o seguinte pensamento me ocorreu: "De acordo com o Dhamma que o mestre Maha Kaccana ensina, no fcil viver em casa e praticar a vida santa completamente perfeita, totalmente pura, como uma concha polida. E se eu raspasse o meu cabelo e barba, vestisse os mantos de cor ocre e seguisse a vida santa?" D-me a admisso na vida santa, mestre Maha Kaccana!

Ento o venervel Maha Kaccana deu ao Sona Kotikanna a admisso na vida santa.

Agora, naquela ocasio, havia poucos monges residindo na regio sul de Avanti. Ento, foi s apenas depois de trs anos - tendo reunido daqui e dali, com dificuldade e complicaes, o qurum mnimo de dez bhikkhus - que o venervel Maha Kaccana deu ao venervel Sona a admisso completa. Ento, foi aps o venervel Sona ter completado o retiro das chuvas, enquanto ele se encontrava s e recluso, que lhe ocorreu o seguinte pensamento: "Eu nunca estive cara a cara com o Abenoado. Eu apenas ouo dizer que ele desse e daquele jeito. Se meu preceptor me desse permisso, eu iria at o Abenoado, um arahant, perfeitamente iluminado.

Ento, aps se levantar da meditao ao anoitecer, ele foi at o venervel Maha Kaccana. Depois de cumpriment-lo, ele sentou a um lado e disse ao venervel Maha Kaccana: "H pouco, venervel senhor, enquanto eu estava s, recluso, o seguinte pensamento me ocorreu: "Eu nunca estive cara a cara com o Abenoado. Eu apenas ouo dizer que ele desse e daquele jeito. Se meu preceptor me desse permisso, eu iria at o Abenoado, um arahant, perfeitamente iluminado.

"Bom, Sona. Muito bom. V, Sona, veja o Abenoado, um arahant, perfeitamente iluminado. Voc ver o Abenoado, sereno e confiante e inspirando serena confiana, com os sentidos em paz, com a mente em paz, tendo alcanado a tranqilidade e controle supremos, treinado, protegido, as faculdades dos sentidos controladas, um Naga. Ao v-lo, em meu nome o homenageie com a cabea aos seus ps, e pergunte se ele est livre de enfermidades e aflies, se est com sade, forte e vivendo com conforto, dizendo: "Meu preceptor, senhor, o homenageia com a sua cabea aos seus ps e pergunta se o senhor se encontra livre de enfermidades e aflies, se est com sade, forte e vivendo com conforto.

Dizendo, "Sim, venervel senhor", o venervel Sona - satisfeito e aprovando as palavras do venervel Maha Kaccana - levantou-se do seu assento e, depois de homenage-lo, mantendo-o sua direita, arrumou a sua habitao, tomou a tigela e o manto externo e saiu caminhando rumo a Savatthi. Caminhando em etapas, ele chegou em Savatthi no Bosque de Jeta, no Parque de Anathapindika. Ele foi at o Abenoado e ao chegar, tendo o homenageado, ele sentou a um lado. Sentado, ele disse ao Abenoado, "Senhor, meu preceptor, venervel Maha Kaccana, o homenageia com a sua cabea aos ps do Abenoado e pergunta se o senhor se encontra livre de enfermidades e aflies, se est com sade, forte e vivendo com conforto.

"Voc est bem, bhikkhu? Voc est saudvel? Voc percorreu sua jornada sem grande cansao? Voc pde esmolar alimento sem grande dificuldade?

"Abenoado, eu estou bem. Abenoado, eu estou saudvel. Abenoado, eu percorri a minha jornada sem grande cansao, e pude esmolar alimento sem grande dificuldade.

Ento o Abenoado se dirigiu ao venervel Ananda, dizendo: "Ananda, prepare alojamento para este bhikkhu visitante.

Agora o pensamento ocorreu ao venervel Ananda: "Quando o Abenoado me ordena "Ananda, prepare alojamento para este bhikkhu visitante", ele intenciona dividir alojamento com aquele bhikkhu. O Abenoado intenciona dividir alojamento com o venervel Sona." Ento ele preparou alojamento para o venervel Sona no mesmo local onde o Abenoado estava instalado. Ento o Abenoado, aps ter passado a maior parte da noite ao ar livre, lavou seus ps e entrou no alojamento. Igualmente, o venervel Sona, aps ter passado a maior parte da noite ao ar livre, lavou seus ps e entrou no alojamento. Ento, ao fim da noite, ao levantar-se, o Abenoado chamou o venervel Sona, dizendo "Bhikkhu, gostaria que voc recitasse o Dhamma.

Respondendo, "Sim, venervel senhor.", o venervel Sona recitou todas os dezesseis discursos do Atthaka Vagga. Ao fim da recitao pelo venervel Sona, o Abenoado expressou sua aprovao: "Bom, bhikkhu. Muito bom. Voc aprendeu bem os versos do Atthaka Vagga, voc os contemplou bem, voc os manteve bem em mente. Voc os apresenta bem, com clareza e de modo imaculado, impecvel, tornando o significado inteligvel. Quantos retiros das chuvas voc completou?

"Abenoado, eu completei um retiro das chuvas.

"Mas por qual razo voc esperou tanto tempo para ter a admisso na vida santa?

"Por muito tempo, senhor, eu vi as desvantagens dos prazeres sensuais, mas a vida em famlia confinada por vrios deveres, muitas coisas a serem feitas.

Ento, dando-se conta do significado disso, o Abenoado nessa ocasio exclamou:

"Vendo as desvantagens do mundo,
sabendo do estado livre de aquisies,
aquele que nobre no se deleita no mal,
no encontra felicidade no mal.

 


Notas:

Traduzido por Gabriel Laera a quem agradecemos por esta contribuio ao Dhamma

>> Prximo Sutta

 

 

Revisado: 2 Janeiro 2016

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