Glossrio de termos Budistas em Pali

Este glossrio cobre muitas das palavras em Pali e termos tcnicos que voc ir encontrar nas tradues do Cnone em Pali, (Tipitaka), livros, ensaios e demais textos disponveis neste site.

Clicando na conexo [Mais] que aparece em alguns verbetes do glossrio, voc poder obter mais informaes sobre o tema que est sendo tratado.



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A

abhidhamma: (1) nos discursos do Cnone em Pali, este termo simplesmente significa "Dhamma mais elevado ou superior."[Mais] (2) Uma coleo de tratados analticos baseados em listas de categorias extradas dos ensinamentos dos discursos, adicionado ao Cnone vrios sculos aps a morte do Buda.[Mais]

abhijanati: conhecimento direto, compreenso direta. Compreender atravs da experincia. Saber por inteiro ou a fundo. O conhecimento dos fenmenos de acordo com o padro estabelecido pelas Quatro Nobres Verdades. Esse conhecimento partilhado tanto pelo arahant como pelo sekha. Veja tambm parijanati.

abhia: os seis tipos de poderes ou conhecimentos supra-humanos resultantes do conhecimentos direto: poderes mgicos, ouvido divino, penetrar as mentes de outros, relembrar vidas passadas, olho divino, extino de todas as impurezas da mente, sendo que apenas este ltimo considerado supramundano, (lokuttara), enquanto que os demais so mundanos, (lokiya). (veja asava).

acariya: mestre; mentor. Veja kalyanamitta.

adinava: perigo, desvantagem. O perigo o contnuo aprisionamento ao ciclo de samsara atravs por exemplo dos prazeres sensuais.[Mais]

adhitthana: determinao; deciso. Uma das dez perfeies (paramis).

ahara: alimento, nutrimento. Os quatro alimentos so comida, contato, volio e conscincia. Os alimentos so condies, (paccaya), pois as condies so chamadas de alimentos, (ahara), porque elas nutrem (ou produzem) os seus prprios efeitos. Embora existam outras condies para a existncia, apenas estas quatro so chamadas de alimento porque servem como condies especiais para o contnuo da vida. A comida uma condio importante para o corpo fsico, o contato para a sensao, a volio mental para a conscincia e a conscincia para a mentalidade-materialidade (nome e forma), o organismo psicofsico na sua totalidade. O desejo denominado a origem do alimento no sentido de que o desejo na existncia anterior a fonte da presente individualidade que depende e consome continuamente os quatro alimentos nesta existncia.[Mais]

ajaan: (Tailands; tambm "Ajarn", "Ajahn", etc.). Mestre; mentor. Equivalente ao Pali acariya.

akaliko: atemporal; no condicionado pelo tempo ou estao.

akusala: prejudicial, inbil. So todas as vontades kammicas (kammacetana, s. cetana) e a conscincia e fatores mentais a elas associados que so acompanhados pela cobia/desejo (lobha), raiva/averso (dosa) ou apenas deluso (moha). Todos esses fenmenos so causas para resultados kammicos desfavorveis e contm as sementes para renascimentos desfavorveis.Veja o seu oposto, kusala.

anagami: que no retorna. Uma pessoa que abandonou os cinco primeiros grilhes que aprisionam a mente ao ciclo de renascimentos (veja samyojana), e que aps a morte ir renascer em um dos mundos de Brahma denominados as Moradas Puras, para a realizar o parinibbana, nunca mais retornando desse mundo.

anapanasati: ateno plena na respirao. uma das prticas de meditao mais importantes para alcanar a concentrao (samadhi) e as quatro absores (jhana). O mtodo descrito no Anapanasati Sutta (MN 118); no Satipatthana Sutta(MN 10) e (DN 22); no Kayagatasati Sutta (MN 119).

anatta: no-eu, ausncia de um eu, a ltima das trs caractersticas da existncia (ti-lakkahana). A doutrina de anatta ensina que nem nos fenmenos corporais nem nos mentais ou quer seja fora deles, pode ser encontrada qualquer coisa que no final da contas possa ser considerada como um eu ou ego, ou outra substncia inerente qualquer. Esta uma doutrina central no Budismo da qual depende toda a estrutura dos ensinamentos. Qualquer um, que no tenha penetrado essa impessoalidade de toda a existncia e no compreenda que na realidade apenas existe esse contnuo processo de surgimento e desaparecimento de fenmenos mentais e corporais e de que no existe um eu separado como parte ou fora desse processo, no ser capaz de compreender o Budismo. [Mais][Mais]

anicca: impermanente, inconstante, instvel, incerto, a primeira das trs caractersticas da existncia (ti-lakkahana). a partir da impermanncia que, na maioria dos suttas, as outras duas caractersticas, sofrimento (dukkha) e no-eu (anatta), so derivadas. [Mais]

anupadisesa-nibbana: nibbana sem restar nenhum combustvel (a analogia um fogo que foi extinto cujas brasas esto frias) - o nibbana do arahant aps a sua morte. [Mais]

anupassana: (passana - ver; anu - continuar, sustentar), portanto anupassana significa ver repetidas vezes ou ver de perto.

anupubbi-katha: instruo gradual, treinamento gradual. O mtodo do Buda de ensino do Dhamma que guia os ouvintes progressivamente atravs de tpicos cada vez mais avanados: generosidade (veja dana), virtude (veja sila), parasos, desvantagens (dos prazeres sensuais), vantagens da renncia, e por fim culminando com as quatro nobres verdades.[Mais]

anusaya: inclinaes, tendncias latentes ou subjacentes, ou obsesses que em geral so 7 em nmero (AN VII.11): desejo sensual (kama-raga), averso (patigha), idias (dithi), dvida (vicikiccha), presuno (mana), desejo por ser/existir (bhavaraga), ignorncia (avija). No MN 64 so identificadas 5 tendncias subjacentes idnticas aos cinco primeiros grilhes, (samyojana); no MN 148 so identificadas 3 tendncias subjacentes, (desejo, averso, ignorncia), que tm as sensaes como condio. Nos comentrios as impurezas so identificadas como ocorrendo em trs nveis: nvel anusaya, no qual elas permanecem como inclinaes latentes na mente; nvel pariyutthana, onde elas surgem para obcecar e escravizar a mente; e nvel vitikkama, onde elas causam as aes corporais e verbais prejudiciais.

apaya-bhumi: destino infeliz: os quatro planos ou mundos inferiores de existncia no qual algum pode renascer como resultado de aes inbeis no passado (veja kamma): renascimento no inferno, como um fantasma faminto (veja Peta), como um Tit (veja Asura), ou como um animal comum. Nenhum desses estados permanente. Compare com sugati.[Mais]

apaya-mukha: caminho para um destino infeliz relaes sexuais extra conjugais; entregar-se a substncias embriagantes; entregar-se ao jogo; associar-se com pessoas ms. A realizao desses atos prepara o caminho para o renascimento em um dos mundos inferiores. (veja apaya-bhumi).

appamada: aplicao, zelo, diligncia, seriedade, considerado como a base para todo progresso. O seu oposto a negligncia (pamada). Dessa forma, bhikkhus, eu os encorajo: todas as coisas condicionadas esto sujeitas dissoluo. Esforem-se pelo objetivo com diligncia. Essas foram as ltimas palavras do Tathagata.[Mais]

arahant: "digno" ou "puro"; uma pessoa cuja mente est livre de contaminaes (veja kilesa), que abandonou todos os dez grilhes que aprisionam a mente ao ciclo de renascimentos (veja samyojana), cujo corao est livre de impurezas (veja asava), e que dessa forma no est destinado a um futuro renascimento. Um ttulo para o Buda e o nvel mais alto dos seus Nobre Discpulos.[Mais]

arammana: objeto. Podem ser de seis tipos: forma visvel, som, aroma, sabor, tangvel e objeto mental.

ariya: nobre, ideal. Tambm, "Algum Nobre" (veja ariya-puggala).

ariyadhana: riqueza Nobre; qualidades que servem como 'capital' na busca pela libertao: convico (veja saddha), virtude (veja sila), vergonha de cometer transgresses(hiri), temor de cometer transgresses (ottapa), estudo, generosidade (veja dana), e sabedoria (veja paa).

ariya-puggala: pessoa nobre. Um indivduo que realizou pelo menos um dos quatro nobres caminhos supramundanos - ou melhor um caminho com quatro nveis de refinamento - so o caminho para 'entrar na correnteza' (sotapanna), o caminho para 'um retorno somente' (sakadagami), o caminho para 'no retorno' (anagami), e o caminho para arahant. Veja phala. Compare com puthujjana (mundano).[Mais]

ariya-sacca: nobre verdade. A palavra "ariya" (nobre) tambm pode significar ideal ou padro, e nesse contexto significa verdade "objetiva" ou "universal". "Sacca" tambm pode significar realidade ou atual. Existem quatro: sofrimento, a origem do sofrimento, a cessao do sofrimento, e o caminho da prtica que conduz cessao do sofrimento.[Mais]

assada: gratificao, prazer, gozo. O sentido literal de assada 'doce sabor'. A gratificao a satisfao que proporcionada para as necessidades psicolgicas, por exemplo pelos prazeres sensuais.

asava: impureza, mcula, lcera, corrupo. Quatro tipos desejo sensual, (kamasava), desejo e cobia pelos cinco elementos do prazer sensual; entendimento incorreto ou idias incorretas, (ditthasava), os 62 tipos de idias descritas no Brahmajala Sutta (DN 1); desejo por ser/existir, (bhavasava), desejo e cobia pela existncia nos planos materiais e imateriais e apego a jhana; ignorncia, desconhecimento das quatro nobres verdades, (avijjasava). Uma lista de trs qualidades, omitindo o entendimento incorreto, provavelmente mais antiga e aparece com mais freqncia nos suttas. O agrupamento das quatro qualidades tambm aparece sob os nomes torrente, (ogha), e grilhes, (yoga). Os asava so uma classificao das contaminaes consideradas no seu papel de sustentao do ciclo samsrico. Os comentrios derivam a palavra a partir da raiz su que significa fluir. Existe divergncia entre os estudiosos sobre se o fluxo implcito no prefixo a para fora ou para dentro; por conseguinte alguns o interpretam como fluxo para dentro ou influncias, outros como fluxo para fora ou efluentes. Um trecho encontrado com freqncia nos suttas indica no entanto o real significado do termo, independentemente da sua etimologia, quando descreve os asavas como estados que contaminam, resultam na renovao dos seres, trazem problemas, causam sofrimento e conduzem a um futuro nascimento, envelhecimento e morte. Dessa forma outros tradutores, deixando de lado o sentido literal, utilizam a interpretao de mculas, corrupes ou impurezas. Tambm traduzido com venenos da mente principalmente em textos Mahayana. [Mais]

asubha: no atraente, repulsivo, nojento. O Buda recomenda contemplao desse aspecto do corpo como antdoto para luxria e complacncia. Veja tambm kayagata-sati.[Mais]

asura: seres divinos que, tal como os Tits da mitologia grega, lutaram contra os devas pela superioridade sobre os parasos e perderam, habitando um dos reinos inferiores. Veja apaya-bhumi.

atapi: ardente. Esta uma das qualidades mentais necessrias para a prtica de meditao Satipatthana e significa a continuidade, manter a mente naquilo que estiver sendo feito, retornar ao objeto de meditao assim que este for perdido.

atta: eu, identidade. No Budismo uma mera expresso convencional, no sendo a designao de algo que na realidade existe.

atta-ditthi: crena na existncia de um eu, crena ou idia de uma identidade.

avijja: ignorncia; sinnimo de deluso, (moha), a principal causa de todo o mal e sofrimento no mundo, obscurecendo a vista dos seres e impossibilitando que eles vejam a verdadeira natureza dos fenmenos. a deluso que engana os seres fazendo com que a vida parea ser permanente, feliz, com substncia e bela, evitando que eles vejam que na realidade ela impermanente, insatisfatria e desprovida de um eu. A Ignorncia definida como o desconhecimento das Quatro Nobres Verdades, isto , o sofrimento, a sua origem, a sua cessao e o caminho para a sua cessao. A ignorncia uma das impurezas, (asava).[Mais]

ayatana: base ou meio dos sentidos ou sensuais. As bases internas so os rgos dos sentidos olhos, ouvidos, nariz, lngua, corpo e mente. As bases externas so os seus respectivos objetos.[Mais]  

ayoniso-manasikara: veja manasikara


B

bhagavant: um epteto para o Buda, em geral traduzido como "Abenoado" ou "Louvado". Alguns comentaristas no entanto, identificam a raiz etimolgica da palavra em Pali como significando "dividir" e por extenso "analisar" e dessa forma o traduzem como "Analista".

bhante: venervel senhor; usado com freqncia quando se dirige a palavra a um monge budista.

bhava: ser/existir ou vir a ser/devir, processo da existncia. Que pode ocorrer em trs reinos: reino da esfera sensual, reino da esfera da matria sutil e reino da esfera imaterial.

bhavana: cultivo ou desenvolvimento da mente; meditao. O terceiro dos trs fundamentos para atos meritrios. Veja tambm dana e sila.[Mais]

bhavanga-sota e bhavanga-citta: o primeiro termo pode ser interpretado como a correnteza subterrnea que forma a condio de ser ou existir, e o segundo termo como subconsciente embora, como ficar evidente a seguir, ele difere em muitos aspectos do uso que esse termo possui na psicologia Ocidental. Bhavanga que nos textos cannicos mencionado duas ou trs vezes no Patthana, explicado nos comentrios do Abhidhamma como o fundamento ou condio para a existncia (bhava), como a condio sine qua non da vida, tendo a caracterstica de um processo, literalmente um fluxo ou correnteza (sota). Nela, desde tempos imemoriais, todas as impresses e experincias so armazenadas, ou melhor dizendo, esto atuantes mas ocultas da plena conscincia, de onde no entanto elas ocasionalmente emergem como fenmenos do subconsciente e podem se tornar totalmente conscientes. Essa assim chamada correnteza subterrnea da vida explica a faculdade da memria, fenmenos psquicos para normais, evoluo mental e fsica, kamma e renascimento, etc.

bhikkhu (bhikkhuni): um "monge" ("monja") budista; um homem (mulher) que desistiu da vida em famlia para viver uma vida com virtude engrandecida, (veja sila), de acordo com o Vinaya em geral, e as regras do Patimokkha em particular. Veja sangha, parisa, upasampada.

bodhi-pakkhiya-dhamma: "asas para o despertar" ou apoios para a iluminao sete conjuntos que conduzem iluminao e que, de acordo com o Buda, formam o ncleo do seu ensinamento: [1] os quatro fundamentos da ateno plena (satipatthana) [Mais]; [2] os quatro esforos corretos (sammappadhana) o esforo para prevenir que estados prejudiciais surjam na mente, de abandonar quaisquer estados prejudiciais que j surgiram, fazer com que estados benficos surjam, e manter os estados benficos que j surgiram; [3] as quatro bases do poder espiritual (iddhipada) desejo, energia, mente, investigao [Mais]; [4] cinco faculdades dominantes (indriya) convico, energia, ateno plena, concentrao, sabedoria [Mais]; [5] cinco poderes (bala) idntico ao [4]; [6] sete fatores da Iluminao (bojjhanga) ateno plena, investigao dos fenmenos, energia, xtase, tranqilidade, concentrao, equanimidade [Mais]; e [7] o Nobre Caminho ctuplo (magga) Entendimento Correto, Pensamento Correto, Linguagem Correta, Ao Correta, Modo de Vida Correto, Esforo Correto, Ateno Plena Correta, Concentrao Correta. [Mais]

bodhisatta: bodisatva, "Um ser empenhando-se pela iluminao"; o termo utilizado para descrever o Buda antes de ele se tornar um Buda, desde a sua aspirao inicial ao estado de Buda at o momento da sua perfeita iluminao. Em Snscrito: Bodhisattva.

bojjhanga: os sete fatores da iluminao so: ateno plena (sati), investigao dos fenmenos (dhamma-vicaya), energia (viriya), xtase (piti), tranqilidade (passaddhi), concentrao (samadhi), equanimidade (upekkha).[Mais]

brahma: "aquele que grande" habitante dos mundos de Brahma no reino da matria sutil.[Mais]

brahma-cariya: vida santa, vida pura ou casta, um termo para a vida de um bhikkhu. Tambm se aplica a um discpulo leigo que adota os oito preceitos e se abstm das relaes sexuais mantendo a castidade.

brahma-vihara: este termo pode ser interpretado como estados excelentes, louvados, sublimes ou divinos da mente ou como moradas divinas. Essas atitudes so ditas excelentes ou sublimes porque elas so a conduta correta ou ideal em relao aos seres vivos. Quem desenvolver esses estados mentais com afinco, atravs da conduta e da meditao, ir se tornar igual a Brahma. Se eles se converterem em influncias dominantes na mente, a pessoa ir renascer em mundos agradveis, nos mundos de Brahma. Por isso, esses estados mentais so chamados de divinos. Eles so chamados moradas porque deveriam se converter nos estados em que a mente deveria estar a maior parte do tempo, em que se sentisse "em casa". O Buda ensinou quatro estados sublimes da mente: metta (amor bondade) , karuna (compaixo), mudita (alegria altrusta), e upekkha (equanimidade).[Mais]

brmane: a casta de brmanes na ndia que defende que os seus membros, pelo seu nascimento, so dignos do maior respeito. O Budismo emprestou o termo brmane aplicando-o aos arahants, para mostrar que o respeito no obtido pelo nascimento, raa, ou casta, mas pela realizao espiritual. Em muitos suttas este termo aparece como sinnimo de arahant.[Mais]

buddho: desperto; iluminado. Um epteto para o Buda.

Buddha: Buda. O nome dado a algum que redescobre por si mesmo o Dhamma, o caminho da libertao, aps um longo perodo em que ele tenha sido esquecido pelo mundo.[Mais] De acordo com a tradio, existe uma longa seqncia de Budas que se estende ao passado distante.[Mais] O mais recente Buda que nasceu foi Siddhattha Gotama na ndia no sexto sculo antes da era crist. Um jovem bem educado e rico, ele abandonou sua famlia e herana real no auge da sua vida em busca da verdadeira felicidade e do fim do sofrimento, (dukkha). Aps seis anos de austeridades na floresta, ele redescobriu o "caminho do meio"; e atingiu o seu objetivo, tornando-se um Buda.[Mais]


 C

cankama: meditao andando, em geral na forma de caminhar indo e voltando ao longo de um trecho predeterminado.[Mais]

cetana: inteno, volio.

cetasika: fatores mentais. So os fatores mentais que esto associados e que surgem em concomitncia com a conscincia (citta=viana) e que so condicionados pela presena desta. Enquanto que nos suttas todos os fenmenos da existncia so agrupados em 5 agregados: forma (rupa), sensao (vedana), percepo (saa), formaes mentais (sankhara), conscincia (viana), o Abhidhamma, como regra, trata os fenmenos sob um aspecto mais filosfico em trs aspectos: conscincia (citta), fatores mentais (cetasika) e forma (rupa). Dessa forma, os fatores mentais compreendem a sensao, percepo e 50 outros fatores, o que no todo resulta em 52 fatores mentais.[Mais]

chanda: aspirao, desejo. 1 - Como um termo psicolgico neutro sob o ponto de vista tico, com o sentido de inteno, um dos fatores mentais gerais (cetasika) ensinados no Abhidhamma, cuja qualidade moral determinada pelo carter da volio (cetana) qual esteja associada. 2 Como qualidade ruim tem o significado de desejo e est com freqncia associado com termos relativos a sensualidade, cobia, etc, por exemplo: kama-cchanda, desejo sensual, um dos cinco obstculos (nivarana); chanda-raga, desejo voluptuoso. 3 Como qualidade boa a vontade ntegra ou zelo (dhamma-chanda).

ceto-vimutti: libertao da mente. Com o sentido mais elevado significa a fruio do estado de arahant, e em particular a concentrao a ela associada. Em geral a libertao da mente acompanha a libertao atravs da sabedoria, (paa-vimutti). Tambm pode ser chamada de libertao inabalvel da mente ou libertao da mente sem sinais, visto que esse estado mental est livre da cobia, raiva e deluso. A libertao imensurvel da mente tem um sentido mais restrito e corresponde aos quatro brahma-viharas.

citta: mente; corao (de um ponto de vista psicolgico); o centro e o foco da natureza emocional do homem bem como aquele elemento intelectual que lhe inerente e acompanha as suas manifestaes; pensamento. O significado de citta melhor compreendido quando explicado atravs de expresses convencionais que nos so mais familiares, como: com todo meu corao; corao e alma; no tenho corao para fazer isso; abenoados so aqueles puros de corao. Esses exemplos enfatizam o aspecto ou pensamento emocional e conativo mais do que o aspecto mental e racional (em relao a estes veja mano e viana). Pode portanto ser interpretado como estado de humor, estado mental, disposio, reao a impresses. Tambm deve ser mencionado, como complemento a essa interpretao, que citta quase sempre ocorre no singular (=corao) e de 150 casos nos Nikayas apenas 3 vezes ocorre no plural (=pensamentos). Em alguns suttas citta aparece como sinnimo de viana e mano.O Dhammasangani divide todos os fenmenos em conscincia (citta=viana), fatores mentais (cetasika) e forma (rupa).[Mais]


D

dana: generosidade; liberalidade; oferendas; ddivas. Especificamente dar para satisfazer qualquer uma das quatro necessidades dos monsticos. Em termos mais gerais, a inclinao para a generosidade, sem esperar qualquer forma de recompensa por parte de quem recebe. Dana o primeiro tema no sistema de treinamento gradual do Buda ( veja anupubbi-katha), o primeiro dos dez paramis, um dos sete tesouros (veja dhana), e o primeiro dos trs fundamentos para atos meritrios (veja sila e bhavana).[Mais]

deva (devata): traduo literal: "luminoso" divindades habitantes dos parasos que como regra so invisveis aos seres humanos. Os devas esto sujeitos no entanto, tal como os seres humanos e demais seres, ao ciclo de renascimentos, envelhecimento e morte.(veja sagga e sugati).[Mais]

devadatta: um primo do Buda que tentou criar um cisma na Sangha e que desde ento se tornou emblemtico para todos Budistas que atuam consciente ou inconscientemente para minar a religio por dentro.

dhamma (Skt. dharma): constituio ou natureza de alguma coisa; norma, lei, doutrina; justia, retido; qualidade; coisa, objeto da mente, fenmeno. Nos textos a palavra dhamma encontrada com todos esses significados. Tambm, princpios de comportamento que os seres humanos deveriam seguir de forma a se encaixar dentro da ordem natural das coisas; qualidades da mente que se deveria desenvolver de forma a compreender a mente em si mesma. Por extenso, "dhamma" tambm usado para se referir a qualquer doutrina que ensine essas coisas. Portanto o Dhamma do Buda se refere tanto aos seus ensinamentos como experincia direta da qualidade de nibbana para o qual esses ensinamentos esto direcionados.

dhamma-vicaya: investigao dos fenmenos. um dos sete fatores da iluminao (bojjhanga). A explicao deste fator da iluminao sugere que apesar da investigao dos fenmenos ser identificada sob o ponto de vista tcnico com a sabedoria, paa, a funo inicial de paa como fator da iluminao no discernir as trs caractersticas, (sofrimento, etc.), mas simplesmente discriminar entre as qualidades mentais benficas e prejudiciais que se tornam aparentes com o aprofundamento da ateno plena. [Mais]

dhamma-vinaya: "doutrina (dhamma) e disciplina (vinaya)." O nome dado pelo Buda para os seus ensinamentos.

dhana: tesouro (s). As sete qualidades de convico (saddha), virtude (sila), vergonha e temor de cometer transgresses (hiri-ottappa), estudo, generosidade (dana), e sabedoria (paa).

dhatu: elemento; propriedade, condio impessoal. Os quatro elementos fsicos ou propriedades so terra (solidez), gua (coeso), ar (movimento), e fogo (calor). Os seis elementos incluem os mencionados anteriormente mais espao e conscincia.

dhutanga: prticas ascticas voluntrias que monges e outros praticantes de meditao podem adotar de tempos em tempos ou como um compromisso a longo prazo de forma a cultivar a renncia e o contentamento/satisfao, e para estimular a energia. Para os monges existem treze prticas deste tipo: (1) usar somente mantos feitos com retalhos; (2) usar somente um conjunto de trs mantos; (3) esmolar alimentos; (4) no evitar nenhum doador de esmola de alimentos; (5) no comer mais do que uma refeio ao dia; (6) comer somente da tigela de coleta de esmola de alimentos; (7) recusar qualquer alimento oferecido depois da coleta de esmola de alimentos; (8) morar na floresta; (9) morar sob uma rvore; (10) viver a cu aberto; (11) viver em um cemitrio; (12) estar satisfeito com qualquer moradia que tenha; (13) dormir sentado e nunca se deitar.[Mais]

ditthi: (traduo literal: viso). entendimento, idia, opinio. Se no estiver qualificado com samma (correto) se refere em geral a entendimentos ou idias/opinies ruins e prejudiciais (miccha) que devem ser rejeitados por ser fonte de conduta e aspiraes ruins e capazes de conduzir os seres aos abismos mais profundos da depravao.

domanassa: tristeza, desprazer, angstia. Uma sensao de dor mental.

dosa: averso; dio; raiva. Uma das trs razes (mula) de estados prejudiciais na mente. Veja tambm vyapada.

dukkha: (1) sensao (vedana) dolorosa que pode ser fsica e/ou mental. (2) sofrimento, estresse. Na primeira Nobre Verdade e na segunda das trs caractersticas da existncia (ti-lakkhana) o termo dukkha no est limitado experincia da dor (1) mas se refere natureza insatisfatria e a insegurana geral de todos os fenmenos condicionados que por conta da sua impermanncia, esto todos sujeitos ao sofrimento e isso inclui tambm as experincias agradveis. Dessa forma a primeira verdade no nega a existncia das experincias agradveis o que s vezes erroneamente assumido. Dukkha tem o sentido literal de algo duro de aguentar. Talvez uma expresso que diz respeito a pessoas mas que captura bem a noo de dukkha seja mala-sem-ala.[Mais]


E

ehipassiko: que convida ao exame. Um epteto para o Dhamma.

ekaggatarammana: preocupao nica; unicidade da mente em um s ponto. Na meditao, a qualidade mental que permite que a ateno do meditador permanea controlada e focada no objeto de meditao escolhido. Ekaggatarammana atinge plena maturao com o desenvolvimento do quarto jhana.

ekayana-magga: um caminho unificado; um caminho direto. Um epteto para a prtica de estar plenamente atento nos quatro fundamentos: corpo, sensaes, mente e objetos mentais (satipatthana).[Mais]

evam: assim; dessa forma. Este termo usado na Tailndia para o encerramento formal de um sermo e empregado no incio de muitos suttas evam me suttam assim ouvi.


F

fundamentos da ateno plena: veja Satipatthana.


G

gotrabhu-ana: "conhecimento para mudana de linhagem": o vislumbre de nibbana que faz algum mudar de pessoa comum (puthujjana) para um Nobre (ariya-puggala).  


H

hinayana: "veculo Inferior," originalmente um temo pejorativo cunhado por um grupo que se autodenominava como os seguidores do mahayana, o "grande veculo" para denotar o caminho da prtica daqueles que aderiam somente aos discursos mais antigos como a palavra do Buda. Os "hinayanistas" se recusavam a reconhecer os discursos mais recentes, compostos pelos "mahayanistas", que reivindicavam conter ensinamentos que o Buda sentiu serem muito profundos para a sua primeira gerao de discpulos, e que por isso ele os confiou a serpentes subterrneas.

hiri-ottappa: escrpulo. Essas emoes gmeas so chamadas "as guardis do mundo" porque esto associadas com todas as aes hbeis ou benficas. Essas emoes tm como base o conhecimento da lei de causa e efeito, ao invs do mero sentimento de culpa. Hiri equivale vergonha de cometer transgresses ou o auto-respeito, aquilo que nos refreia de cometer atos que colocariam em risco o respeito que temos por ns mesmos; ottappa equivale ao temor de cometer transgresses que produzam resultados de kamma desfavorveis ou o temor da crtica e da punio imposta por outros. Acariya Buddhaghosa ilustra a diferena entre os dois com o smile de uma barra de ferro besuntada com excremento em uma das pontas e quente como uma brasa na outra ponta: hiri a repulsa em agarrar a barra pela ponta besuntada com excremento, ottappa o medo de agarrar a barra pela ponta que est em brasa. Veja kamma.[Mais]


I

idappaccayata: condicionalidade Isto/aquilo. Este nome para o princpio causal que o Buda descobriu na noite do seu Despertar enfatiza o ponto que, com o propsito de dar fim ao sofrimento e estresse, o processo de causalidade pode ser entendido inteiramente em termos das foras e condies que so experimentadas no mbito da experincia direta, sem ser necessrio fazer referncia a foras que operem fora desse mbito.  

indriya: faculdades. Nos suttas este termo, em geral, se refere s seis bases internas (ayatana) ou os cinco fatores mentais que fazem parte do conjunto dos apoios para a iluminao (bodhi-pakkhiya-dhamma): convico (saddha), energia (viriya), ateno plena (sati), concentrao (samadhi), sabedoria (paa).[Mais]


J

jagariya: vigilncia, estado de alerta, manter-se desperto. Especialmente com o sentido de ser cauteloso com relao aos perigos que aquele que busca a perfeio ir provavelmente enfrentar.

jhana (Skt. dhyana): absoro mental. Se refere principalmente s quatro realizaes meditativas da matria sutil, assim chamadas devido caracterstica do objeto empregado para o desenvolvimento da concentrao. Essas realizaes so caracterizadas por uma forte concentrao num nico objeto acompanhada da suspenso temporria dos cinco obstculos, (nivarana) e da suspenso temporria das atividades nos sentidos. Esse estado de conscincia no entanto acompanhado por perfeita lucidez e clareza mental. O primeiro jhana acompanhado e caracterizado pela presena de cinco fatores mentais: vitakka (pensamento aplicado), vicara (pensamento sustentado), piti (xtase), sukha (felicidade), e ekaggatarammana (unicidade mental). Nos comentrios as realizaes meditativas imateriais tambm so chamadas de jhanas imateriais. Isso no entanto no ocorre nos suttas. Esses estados so chamados de imateriais devido caracteristica do objeto empregado para a concentrao.[Mais]


K

kalyana-mitta: amigo admirvel. O bom amigo ou nobre amigo um bhikkhu mais snior que o mentor e amigo do seu pupilo, que deseja o bem-estar e progresso deste, guiando-o na meditao. Em particular o mestre de meditao assim denominado.[Mais]

kama: pode significar (1) sensualidade subjetiva, desejos sensuais; (2) sensualidade objetiva, os cinco objetos dos sentidos. A sensualidade subjetiva ou desejos sensuais so dirigidos a todos os cinco objetos dos sentidos e sinnimo de desejo sensual, kama-cchanda, um dos cinco obstculos (nivarana); desejo sensual, kama-raga, tambm um dos dez grilhes (samyojana). O desejo sensual tambm uma das impurezas (asava) e um dos apegos (upadana). Os cinco objetos dos sentidos so as formas visveis, os sons, odores, sabores e tangveis. O desejo sensual completamente eliminado no estado de no retorno (anagamami).

kamaguna: elementos do prazer sensual. Os objetos externos dos cinco sentidos: formas visveis, sons, aromas, sabores e tangveis. Tambm so chamados de bases externas (ayatana). [Mais]

kamma (Skt. karma): ao intencional. Denota a inteno ou volio (cetana) benfica (kusala) ou prejudicial (akusala) e os seus fatores mentais concomitantes que causam o renascimento e moldam o destino dos seres. As intenes se manifestam como aes benficas ou prejudiciais com o corpo, linguagem e a mente.[Mais]

kammatthana traduo literal: "base de trabalho" ou "lugar de trabalho". A palavra se refere "ocupao" de um monge praticante de meditao: em outras palavras, a contemplao de certos temas de meditao atravs dos quais as foras das contaminaes (kilesa), desejo (tanha), e ignorncia (avijja) possam ser desenraizadas da mente. No procedimento de ordenao, cada novo monge ensinado cinco kammatthana bsicos que constituem a base para a contemplao do corpo: cabelos da cabea (kesa), plos do corpo (loma), unhas (nakha), dentes (danta), e pele (taco). Por extenso, o kammatthana inclui todos os quarenta temas clssicos de meditao. Embora se possa dizer que cada praticante de meditao se dedica a kammatthana, o termo mais freqentemente usado para identificar em particular a tradio das florestas da Tailndia que foi estabelecida por Phra Ajaan Mun e Phra Ajaan Sao. [Mais]

karuna: compaixo; simpatia; a empatia com o sofrimento dos outros. Uma das dez perfeies (paramis) e uma das quatro "moradas divinas" (brahma-vihara).

kaya: (traduo literal: acumulao), corpo, grupo. Pode se referir ao corpo fsico (rupa-kaya; veja rupa), ou ao corpo mental (nama-kaya; veja nama). Neste ltimo caso um nome coletivo para os agregados mentais (sensao, percepo, formaes mentais, conscincia).

kayagata-sati: ateno plena no corpo. Este um termo geral que abrange vrios temas de meditao: manter a ateno plena na respirao; manter a ateno plena nas posturas do corpo; manter a ateno plena em todas atividades; analisar o corpo em suas partes; analisar o corpo de acordo com suas propriedades fsicas (veja dhatu); contemplar o fato de que o corpo est inevitavelmente sujeito morte e a desintegrao. [Mais]

khandha: agregado; amontoado; grupo (veja sakkaya). Componentes fsicos e mentais da identidade e da experincia sensual em geral. As cinco bases do apego (veja upadana). Veja: nama (fenmeno mental), rupa (fenmeno material), vedana (sensao), saa (percepo), sankhara (formaes mentais), e viana (conscincia). [Mais]

khanti: pacincia; autodomnio. Uma das dez perfeies (paramis).

khattiya: na poca do Buda uma pessoa que pertencia a um dos cls ou tribos reconhecidos com sendo de descendncia nobre, ou um Ariya, o que significava ocupar a classe social superior. Todos os reis e lderes pertenciam a essa classe social.

kilesa: poluies, contaminaes, qualidades prejudiciais que poluem a mente. Existem 10 contaminaes, assim chamadas porque so impuras em si mesmas e porque contaminam os fatores mentais (cetasika) a elas associados (Vism XXII 45). Elas so: (1) lobha (cobia), (2) dosa (raiva), (3) moha (deluso), (4) mana (presuno), (5) ditthi (entendimento incorreto), (6) vicikiccha (dvida, ceticismo), (7) thina (torpor mental), (8) uddhacca (inquietao), (9) ahirika (no ter vergonha de cometer transgresses), (10) anottappa (no temer cometer transgresses). No encontrada uma classificao dos kilesas nos suttas embora esse termo ocorra com freqncia. Tambm traduzido com emoes perturbadoras principalmente em textos Mahayana.

kusala: benfico, hbil, bom. So todas as intenes (kamma-cetana, s. cetana) e os fatores mentais a elas associados que so acompanhados por duas ou trs razes (mula), isto , ausncia de cobia/desejo (alobha) e ausncia de raiva/averso (adosa) e em alguns casos tambm ausncia de deluso (amoha: sabedoria). Tais estados de conscincia so considerados como kamma benfico pois so as causas de resultados kammicos favorveis e contm a semente de um renascimento feliz. Veja seu oposto akusala. Veja kamma. [Mais] 

kukkucca: ansiedade, remorso, preocupao, arrependimento com relao a coisas feitas de modo incorreto e coisas corretas que foram negligenciadas, pso na conscincia. um dos cinco obstculos (nivarana).


L

lakkhana: veja ti-lakkhana.

lobha: cobia; paixo. Sinnimo de tanha e raga. Uma das trs razes (mula) de estados prejudiciais na mente.

loka: mundo. Denota as trs esferas de existncia que compreendem todo o universo, isto , (1) o reino da esfera sensual (kama-loka), ou o mundo dos cinco sentidos; (2) o reino da esfera da matria sutil (rupa-loka); (3) o reino da esfera imaterial (arupa-loka). [Mais]

loka-dhamma: condies do mundo ou assuntos, fenmenos do mundo. A lista padro indica oito: ganho e perda, elogio e crtica, fama e m reputao, alegria e tristeza.

lokavidu: conhecedor dos mundos. Um epteto para o Buda.

lokuttara: transcendente; supramundano (veja magga, phala, e nibbana).  


M

magga: caminho. Nos suttas, em geral, este termo aparece com dois significados: (1) Os quatro caminhos supramundanos, veja ariya-pugala (2) O Nobre Caminho ctuplo, o caminho que conduz cessao do sofrimento, isto , a ltima das Quatro Nobres Verdades (ariya-sacca). O Nobre Caminho ctuplo compreende trs grupos: Sabedoria (paa) - Entendimento Correto, Pensamento Correto; Virtude (sila) Linguagem Correta, Ao Correta, Modo de Vida Correto; Concentrao (samadhi) Esforo Correto, Ateno Plena Correta, Concentrao Correta.[Mais]

mahathera: "grande ancio." Um ttulo honorifico automaticamente conferido a um bhikkhu com pelo menos vinte anos como bhikkhu. Compare com thera.

majjhima: intermedirio; apropriado; adequado; mdio; meio.

mana: presuno, orgulho. Um dos dez grilhes que aprisionam ao ciclo de existncias (samyojana). Tambm uma das contaminaes (kilesa). Desaparece completamente apenas com o estado de arahant.

manasikara: ateno, advertncia mental. Este termo aparece com freqncia nos suttas como yoniso-manasikara, ateno com sabedoria.

mano: mente, no Abhidhamma usado como sinnimo de viana e citta. De acordo com os comentrios do Visudhimagga algumas vezes significa bhavanga-sota.

mara: traduo literal: o assassino. Mara o Senhor do Mal no Budismo, a Tentao e Senhor da Sensualidade, cujo objetivo desviar os praticantes do caminho para a libertao e mant-los aprisionados no ciclo de sucessivos nascimentos e mortes. Algumas vezes os textos empregam o termo Mara com um sentido metafrico, representando as causas psicolgicas internas para o cativeiro, como o desejo e a cobia, e as coisas externas s quais nos apegamos, em particular os prprios cinco agregados. Mas evidente que a linha de pensamento dos suttas no concebe Mara apenas como uma representao das fraquezas morais humanas mas o v como uma divindade malfica real cujo objetivo frustrar os esforos daqueles que tm como meta alcanar o objetivo supremo.[Mais]

metta: amor bondade; boa vontade, o desejo de bem-estar e felicidade para os outros. Uma das dez perfeies (paramis) e uma das quatro "moradas divinas" (brahma-vihara). No Visudhimagga Buddhaghosa diz o seguinte: "Metta caracterizado como a promoo do bem-estar dos outros, e sua funo se concentrar no bem-estar deles. Manifesta-se como a remoo da irritao e a sua causa imediata ver a natureza amvel dos seres. Sucede quando faz diminuir a m vontade e fracassa quando d origem ao apego". (Vsm 318)
Uma definio alternativa para metta pode ser encontrada na Bblia Crist. Na epstola aos Corinthianos So Paulo usa a palavra grega agape, que tem o mesmo significado de metta no Budismo, descrevendo-a desta forma: "O amor paciente, o amor bondoso. No sente inveja, no se vangloria, no orgulhoso. No rude, no egosta, no se irrita, no guarda rancor. O amor no se deleita com o mal mas se rejubila com a verdade."
[Mais]

moha: deluso; ignorncia (sinnimo de avijja). Uma das trs razes (mula) de estados prejudiciais na mente.

mudita: alegria altrusta, regozijo com as virtudes e xitos dos outros. Uma das dez perfeies (paramis) e uma das quatro "moradas divinas" (brahma-vihara).

mula: traduo literal: raiz. So aquelas condies que pela sua presena na mente determinam a qualidade moral - benfica (kusala) ou prejudicial (akusala) de uma volio ou inteno (cetana) e a conscincia (citta) e os fatores mentais (cetasika) associados a esta, em outras palavras, a qualidade do kamma. As trs razes prejudiciais so lobha (cobia), dosa (averso), e moha (deluso); as razes benficas so os seus opostos. Veja kilesa (contaminaes).


N

naga: um termo comumente usado para se referir a animais fortes, majestosos e hericos, tais como elefantes e serpentes mgicas. No Budismo, tambm utilizado para referir-se aos que atingiram o objetivo da prtica, os arahants.

nama: mentalidade, fenmeno mental. Este termo se refere aos componentes mentais dos cinco khandhas, incluindo: vedana (sensaes), saa (percepo), sankhara (formaes mentais), e viana (conscincia). Compare com rupa.

nama-rupa: nome e forma; mentalidade-materialidade. A unio de fenmenos mentais (nama) e fenmenos materiais (rupa) que constituem os cinco agregados (khandha), e que um elo crucial na cadeia causal da origem dependente (paticca-samuppada).[Mais]

ana: sabedoria, insight; compreenso; conhecimento; entendimento; um sinnimo de paa.

nekkhamma: renncia; traduo literal: "liberdade do desejo sensual". Um dos dez paramis.[Mais]

nibbana (Skt. nirvana): libertao; em termos literais o "desatamento" da mente das impurezas mentais (asava), contaminaes (kilesa), do ciclo de renascimentos (vatta), e de tudo que pode ser descrito ou definido. Como este termo tambm denota a extino de um fogo, carrega a conotao de acalmar, esfriar e pacificar. De acordo com a fsica que se ensinava nos tempos do Buda, o fogo se agarra ou adere ao seu combustvel; quando extinto, ele est desatado.[Mais]

nibbida: desencantamento. O desencantamento representa o distanciamento de toda existncia condicionada representada pelos cinco khandhas, os ayatanas e a primeira nobre verdade, e surge do conhecimento e viso de como as coisas na verdade so, (yatha butha anadassana). De acordo com os comentrios, desencantamento, (tambm interpretado como nusea, nojo ou repulsa), significa o estgio mximo de insight. Nibbida conduz ao desapego, viraga, a realizao do caminho supramundano, que por sua vez conduz a vimutti, o fruto do caminho supramundano. [Mais]

nimitta: marca, sinal, imagem, objeto. Esses significados aparecem em vrios contextos. Num deles a imagem mental que pode surgir durante a meditao. Na meditao existem trs tipos de nimitta. O primeiro tipo parikamma-nimitta, que se refere percepo do objeto bem no incio da concentrao este tambm conhecido como imagem ou sinal preparatrio. Quando a mente alcana um grau dbil de concentrao, surge uma imagem ou sinal ainda instvel e no muito ntido chamado uggaha-nimitta ou sinal adquirido. Essa percepo antecede o surgimento de uma imagem totalmente clara e estvel chamada patibhaga-nimitta ou imagem de contrapartida ou sinal de contrapartida. O surgimento desse terceiro tipo de nimitta indica o aparecimento da concentrao de acesso, o estado que antecede a plena absoro do jhana. Noutro contexto, nimitta a aparncia atravs da qual os objetos externos so apreendidos, as qualidades mais distintas de um objeto que quando agarradas sem ateno plena, podem dar origem a pensamentos com contaminaes. Os detalhes podem em seguida serem agarrados pela ateno depois que o primeiro contato perceptivo no tenha sido acompanhado pela conteno.[Mais]

nirodha: cessao; disperso; interrupo. A mente em suspenso nos intervalos da percepo dualista, como um objeto arremessado no ar que permanece imvel no pice da sua trajetria. [Mais]

nissarana: escapatria, estar livre, deixar para trs.

nivarana: cinco qualidades que so obstculos para a mente e que cegam a nossa viso mental. Com a sua presena no possvel alcanar a concentrao (samadhi) e no possvel discernir com clareza como as coisas na verdade so. Elas so: desejo sensual (kama-cchanda) , m vontade (vyapada), preguia e torpor (thina-middha), inquietao e ansiedade (uddhacca-kukkucca), e dvida (vicikiccha).


O

ogha: torrente. um sinnimo de asava (impurezas). As torrentes so assim chamadas porque mantm os seres submersos no ciclo de existncias e no permitem que eles se elevem aos estados superiores e at a Nibbana

opanayiko: que conduz para adiante. Um epteto para o Dhamma.  


P

pabbajja: "sair (da vida em famlia para a vida santa)"; ordenao como um samanera/samaneri. Veja upasampada.

paccekabuddha:algum que realizou a iluminao sem ter ouvido os ensinamentos do Buda. Ou, em outras palavras, um arahant que realizou nibbana tendo compreendido as quatro nobres verdades sem a ajuda de um mestre, por esforo prprio. Ele no entanto no tem a capacidade de ensinar o Dhamma aos outros. De acordo com a tradio, os paccekabudhas apenas surgem quando os ensinamentos de um Buda tiverem desaparecido por completo.

paccattam: pessoal; individual

padhana: intento, empenho, esforo energtico, concentrao da mente. O DN 33.1.11 (10) menciona estes quatro tipos de esforo: (a) conteno, (samvara-padhanam), (b) abandono, (pahana-padhanam), (c) desenvolvimento da mente, (bhavana-padhanam), (d) preservao, (anurakkharana-padhanam). Padhana como sinnimo de vayama tambm aparece no DN 33.1.11(2). [Mais]

pajanati: compreender, conhecer, entender, descobrir, distinguir. Veja tambm Parijanati.

pali: o cnone de textos preservado pela escola Theravada e por extenso o idioma em que esses textos foram compostos.

pamujja (ou pamojja): satisfao, contentamento, alegria. [Mais]

paa: sabedoria, insight; compreenso; conhecimento; entendimento. Veja tambm ana.

paa-vimutti: libertao atravs da sabedoria, significa a sabedoria associada com a fruio do estado de arahant. Este termo com freqncia acompanha cetto-vimutti.

papaca: complicao, proliferao. A tendncia da mente para proliferar assuntos a partir da noo de "eu". Este termo tambm pode ser traduzido como pensamento auto reflexivo, reificao, falsificao, distoro, elaborao ou exagerao. [Mais]

parami (tambm paramita): perfeio de carter. Um grupo de dez qualidades desenvolvidas ao longo de muitas vidas por um bodhisatta que aparece como um grupo no Cnone em Pali somente no Jataka ("Histrias de Nascimentos"): generosidade (dana), virtude (sila), renncia (nekkhamma), sabedoria (paa), energia (viriya), pacincia (khanti), honestidade (sacca), determinao (adhitthana), amor bondade (metta), e equanimidade (upekkha). [Mais]

parijanati: compreenso completa: compreender de modo completo ou totalmente, entender de modo completo, conhecer de modo completo. Saber com preciso ou com certeza. Compreender de modo completo atravs da investigao o conhecimento ou sabedoria do insight, vipassana-paa. Compreender de modo completo a consumao do conhecimento iniciado pelo conhecimento direto, abhijanati. Parijanati um termo em geral empregado apenas em relao ao arahant. Veja tambm pajanati.

parinibbana: pode ser de dois tipos: com combustvel (sa-upadisesa) e sem combustvel restante (anupadisesa): a analogia com relao ao fogo. No primeiro caso as chamas foram extintas mas as brasas ainda ardem. No segundo, o fogo foi extinto de tal forma que as brasas esfriaram. O combustvel neste caso so os cinco agregados. Enquanto o Arahant estiver vivo, ele ainda experimenta os cinco agregados (khandhas), mas eles no ardem com o fogo da cobia, raiva e deluso. Quando o Arahant falece, no h mais nenhuma experincia dos agregados aqui ou em nenhum outro lugar.

parisa: discpulos; assemblia. Os quatro grupos dos discpulos do Buda que inclui monges, monjas, discpulos leigos homens e mulheres. Compare com sangha. Veja bhikkhu/bhikkhuni, upasaka/upasika.

pariyatti: entendimento terico do Dhamma obtido atravs da audio e leitura, estudo, memorizao e aprendizado. Veja patipatti e pativedha.

pasada: claridade e serena confiana. Uma atitude mental e emotiva que compreende um sentimento profundo abrangendo ao mesmo tempo o apreo intelectual, a satisfao, a claridade de pensamentos, a serenidade e a confiana. [Mais]

passaddhi: tranquilidade, calma, serenidade. Consiste na tranqilidade do corpo e a pacificao dos meios dos sentidos, e como conseqncia a tranqilidade da mente. um dos sete fatores da iluminao (bojjhanga). Com freqncia combinado com pamujja e piti.[Mais]

paticca-samuppada: origem dependente; surgimento co-dependente. Um mapa mostrando a forma como os agregados (khandha) e as bases dos sentidos (ayatana) interagem com a ignorncia (avijja) e desejo (tanha) produzindo o sofrimento (dukkha). Como as interaes so complexas, existem vrias verses diferentes do paticca-samuppada nos suttas. No mais comum, o mapa inicia com a ignorncia.[Mais]

patimokkha: o cdigo bsico de disciplina monstica que consiste de 227 regras para monges (bhikkhus) e 310 regras para monjas (bhikkhunis). Veja Vinaya.

patipatti: a prtica do Dhamma em oposio ao mero entendimento terico, (pariyatti). Veja tambm pativedha.

pativedha: a realizao direta, atravs da prpria experincia, da verdade do Dhamma. Veja (pariyatti).

peta: um fantasma faminto - uma classe de seres de um dos mundos inferiores, s vezes capazes de aparecer para os seres humanos. Os petas so freqentemente representados na arte Budista como seres famintos com bocas do tamanho de um alfinete atravs da qual eles nunca conseguem fazer passar alimento suficiente para saciar a sua fome.[Mais]

phala: fruto, fruio. Especificamente, o fruto ou estado mental que segue aps realizar um dos quatro caminhos supramundanos (veja ariya-pugala).

phra: (Tailands) venervel. Usado como prefixo ao nome de um monge (bhikkhu).

piti: xtase. um dos sete fatores da iluminao (bojjhanga). Na meditao, uma sensao prazerosa sentida no corpo que alcana plenitude com o desenvolvimento do segundo jhana. Veja sukha.[Mais]

puja: honra; respeito; observncia devocional. Mais comumente, as observncias devocionais que so praticadas nos monastrios diariamente (pela manh e noite), nos dias de uposatha, ou outras ocasies especiais.

pua: mrito; a sensao interior de bem-estar que resulta de ter agido corretamente ou bem, e que estimula algum a continuar agindo bem.

puthujjana: um dos muitos; um "mundano" ou pessoa comum. Uma pessoa comum que ainda no realizou nenhum dos quatro caminhos supramundanos ou estgios da iluminao. Veja ariya-puggala.  


Q  


R

raga: cobia, paixo. Veja os sinnimos lobha e tanha

rupa: forma; fenmeno material; materialidade. O significado bsico dessa palavra "aparncia" ou "forma". usada no entanto, em um nmero de contextos distintos, adotando diferentes graduaes de significados em cada um deles. Nas listas dos objetos dos sentidos, dada como o objeto do sentido da viso. Como um dos khandha se refere a fenmeno material (aparncia visvel ou forma sendo as caractersticas que definem o que material). Esse tambm o significado quando se ope a nama, ou fenmeno mental.  


S


sacca: verdade, honestidade. As Quatro Nobres Verdades (ariya-sacca) so o resumo mais sinttico de todos os ensinamentos do Buda. Elas so a verdade do sofrimento (dukkha), da origem (tanha) do sofrimento, da cessao (nibbana) do sofrimento e do caminho (magga) que conduz cessao do sofrimento.[Mais]

saddha: convico, f confiana, apreo. dito que um Budista tem f se ele acredita na iluminao do Buda (MN 53); ou nas trs jias (tiratana), atravs da toma de refgio (tisarana) nelas. A sua f no entanto deve ser equilibrada e fundamentada no entendimento e ele deve investigar e testar o objeto da sua f (MN 47). A f no Budismo no est em conflito com o esprito inquisitivo e a dvida com respeito a coisas duvidosas admitida e a sua investigao encorajada. A faculdade da f (saddhindriya) deve ser equilibrada com a da sabedoria. dito que: Um bhikkhu que tem entendimento estabelece a sua f de acordo com esse entendimento. Atravs do entendimento e sabedoria, a f se transforma em certeza interior e firme convico baseada na prpria experincia pessoal. A f chamada de a semente de todos os estados benficos porque ela inspira a mente com confiana e determinao para iniciar a travessia da torrente do samsara. A f inabalvel alcanada com o estgio de entrar na correnteza (sotapanna) no qual o grilho da dvida erradicado.[Mais]

sadhu: (exclamao) "isso bom"; uma expresso que demonstra apreciao ou concordncia.

sagga: paraso, reino divino. A morada dos devas. Se diz que o renascimento no paraso uma das recompensas para a prtica da generosidade (veja dana) e virtude (veja sila). Porm, como todos os estgios no samsara, o renascimento no paraso temporrio. Veja tambm sugati.[Mais]

sakadagami: que retorna uma vez. Uma pessoa que abandonou os primeiros trs grilhes que aprisionam a mente ao ciclo de renascimentos (veja samyojana), enfraqueceu os grilhes do desejo sensual e da m vontade, e que aps a morte est destinado a renascer neste mundo somente uma vez mais.

sakkaya: grupo existente. Em geral esta palavra interpretada como identidade, mas de acordo com os comentrios ela corresponde a sat-kaya, corpo ou grupo existente. Nos suttas tomada como um nome para os cinco agregados da existncia (khandhas).

sakkaya-ditthi: crena na identidade, idia da existncia de um eu. A idia que erroneamente identifica qualquer um dos khandha como um "eu"; o primeiro dos dez grilhes (samyojana). O abandono de sakkaya-ditthi uma das marcas do nvel de entrar na correnteza (veja sotapanna). Existem 20 tipos de idias da existncia de um eu, que so obtidos ao aplicar os 4 tipos de crena aos 5 khandha. Os quatro tipos de crena so: considerar a forma como sendo o eu; considerar o eu como possudo de forma material; considerar a forma material como estando no eu; considerar o eu como estando na forma material. O mesmo com as sensaes, percepes, formaes mentais e conscincia.[Mais]

sakyamuni: "sbio dos Sakyas"; um epteto para o Buda.

sakya-putta: filho do Sakya. Um epteto para os monges Budistas, tendo sido o Buda um nativo de Sakya.

salekha-dhamma: tpicos para obliterao (obliterando as contaminaes) ter poucos desejos, estar satisfeito com o que tem, isolamento, no se envolver com companhias, energia, virtude (veja sila), concentrao, sabedoria, libertao, e o conhecimento e viso da libertao.[Mais]

samadhi: concentrao, tranqilidade, calma, aquietao; a prtica de aquietar a mente. um dos sete fatores da iluminao (bojjhanga). A Concentrao Correta (samma-samadhi) que o ltimo elo do Nobre Caminho ctuplo (magga) definida como as quatro absores mentais (jhana). Em um sentido mais amplo, tambm compreende estados de concentrao mais dbeis e est associada a todos os estados de conscincia com kamma benfico (kusala). A concentrao incorreta (miccha-samadhi) a concentrao associada com todos os estados de conscincia com kamma prejudicial (akusala).[Mais] [Mais]

samana: contemplativo. Em termos literais, uma pessoa que abandona as obrigaes convencionais da vida social de forma a encontrar uma forma de vida "em sintonia" (sama) com o estilo da natureza.

samanera (samaneri): em termos literais um samana pequeno; um monge (monja) novio que observa dez preceitos e que um candidato para admisso na ordem dos bhikkhus (bhikkhunis). Veja pabbajja.

sambhavesin: (um ser) buscando por um lugar para renascer.

sammati: realidade convencional; conveno; verdade relativa; suposio; qualquer coisa criada pela mente.

sampajaa: plena conscincia; clara compreenso. Tambm poder ser interpretado como introspeco o contnuo exame minucioso dos fenmenos mentais e corporais. Os suttas identificam trs tipos de aplicaco da plena conscincia. (1) Como um dos componentes para a prtica da meditao satipatthana significa a qualidade mental do conhecimento, saber com clareza (MN 10); (2) Plena conscincia ao caminhar, olhar, movimentar-se, comer, etc. ( SN XLVII.2); (3) As sensaes, percepes e objetos mentais so compreendidos quando surgem, compreendidos enquanto esto presentes, compreendidos quando desaparecem ( SN XLVII.35). Os comentrios analisam quatro tipos de plena conscincia: (1) do propsito, discernir um propsito benfico na ao intencionada; (2) da adequao dos meios utilizados, discernir que os meios utilizados para alcanar os objetivos so adequados; (3) do domnio, no abandonar o objeto da meditao durante a rotina diria; (4) como no deluso, discernir que as prprias aes so processos condicionados desprovidos de um eu substancial. Veja sati.

samsara: transmigrao e perambulao; o ciclo de morte e renascimento. Veja vatta.[Mais]

samvega: a opressiva sensao de choque, e a emoo, que surgem ao se dar conta da futilidade e falta de sentido da vida da forma como ela normalmente vivida; uma sensao de culpa pela prpria complacncia e tolice em ter se permitido viver de maneira to cega; e um senso de urgncia em encontrar uma sada desse ciclo sem sentido.[Mais]

samyojana (sanyojana): grilhes que aprisionam a mente ao ciclo de renascimentos (veja vatta) idia da existncia de um eu (identidade) (sakkaya-ditthi), dvida (vicikiccha), apego a preceitos e rituais (silabbata-paramasa); desejo sensual (kama-raga), m vontade (vyapada); desejo pela forma (rupa-raga), desejo pelos fenmenos sem forma (arupa-raga), presuno (mana), inquietao (uddhacca), e ignorncia (avijja). Os cinco primeiros grilhes so tambm chamados grilhes inferiores porque levam ao renascimento no reino da esfera sensual.[Mais]

sanditthiko: bvio; aparente imediatamente; visvel no aqui e agora. Um epteto para o Dhamma.

sangha: no nvel convencional (sammati), este termo denota a comunidade de monges e monjas Budistas; no nvel ideal (ariya), denota aqueles discpulos do Buda, leigos ou ordenados, que alcanaram pelo menos o nvel de entrar na correnteza (veja sotapanna), o primeiro dos caminhos transcendentes (veja ariya-pugala) culminando em nibbana. Recentemente, particularmente no Ocidente, o termo "sangha" tem sido popularmente adaptado para comunicar o sentido mais amplo da "comunidade de discpulos do caminho Budista", embora essa utilizao no tenha suporte no Cnone em Pali. O termo "parisa" pode ser mais adequado para esse significado muito mais amplo.[Mais]

sankhara: formao, composto, criao, fabricao as foras e fatores que criam as coisas (fsica ou mental), o processo de criao, e as coisas que so criadas como resultado. Nesse sentido tambm pode ser interpretado como a dualidade sujeito/objeto. Sankhara pode se referir a qualquer coisa formada ou criada por condies, ou, mais especificamente, formaes mentais, como um dos cinco khandhas. [Mais]

saa: percepo; aluso; ato da memria ou reconhecimento; interpretao. Veja khandha.

sanyojana: veja samyojana.

sasana: traduo literal: mensagem. A revelao, doutrina e legado do Buda; a religio Budista (veja Dhamma-vinaya).

sati: ateno plena, poderes de referncia e reteno. Na prtica de meditao satipatthana significa manter o objeto de meditao presente na mente, no se esquecer do objeto de meditao, manter a mente no presente. um dos sete fatores da iluminao (bojjhanga) e o stimo elo do Nobre Caminho ctuplo (magga). No seu sentido mais amplo um dos fatores mentais (cetasika) associados de forma inseparvel com toda conscincia com kamma benfico (kusala). Em alguns contextos, a palavra sati, quando usada s, tambm abrange plena conscincia (sampajaa). [Mais]

satipatthana: fundamentos da ateno plena; estrutura de referncia corpo, sensaes, mente e objetos mentais, vistos em e por si mesmos medida em que ocorrem. A descrio detalhada deste tema, to importante na prtica da cultura mental Budista pode ser encontrada nos dois Satipatthana Suttas (DN 22 e MN 10).

sa-upadisesa-nibbana: nibbana com combustvel restando (a analogia com um fogo extinto cujas brasas ainda esto incandescentes) libertao experimentada nesta vida por um arahant.[Mais]

savaka: traduo literal: ouvinte. Um discpulo do Buda, especialmente um discpulo nobre (ariya-puggala).

sayadaw: (Birmans). Venervel ancio; um ttulo honorifico concedido a um bhikkhu Birmans altamente respeitado.

sekha: um nobre discpulo, um discpulo no treinamento superior, isto um discpulo que se dedica ao treinamento trplice (virtude, concentrao e sabedoria). Sete tipos de discpulos: que alcanaram um dos quatro caminhos supramundanos ou um dos trs frutos, aquele que alcanou o quarto fruto, que o arahant, se diz estar alm do treinamento.[Mais]

sikkhati: aprender, treinar

sila: virtude, moralidade, ou viver em harmonia livre de remorso. A qualidade de pureza tica e moral que previne que algum decaia do caminho ctuplo. Tambm, os preceitos de treinamento que refreiam algum de realizar atos inbeis. Sila o segundo tema no treinamento gradual (anupubbi-katha), um dos dez paramis, o segundo de sete tesouros (dhana), e o primeiro dos trs fundamentos para atos meritrios (dana e bhavana).[Mais]

sotapanna: aquele que entrou na correnteza ou venceu a correnteza. Uma pessoa que abandonou os primeiros trs grilhes (samyojana) que aprisionam a mente ao ciclo de renascimentos (samsara) e dessa forma entrou na "correnteza" fluindo inexoravelmente para nibbana, com a garantia de que a pessoa ter no mximo mais sete renascimentos.[Mais]

stupa (Pali: thupa): originalmente, um tmulo ou colina com uma sepultura guardando as relquias de uma pessoa santa tal como o Buda ou objetos associados com a sua vida. Ao longo dos sculos isso se desenvolveu nos monumentos altos e espiralados familiares nos templos na Tailndia, Sri Lanka e Birmnia; e nos pagodes da China, Coria e Japo.

sugati: destinao feliz; os dois nveis de existncia mais elevados em que algum pode renascer como resultado de aes hbeis (kamma) feitas no passado: renascimento no mundo humano ou nos parasos (sagga). Nenhum desses estados permanente. Compare com apaya-bhumi.

sugato: bem-aventurado; que se saiu bem; indo (ou tendo ido) para uma boa destinao. Um epteto para o Buda.

sukha: felicidade. Na meditao, uma sensao mental prazerosa que alcana plena maturidade com o desenvolvimento do terceiro jhana. Veja piti.[Mais]

suata: vazio. Como termo doutrinrio, no Theravada, se refere exclusivamente doutrina de anatta isto , a falta de substncia em todos os fenmenos.

sutta (Skt. sutra): traduo literal: corda; um discurso ou sermo do Buda ou seus discpulos contemporneos. Aps a morte do Buda os suttas foram transmitidos no idioma Pali de acordo com uma bem estabelecida tradio oral, e foram finalmente colocados na forma escrita no Sri Lanka por volta de 100 AC. Mais de 10.000 suttas esto contidos no Sutta Pitaka, o principal conjunto de escrituras do Budismo Theravada. Os suttas em Pali so amplamente considerados como o registro mais antigo dos ensinamentos do Buda.[Mais]  


T

tadi: "assim, Tal," descreve aquele que atingiu o objetivo. Indica que o estado da pessoa no pode ser definido, porm no est sujeito a mudanas ou influncias de qualquer tipo.

tanha: traduo literal: sede. Desejo: pela sensualidade, por ser/existir, ou por no ser/existir (bhava). a causa principal do sofrimento e do interminvel ciclo de renascimentos, veja sacca. Veja os sinnimos lobha e raga.[Mais]

tathagata: este o epteto que o Buda empregava com mais freqncia para referir a si mesmo. [Mais] Tatha significa assim ou tal; a segunda parte agata significa vir. No entanto a palavra gata significa ir. H muito debate se o significado de tathagata "assim ido (tatha-gata)" ou " assim vindo (tatha-agata)". O tathagata est totalmente presente ou ele se foi totalmente? Ele completamente imanente ou transcendente? Talvez a melhor interpretao que tathagata significa ambos, completamente imanente, compassivo, sintonizado em todas as coisas, completamente atento e ao mesmo tempo transcendente, dotado da sabedoria transcendente. Por outro lado, os comentadores em Pali explicam o tathagata como aquele que veio para o nosso meio trazendo a mensagem do imortal, para o qual ele foi atravs da sua prpria prtica do caminho.[Mais]

te-vijja: os trs conhecimentos verdadeiros: conhecimento das vidas passadas, olho divino e destruio das impurezas.[Mais]

than: (Tailands; tambm "tan") reverendo, venervel.

thera: snior, "ancio": um ttulo honorifico que conferido a um bhikkhu com pelo menos dez anos como bhikkhu. Compare com mahathera.

theravada: a "doutrina dos ancios" a nica das primeiras escolas de Budismo que sobrevive at o presente; atualmente a forma de Budismo dominante na Tailndia, Sri Lanka e Birmnia. Veja tambm Hinayana.[Mais]

ti-lakkhana: trs caractersticas inerentes a todos fenmenos condicionados impermanncia, sofrimento e no-eu.

tipitaka (Skt. tripitaka): o Cnone Budista; traduo literal: os trs cestos regras de disciplina (Vinaya), discursos (Sutta) e tratados de filosofia (Abhidhamma).[Mais]

tiratana: a "Jia Trplice" consistindo do Buda, Dhamma e Sangha ideais nos quais todos Budistas buscam refgio. Veja tisarana.

tisarana: o "Refgio Trplice" o Buda, Dhamma e Sangha. [Mais]


U

uddhacca: inquietao, desassossego. um dos dez grilhes (samyojana) e um dos cinco obstculos (nivarana).

ugghatitau: de rpido entendimento. Aps o Buda ter alcanado a iluminao, estava considerando se devia ou no ensinar o Dhamma, ele percebeu que havia quatro categorias de seres: aqueles de rpido entendimento, que alcanariam a iluminao depois de uma breve explanao do Dhamma, aqueles que alcanariam a iluminao somente aps uma longa explanao (vipacitau); aqueles que alcanariam a iluminao apenas aps serem conduzidos atravs da prtica (neyya); e aqueles que, ao invs de alcanar a iluminao, obteriam na melhor hiptese um entendimento intelectual do Dhamma (padaparama).

upadana: apego ou combustvel, aquilo que alimenta ou d sustento. O apego uma intensificao do desejo, tanha. Os quatro tipos de apego so: sensualidade, s idias, a preceitos e rituais e a idias da existncia de um eu.

upadhi: aquisies, tem o sentido literal de aquilo sobre o que algo se apia, isto , os fundamentos ou parafernlia da existncia. A palavra tem tanto um sentido objetivo como subjetivo. Com o sentido objetivo significa as coisas adquiridas, isto , as posses da pessoa. Com o sentido subjetivo significa a ao de se apropriar de algo com base no desejo.

upakkilesa: a palavra upakkilesa usada algumas vezes com o sentido de imperfeies da meditao de concentrao; algumas vezes com o sentido de imperfeies no insight (veja vipassanupakkilesa); e algumas vezes significando corrupes que surgem partir das trs razes prejudiciais desejo, raiva e deluso nessas formas ou nos seus desdobramentos.[Mais]

upasampada: aceitao; ordenao completa como um bhikkhu ou bhikkhuni. Veja pabbajja.

upasika (upasaka): um discpulo feminino (masculino) leigo do Buda. Compare com parisa.

upekkha: equanimidade, a atitude de imparcialidade desapegada com relao aos seres (no apatia ou indiferena). um dos sete fatores da iluminao (bojjhanga). Uma das dez perfeies (paramis) e uma das quatro "moradas divinas" (brahma-vihara).

uposatha: dia de observncia, correspondendo s fases da lua, no qual pessoas leigas Budistas se renem para ouvir o Dhamma e observar preceitos especiais. Nos dias de uposatha da lua nova e lua cheia os monges se renem para recitar as regras do Patimokkha.[Mais]  


V

vassa: retiro das chuvas. O perodo de Julho a Outubro, que corresponde aproximadamente poca de chuvas, em que se requer que cada monge permanea vivendo em um s lugar sem perambular livremente.

vatta: o ciclo de nascimento, morte, e renascimento. Isto denota ambos a morte e renascimento de seres vivos e a morte e renascimento das contaminaes (kilesa) dentro da mente. Veja samsara.

vayama: esforo, empenho. Veja tambm viriya e padhana. [Mais]

vedana: sensao a qualidade de prazer, desprazer, ou neutra, que ocorre com cada contato nos sentidos. Em cada rgo do sentido essa qualidade recebe um nome distinto, por exemplo, aquilo que visto como prazeroso chamado de belo, o desprazeroso de feio; aquilo que ouvido como prazeroso chamado de melodioso, o desprazeroso de ruidoso; aquilo que cheirado como prazeroso chamado de perfumado, o desprazeroso de malcheiroso e assim por diante. Veja khandha.[Mais]

vicara: avaliao; investigao; deliberao; pensamento sustentado; pensamento discursivo. Na meditao, vicara o fator mental que faz com que a mente permanea com o objeto de meditao. Vicara tambm descrito como a frico da mente sobre o objeto. Vicara e o seu fator acompanhante vitakka alcanam plena maturidade com o desenvolvimento do primeiro jhana. Vitakka comparado com a ao de tocar um sino enquanto que Vicara equivale ressonncia produzida. Outro smile seria vitakka como uma abelha que vai voando em direo a uma flor enquanto que vicara seria a abelha voando em volta da flor.

vicikiccha: dvida, ceticismo. um dos cinco obstculos (nivarana) e um dos trs grilhes (samyojana) que desaparecem completamente ao entrar na correnteza (sotapanna).

vijanati: discernimento, conhecimento discriminador.

vijja: conhecimento verdadeiro ou superior. Por exemplo te-vijja, os trs conhecimentos verdadeiros.

vijja-carana-sampanno: perfeito no verdadeiro conhecimento e conduta. Um epteto para o Buda.

vimutti: libertao. Pode ser de dois tipos: libertao da mente (ceto-vimutti) e libertao atravs da sabedoria (paa-vimutti).

vimokkha: libertao, como os seres se libertam das coisas do mundo. H trs libertaes: animitta na qual todas as formaes so consideradas como impermanentes, appanihita na qual todas as formaes so consideradas como sofrimento, suata na qual todas as formaes so consideradas como no-eu ou vazias.

vinaya: a disciplina monstica, compreendendo seis volumes no texto impresso, cujas regras e tradies definem cada aspecto do modo de vida dos bhikkhus e bhikkhunis. A essncia das regras para os monsticos est contida no Patimokkha. A conjuno do Dhamma com o Vinaya forma o ncleo da religio Budista: "Dhamma-vinaya" - "a doutrina e disciplina" o nome que o Buda deu ao movimento que ele fundou.[Mais]

viana: conscincia; o ato de notar os objetos sensoriais e idias na medida em que eles ocorrem; a cognio mais elementar dos objetos sensoriais e idias; uma qualidade mental que um dos cinco agregados (veja khandhas). Em alguns suttas viana aparece como sinnimo de citta e mano. O progresso de viana de uma vida para outra, transformando (de acordo com o kamma individual) a vida do ser (aps a morte) para a vida seguinte, est expressa em alguns suttas, no entanto a idia de que se trata de uma substncia imutvel rejeitada e condenada de forma enftica.

vipallasa: distores, perverses ou alucinaes que podem ocorrer na percepo, (saa-vipallasa), na mente, (citta-vipallasa), ou nas idias, (ditthi-vipallasa). As distores podem ser de quatro tipos: considerar o impermanente como permanente, o doloroso como prazeroso, aquilo que no o eu como o eu, e aquilo que feio ou impuro como belo ou puro.[Mais]

vipaka: a conseqncia, resultado ou fruto de cada ao intencional do passado (kamma).

vipassana: insight. Nas palavras de Ayya Khema, "insight uma experincia que vista com discernimento, que compreendida, e que subsequentemente conduz a uma transformao. O insight verdadeiro quando fazemos uso na nossa vida daquilo que foi compreendido." Nos suttas o primeiro estgio de insight definido como o conhecimento e viso de como as coisas na verdades so (Yatha bhuta anadassana). O insight revela a natureza impermanente, insatisfatria e insubstancial de todos os fenmenos materiais e mentais (veja ti-lakkhana). O conhecimento do insight (vipassana-paa) o fator libertador decisivo no Budismo, embora ele tenha que ser desenvolvido em paralelo como os outros dois elementos de virtude (sila) e concentrao (samadhi). O Insight no o resultado da mera compreenso intelectual, mas conquistado atravs da meditao observando de forma direta, fundamentado na experincia, os prprios processos mentais e corporais. Sayadaw U Pandita no seu livro In this very life explica que a palavra vipassana tem duas partes, vi e passana. Vi se refere a vrios modos e passana viso. Portanto o significado de vipassana seria ver atravs de vrios modos. Os vrios modos no caso so a impermanncia, o sofrimento e o no-eu, anicca, dukkha, anatta. Veja tambm abhijanati. [Mais]

vipassanupakkilesa: mculas ou imperfeies no insight; experincias intensas que podem ocorrer ao longo da meditao e que podem levar algum a acreditar que completou o caminho. A lista padro inclui: luzes, conhecimento psquico, xtase, serenidade, prazer, convico extrema, esforo excessivo, obsesso, indiferena e contentamento.

viraga: desapego. O completo distanciamento da mente do apego a todos os fenmenos, com a mente desprovida de cobia e averso. Atravs do desapego realizado o caminho supramundano. O fruto do desapego vimutti. Veja nibbida.

viriya: energia, virilidade, vigor, persistncia. Uma das dez perfeies (paramis), um dos sete fatores da iluminao (bojjhanga). Veja tambm vayama. [Mais]

visakha (tambm Vesakha, Vesak, Wesak, etc.): o antigo nome para o ms lunar Indiano da primavera correspondendo ao nosso Abril-Maio. De acordo com a tradio, o nascimento do Buda, a sua iluminao e o seu Parinibbana ocorreram todos na noite de lua cheia do ms de Visakha. Esses eventos so comemorados nesse dia no festival do Visakha que celebrado anualmente em todo o mundo do Budismo Theravada.[Mais]

vitakka: pensamento aplicado. Nos suttas, vitakka com freqncia usado como sinnimo para pensamento. Vitakka tambm chamado sankappa, e sammasankappa, (pensamento correto), o segundo elemento do Nobre Caminho ctuplo. O pensamento pode ser benfico, prejudicial ou neutro sob o ponto de vista de kamma. Existem trs tipos de pensamentos prejudiciais ou inbeis (akusala): pensamentos sensuais, pensamentos com raiva e pensamentos com crueldade. Existem trs tipos de pensamentos benficos ou hbeis: pensamentos de renncia, de no raiva e no crueldade. Estes ltimos trs constituem o Pensamento Correto que o segundo elemento do Nobre Caminho ctuplo.[Mais] Na meditao, vitakka dirigir a mente para o objeto de meditao. Vitakka e o seu fator acompanhante vicara alcanam plena maturidade com o desenvolvimento do primeiro nvel de jhana. Vitakka comparado com a ao de tocar um sino enquanto que Vicara equivale ressonncia produzida. Outro smile seria vitakka como uma abelha que vai voando em direo a uma flor enquanto que vicara seria a abelha voando em volta da flor.

viveka: afastamento. O afastamento pode ser de cinco tipos: (i) em relao a um aspecto em particular (temporrio, atravs da prtica de insight); (ii) atravs da supresso (temporrio, ao alcanar os jhanas); (iii) atravs da erradicao (permanente, atravs do caminho supramundano); (iv) atravs do apaziguamento ( permanente, atravs do fruto do caminho supramundano); (v) atravs da escapatria (permanente, em Nibbana).

vyapada: m vontade, um sinnimo de dosa; um dos cinco obstculos (nivarana) e um dos dez grilhes (samyojana)


W  


XYZ

Yatha bhuta anadassana: O conhecimento e viso de como as coisas na verdades so. Esta expresso aparece com freqncia e representa o primeiro estgio no processo de insight. Yatha bhuta tem sido traduzido como as coisas na verdade so e regra geral traduzido de modo semelhante para o Ingls. Essa traduo no entanto apresenta algumas limitaes no sentido de dar a impresso que existe algo especial a ser visto nas coisas e que a experincia de insight corresponde a ver esse algo especial, quando na verdade estamos mais interessados em ver o processo de fabricao que ocorre na mente e nesse sentido uma traduo mais esclarecedora para yatha butha seria como as coisas vm a ser (atravs do processo de fabricao na mente). Em seguida a esse primeiro estgio de insight segue o desencantamento, (nibbida), depois o desapego, (viraga), e por fim culminando na completa libertao (vimutti).

yoniso manasikara: ateno com sabedoria ou hbil, tambm pode ser reflexo com sabedoria ou reflexo hbil, descrita como a ateno com os meios corretos (upaya) e na direo correta (patha). Significa dar ateno, considerar e refletir de maneira cuidadosa, equilibrada e analtica, empregando a capacidade de investigao para reconhecer como as coisas na verdade funcionam, pensar em termos de relaes causais e de acordo com a verdade, isto , aquilo que impermanente como impermanente, sofrimento como sofrimento, etc.
No MN 2 descrita como um antdoto contra as impurezas (asava); uma das condies para o surgimento do entendimento correto (MN 43); conduz ao fruto de entrar na correnteza (SN LV.55); ao surgimento e desenvolvimento dos fatores da iluminao (bojjhanga), (SN XLVI.24). A ateno sem sabedoria (ayoniso-manasikara) conduz ao surgimento das impurezas (MN 2); ao surgimento e expanso dos cinco obstculos (nivarana), (SN XLVI.24). [Mais]


Revisado: 15 Novembro 2014

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